Instituto Histórico de Petrópolis
 24/09/1938
www.ihp.org.br
31/07/2000
c789082T3379913021

digitação utilizada para inclusão no site:
29/07/2011

Texto revisto segundo Princípios de Redação, considerado o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990, promulgado pelo Decreto n.º 6.583/2008.

Tribuna de Petrópolis
19/10/1994

 

JORGE BOUÇAS – ex-Presidente do IHP

Era janeiro de 1981. Eu ia assumir a presidência do Instituto Histórico de Petrópolis. As reuniões ainda aconteciam no Museu Imperial.

Cheguei assustada. Diante da minha “pequenez” teria a grandeza da elite cultural da cidade?

Fim de tarde. Numa sala pouco iluminada, sentados em torno de uma mesa comprida, pessoas circunspectas que eu conhecia mal, (mais tarde, como me foram queridas!).

Numa extremidade, eu, ligeiramente trêmula. Na outra, tão longe de mim, - Jorge Bouças - o então Presidente, com um sorriso cúmplice, pois fora ele que me colocara naquela situação! Quantos anos se passaram. Hoje, aqui estou escrevendo sobre esse grande amigo que se foi.

Jorge Coelho Bouças nasceu em 23 de agosto de 1919. Aluno do São Bento, formou-se em Ciências Jurídicas na tradicional Faculdade de Direito da Rua do Catete. Iniciou sua vida de trabalho no Observador Econômico e Financeiro, revista fundada e editada por seu pai Valentin Fernandes Bouças, o introdutor do Sistema Olerite no Brasil – precursor dos computadores de hoje.

A partir de 1964 fixou residência em Petrópolis, cidade que muito amou e onde seus filhos foram criados.

Candidatou-se a Prefeito 2 vezes.

Ingressou no Instituto Histórico em 27 de março de 1976. Foi seu Presidente de 1977 a 1980.

Faleceu no dia 27 de setembro de 1994.

Foi um dos pesquisadores do “Caminho do Ouro”, junto com Luiz da Silva Oliveira, nosso consócio, tendo até filmado esse roteiro. Como Presidente levou para o Instituto a preocupação com a preservação de Petrópolis.

Volta-me à retina a mesma mesa comprida, a sala na penumbra, eu, já segura como Presidente do Instituto. O sorriso cúmplice, agora, é o meu que parece dizer:

- Valeu Jorge. Você tinha razão. Foi muito gratificante presidir nosso Instituto. É ele, que por meu intermédio, presta-lhe hoje suas homenagens.
 

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