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PLANO DIRETOR DE PETROPOLIS – PROPOSTA DE EMENDAS IHP 2011

PLANO DIRETOR DE PETROPÓLIS – PROPOSTA DE EMENDAS IHP 2011 Comissão: Arthur Leonardo de Sá Earp, Associado Titular, Cadeira n.º 25 – Patrono Hermogênio Pereira da Silva Vera Lúcia Salamoni Abad, Associada Titular, Cadeira n.º 37 – Patrono Sílvio Júlio de Albuquerque Lima Patrícia Ferreira de Souza Lima, Associada Titular, cadeira n.º 36 – Patrono José Vieira Afonso INSTITUTO HISTÓRICO DE PETRÓPOLIS 2011 PROPOSTA DE EMENDAS AO PROJETO DO PLANO DIRETOR DE PETRÓPOLIS ihp (protocolo Câmara Municipal CM 0631/06.04.2011)   Embasados em tudo quanto consta das Considerações Especiais e Gerais constantes do presente documento, submetemos a exame as emendas ao final apresentadas e justificadas. As notas se destinam a certificar as citações e a fornecer a base interpretativa em seu contexto.   I – CONSIDERAÇÕES ESPECIAIS II – CONSIDERAÇÕES GERAIS III – EMENDAS PROPOSTAS   I – CONSIDERAÇÕES ESPECIAIS   Necessariamente, quando se trata de criar uma lei, como é o caso, tem-se que trabalhar o ordenamento jurídico como um todo. Esta não é uma questão menor ou desprezível. Se se luta por uma lei, ela há de ser feita o mais perfeitamente possível, sob pena de se perder a matéria substancial, o melhor propósito e a mais nobre intenção por causa de um defeito instrumental. A apreciação atual é a do Plano Diretor. Em primeiro lugar tem-se que colocar sobre a mesa a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (Lei n.º12.376, de 30/12/2010) e dar especial atenção a seu artigo 2º e seu parágrafo 1º. Dizem eles: Art. 2° – Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue. § 1° – A lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare, quando seja com ela incompatível ou quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior. (NOTA 01) “Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro.” (Redação da LEI Nº 12.376/30.12.2010) Art. 2° – Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue. § 1° – A lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare, quando seja com ela incompatível ou quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior. § 2° – A lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já existentes, não revoga nem modifica a lei anterior. § 3° – Salvo disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência. […] Read More

RELÓGIO DE SOL NO MUSEU IMPERIAL

  RELÓGIO DE SOL NO PALÁCIO IMPERIAL Arthur Leonardo de Sá Earp, associado titular, cadeira n.º 25, patrono Hermogênio Silva (Ao saudoso companheiro Manoel Lordeiro, com quem tenho a certeza passaria horas deliciosas e enriquecedoras a discutir a matéria e a preparar este trabalho) Há três pessoas de grande importância. Para Petrópolis, de um modo geral e em matérias específicas, e para mim pessoalmente. Estou me referindo a Lourenço Luiz Lacombe, Maria Antonieta Abreu e Silva e Dora Maria Pereira Rego Correia. Lacombe foi professor, sem exagero, de grande parte da população da cidade, de várias gerações. Fui seu aluno, no Colégio São Vicente de Paulo, estimado, não pela aplicação, mas pelas ligações de família e pela sempre alegre admiração que lhe devotava. Fez parte da cúpula intelectual do Município e da Nação. Ocupou com distinção e por largos anos o comando do Museu Imperial. Antonieta, culta e inteligente, uma querida amiga. Serviu ao Museu com competência em alto cargo. Dora, dedicada e meticulosa, também me distinguiu com amizade invejável. Por igual prestou inestimáveis serviços à direção do Museu Imperial. Teci apenas alguns elogios aos tão prezados amigos, dentre os muitíssimos mais que lhes são devidos, para situá-los na problemática situação em que há tempos me envolveram e da qual só agora tenho a impressão de me estar livrando, mal e mal, porque a saída encontrada lançou-me em novos labirintos. Mas destes tenho a satisfação de dizer que não me ocuparei diretamente, porque me criam eles um novo entusiasmo. É que espero, ansioso, despertar em cabeças mais vivas, jovens e capazes a curiosidade e o ânimo de procurar e encontrar o que resta oculto ou sem explicação. Faz bastante tempo, já eu companheiro de Lacombe no Instituto Histórico, chamou-me ele à parte e, com a intimidade com que me distinguia, indagou se eu percebia, na foto em papel que apresentava, algum Relógio de Sol. A imagem não era nada boa. Reproduzia a fachada da entrada principal do Museu. E Lacombe perguntou, mais ou menos nestes termos: “aí no balcão ou sacada, você não vê nada?”. Fachada principal do Palácio Imperial. Talvez tenha sido esta a foto apresentada por Lacombe. (Acervo do Museu Imperial – AN-CSVP-005) Entre outros motivos, penso que ele me escolheu para o teste, porquanto sou amante de Astronomia e faço parte do Clube de Astronomia do Rio de Janeiro, tendo aludido no discurso de posse no Instituto […] Read More

PETRÓPOLIS E A REGIÃO SERRANA NOS 500 ANOS DE BRASIL – FUNDAÇÃO E PRIMEIROS DESENVOLVIMENTOS E AS IMIGRAÇÕES

  PETRÓPOLIS E A REGIÃO SERRANA NOS 500 ANOS DE BRASIL – FUNDAÇÃO E PRIMEIROS DESENVOLVIMENTOS E AS IMIGRAÇÕES Arthur Leonardo de Sá Earp, associado titular, cadeira n.º 25, patrono Hermogênio Silva Tive dúvida entre desenvolver por escrito o esquema elaborado para a palestra ou tornar material a ser lido o que naquela oportunidade foram palavras ouvidas. Acabei optando por apenas retocar a transcrição do que foi gravado, a fim de fugir da tendência de produzir um novo texto. O que segue se prende ao intento de ser fiel ao que foi dito. Procura também suprir a visão daquilo que foi mostrado ou exibido através de retroprojeção para ilustrar o citado esquema. As faltas de melhor concatenação da exposição de idéias ficam por conta dos azares da apresentação verbal. Não sou historiador. Sou simplesmente um curioso, amante de sua terra, que entende que o bom cidadão deve buscar o melhor conhecimento possível da realidade em que vive. O tema desse ciclo de palestras é muito interessante. A contribuição da nossa serra, dessa região serrana, da Serra dos Órgãos, ou seja da Serra do Mar nesse trecho, para o desenvolvimento do Brasil nos primeiros quinhentos anos. Nós temos características especialíssimas, mas a primeira coisa a mostrar é algo bastante diferente de Petrópolis. É uma foto publicada no jornal O Povo. Saiu no dia 8 de julho de 2000. Retrata o Largo da Carioca, a 7 de julho, às 19 horas. Em meio a essa iluminação toda, há um pontinho branco. Ele está aceso desde 1710, diante de uma imagem de Santo Antônio! Durante o cerco francês à cidade, as tropas portuguesas ficaram cercadas no Convento, no morro de Santo Antônio. Houve um momento de grande desespero e a imagem de Santo Antônio foi colocada sobre a muralha que guarnecia o convento. Os combates se deram, os franceses foram afastados e a comunidade toda, portuguesa, brasileira, militar, aqueles que se viram, portanto, libertos da ofensiva francesa fizeram um voto de permanentemente deixar acesa uma luz diante da imagem de Santo Antônio. Hoje, mesmo de dia, quem passar pelo Largo da Carioca, olhando lá para o Convento de Santo Antônio, vai encontrar aquela luzinha acesa. Há duzentos e noventa anos ela está acesa. No início, alimentada por óleo, e hoje por eletricidade. Houve até no orçamento público da cidade do Rio de Janeiro uma verba especial para o azeite da lâmpada de Santo […] Read More

EXERCÍCIO DIRETO DO PODER – SOBERANIA POPULAR – PARABÉNS, PETRÓPOLIS!

  EXERCÍCIO DIRETO DO PODER – SOBERANIA POPULAR – PARABÉNS, PETRÓPOLIS! Arthur Leonardo de Sá Earp, associado titular, cadeira n.º 25, patrono Hermogênio Silva Na oportunidade em que Petrópolis vive tão importante e festejado aniversário, vale ressaltar uma das suas virtudes desde o nascimento. Esquecidos dela, muitos buscam instrumentos para fazer funcionar, hoje, de acordo com as normas constitucionais, a participação popular nos destinos do Município. No que toca à Cidade e a algumas outras partes do Município, existe possibilidade de organizar este exercício da cidadania com segurança e rapidez, bastando apenas resolver pormenores. O fato é que não há necessidade de definir áreas para equacionar a efetiva atuação da soberania popular. Elas já estão definidas! Cada quarteirão tem base física própria, incluindo prazos (lotes) com seqüência numérica específica. Ainda que as fronteiras dos quarteirões hajam passado para o esquecimento no uso diário, se convocados os proprietários, habitantes, moradores, comunidades, que estejam vinculados a prazos de uma determinada seqüência numérica, ver-se-á imediatamente constituída a população de tal área. E, como no planejamento inicial da Cidade esta área não foi delimitada por critérios meramente arbitrários, mas por princípios predominantemente ecológicos, os problemas que a ela se referirem serão comuns a todos os que ali viverem. Assim é que, por exemplo, se forem chamadas todas as pessoas titulares de interesses em prazos com numeração iniciada por 3.400, ter-se-á formado o corpo popular representativo do Quarteirão Presidência. Seguindo no exemplo, para alguém estar incluído em determinada consulta popular a comprovação de ligação ao prazo significará o mesmo que título de eleitor. Isto pode ser feito de logo. Os pormenores precisam ser trabalhados, mas o fundamental já existe, desde os primeiros momentos da aniversariante Petrópolis. O assunto lembra questão que merece ser analisada. Há algumas designações urbanas que não tiveram por fonte o Plano Koeler, mas brotaram do uso popular, da iniciativa privada, etc. São nomes que estão na fala do dia a dia e não devem ser combatidos, apenas situados na medida do possível. Sua utilidade não é grande, porque em geral são designações de áreas não suficientemente definidas. O Valparaíso, continuando em termos de exemplo, permite bem mostrar isto. É designação popular, respeitável. Dada, porém, a sua indefinição, ela, que nasceu aplicada vagamente restrita ao espaço formado pelas Av. Portugal e ruas próximas, foi-se alargando ao sabor das opiniões particulares porque ninguém pode saber onde começa ou termina. É, ao contrário, perfeitamente […] Read More

CÂMARA MUNICIPAL DE PETRÓPOLIS – TESTEMUNHO DE FATOS POUCO CONHECIDOS

  CÂMARA MUNICIPAL DE PETRÓPOLIS – TESTEMUNHO DE FATOS POUCO CONHECIDOS Arthur Leonardo de Sá Earp, Associado Titular, Cadeira n.º 25 – Patrono Hermogênio Pereira da Silva Antes de qualquer outra palavra quero manifestar meu profundo agradecimento pela distinção da indiciação de ser o orador da solenidade. Sinto-me inteiramente desvanecido em poder ocupar a tribuna privativa dos eleitos pelo povo, para lhes dirigir uns tantos pensamentos quando oficialmente se relembra o meu bisavô Hermogênio Pereira da Silva, no nonagésimo ano após sua morte. Segundo eméritos historiadores como Antonio Machado, Alcindo Sodré, Gabriel e José Kopke Fróes, Francisco de Vasconcellos, as histórias de Petrópolis e de Hermogênio se confundem, ele é indeslembrável, o outro Koeler da cidade, o grande administrador durante os quase vinte primeiros anos da República. Como os seus feitos são amplamente tratados pelos historiadores e por demais conhecidos pelos senhores, deles não falarei. Não falarei que ele foi médico, com cursos de especialização no exterior, e que, assim, se preocupou muitíssimo com as questões de saúde da população, tendo inclusive praticado pessoal e diáriamente a vacinação domicílio a domicílio, durante surto de varíola. Não falarei que ele, antes de vir para Petrópolis em 1884, foi vereador à Câmara do Rio de Janeiro, tendo ali apresentado projetos que mais tarde se concretizaram, como o Tunel Velho, o Corte do Cantagalo, os túneis Santa Bárbara e Rebouças. Não falarei que, republicano e abolicionista, participou já em Petrópolis da fundação do primeiro Clube Republicano fluminense e, assim, caída a Monarquia, foi Delegado de Polícia e logo depois Presidente do Conselho de Intendência (Câmara) de Petrópolis e depois Presidente da primeira Câmara Municipal eleita no regime republicano. Não falarei que ele foi diversas vezes reconduzido à presidência da Câmara, posto que na época possuía as funções executivas (prefeito), e a exerceu nos anos de 1893, 1894, 1896, 1897, 1901, 1902, 1903, 1904, 1908, 1909 e 1910. Não falarei que de sua capacidade e eficiência administrativas Petrópolis recebeu um impulso tão acentuado como o de Koeler, dirigido a atender às necessidades básicas e de progresso da população; assim aconteceu com o abastecimento de água, o fornecimento de iluminação e eletricidade, instalação de esgoto, de serviço de transporte, de telefone, construção de moradia para os de pequena renda, cuidados com a higiene e a saúde, limpeza pública, abertura e calçamento de ruas, construção de pontes, arborização da vias da cidade. Não falarei que foi […] Read More

KOELER – BICENTENÁRIO DE NASCIMENTO

  KOELER – BICENTENÁRIO DE NASCIMENTO Arthur Leonardo de Sá Earp, Associado Titular, Cadeira n.º 25 – Patrono Hermogênio Pereira da Silva Hoje, vivemos aqui um dia de festa, comemoração de uma data de nascimento, 16/06/1804, bicentenária. São duzentos anos do nascimento de Júlio Frederico Koeler, aquele que nos legou talvez a obra-prima de sua capacidade criativa, ou seja, o Planejamento de Petrópolis, o que nos leva às reflexões deste momento, para homenageá-lo. É interessante observar que nos primeiros cem anos tivemos o surgimento de Koeler na Terra, infância e educação, e o início rigoroso e concreto de Petrópolis no solo, de acordo com o plano idealizado, para em seguida termos pouco a pouco o seu desvirtuamento por algumas das administrações da cidade; o desrespeito se acentuou nos cem anos posteriores, a ponto de quase se considerar abandonado o projeto magistral, salvo a manifestação e as lutas de uns poucos estudiosos; só quase ao final deste tempo se renovou o interesse por ele. Apesar do descaso e das ofensas, o cerne do pensamento de Koeler resistiu e Petrópolis se manteve e é original e bela graças a ele. Assim, porque dois os centenários transcorridos, escolhemos dois quarteirões para conhecer melhor, em festivo tributo a Koeler, como se fossem duas velas de um bolo. Selecionamos de um lado o Renânia Inferior e de outro o Palatinato Inferior. A idéia tem também ligação com o fato de Koeler haver nascido em Mogúncia, capital da Renânia-Palatinato. Para acender tais velas é preciso, no entanto, da chama que as tranforme em fontes de luz. Esta chama são os princípios básicos que nortearam as ações de Koeler e que fazem da planta e das instruções para o erguimento da cidade uma verdadeira obra de planejamento urbanístico, de acordo com as idéias mais avançadas da época e até hoje vigorantes, precursoras mesmo de duas exigências atualmente essenciais, a social e a ecológica, dando a Petrópolis, com toda a justiça, o título de primeira cidade planejada do Brasil. Resumidamente, porquanto se trata de um painel, apenas enunciamos os critérios fundamentais do Plano, lembrando, para bem interpretá-los, que, como sempre acontece, o resultado passa a ser independente do criador e, por vezes, ultrapassa os limites da concepção inicial. Queremos citar: – as partes componentes da cidade foram determinadas pela finalidade de cada qual (por isto, Vilas e Quarteirões); – as características da finalidade das partes ditaram as diferentes […] Read More

IMPORTÂNCIA DO DOCUMENTO NA CONSTRUÇÃO DA HISTÓRIA – O EXEMPLO DE GAGO COUTINHO E SACADURA CABRAL

  IMPORTÂNCIA DO DOCUMENTO NA CONSTRUÇÃO DA HISTÓRIA – O EXEMPLO DE GAGO COUTINHO E SACADURA CABRAL Arthur Leonardo de Sá Earp, Associado Titular, Cadeira n.º 25 – Patrono Hermogênio Pereira da Silva Imagino que os senhores me vissem desembarcando no Galeão, na manhã do dia dezoito (18) de março de 1999. Iriam perceber em mim os sinais de alguém transtornado, uma face afogueada, reações impacientes, uma só idéia fixa, olhos rútilos, um andar apressado mal contido. Parecia um fugitivo ou quem quisesse dali desaparecer rapidamente a ocultar alguma coisa. Tudo se explica, no entanto, pela ânsia que trazia em mim de estudar meticulosamente um tesouro, achado sem procura, e que incluíra na pequena bagagem usada na curta viagem a Portugal para resolver questões de papéis da família. De fato, carregava na mala uma publicação que o Instituto Hidrográfico da Marinha portuguesa graficamente executou em junho de 1998, para integrar o importante conjunto de realizações destinadas a compor a famosa Expo 98 da capital lusitana.     Eu encontrara o exemplar na livraria do Museu de Marinha em Lisboa. Tratava-se do “Relatório da Viagem Aérea, Lisboa-Rio de Janeiro – Efectuada por Gago Coutinho e Sacadura Cabral”, “30-3-922, 17-6-922″.     Com grande interesse sempre ouvira falar e lera esparsamente a respeito do vôo pioneiro português. Possuía agora o que possivelmente seria o texto de maior relevo sobre o assunto. Para uma platéia como a do Instituto Histórico de Petrópolis não é necessário demonstrar que não há História sem documentos; não é preciso apontar os critérios de valoração crítica de documentos segundo a origem, os propósitos autênticos ou meramente retóricos, o contexto social de surgimento e de efeitos; não é indispensável discorrer quanto a fontes primárias, classificações, categorias etc. Basta aqui e nesta oportunidade ressaltar o aspecto de que o escrito, para além de todas as notícias, imaginações, exaltações e dramatizações, fundamenta a História porque se comprovou verdadeiro pelos resultados concretos alcançados e publicamente conhecidos. Estava e continua em minhas preocupações ser imperativo criar na cultura petropolitana bases sólidas de amor aos documentos e às regras de interpretação deles, especialmente nesta cidade que é privilegiada pelo acervo com que conta e inadvertidamente, apesar das muitas vozes não ouvidas, vai perdendo, quase sem disto ter consciência. Por tais motivos, e não só por curiosidade pessoal, o Relatório me fascinou. Moderno o bastante para ser bem lembrado o fato a que se refere, […] Read More

RIOS DA CIDADE DE PETRÓPOLIS – ORIGEM DOS NOMES

  RIOS DA CIDADE DE PETRÓPOLIS – ORIGEM DOS NOMES Arthur Leonardo de Sá Earp, Associado Titular, Cadeira n.º 25 – Patrono Hermogênio Pereira da Silva As explicações sobre a composição do quadro abaixo estão no texto com o título Rios Da Cidade De Petrópolis – Curso E Esquema Do Recebimento Dos Afluentes E Origem Dos Nomes, separado deste apenas em decorrência da diversidade de formatação. Nome do afluente Bacia do Origem do Nome Almeida Torres Quitandinha José Carlos Pereira de Almeida Torres, Visconde de Macaé, Senador, Conselheiro do Imperador e do Estado, Ministro do Império e da Justiça. Alpoim Piabanha Francisco José dos Reis Alpoim, engenheiro militar como Koeler, chefe do 4º Distrito de Obras Públicas da administração fluminense. Aureliano Quitandinha Aureliano de Souza e Oliveira Coutinho, Presidente da Província, mais tarde Visconde de Sepetiba. Avé-Lallemant Piabanha Alexandre Avé-Lallemant, dentre os vários membros da família, possivelmente foi o homenageado, porque engenheiro como Koeler e Cônsul de Lubeck. Está enterrado em Petrópolis, onde faleceu. Cascata Piabanha Designação popular mais antiga do que Petrópolis. Cavalcanti Quitandinha Antonio Francisco de Paula e Hollanda Cavalcanti de Albuquerque, Conselheiro do Estado, Visconde de Albuquerque, Ministro da Guerra e da Marinha. Cemitério Quitandinha Designação derivada do fato de o curso d’água passar próximo ao cemitério (tanto o antigo, região da Igreja do Sagrado Coração de Jesus e do Convento dos Franciscanos, como o novo). Cesar Palatino ? Delamare Piabanha Nome de família, na grafia De Lamare, para a qual Koeler ingressou pelo casamento. Os irmãos Joaquim Raymundo e Rodrigo De Lamare eram na época da fundação de Petrópolis fidalgos cavalheiros da casa imperial. Garganta ou Caixa d’Água Palatino Designação popular. Caixa d’Água porque serviu ao abastecimento da cidade por algum tempo. Gusmão Palatino José Manoel Carlos de Gusmão, Camarista e amigo de D. Pedro II, Estribeiro-mor, Guarda-roupa de S. M. Itamarati Piabanha Designação popular anterior a Petrópolis Koeler Quitandinha Designação derivada do fato de o curso d’água passar pelas terras da chácara de Júlio Frederico Koeler, na Terra Santa Laemmert Quitandinha Eduardo Laemmert, fundador com seu irmão Henrique da tipografia e livraria Laemmert e do Almanaque do mesmo nome, Cônsul de Baden no Rio de Janeiro. Limpo Palatino Antonio Paulino Limpo de Abreu, Ministro do Império, da Justiça e dos Estrangeiros, Presidente do Senado, Visconde de Abaeté. Lomonosoff Palatino Serge de Lomonosoff, diplomata, Ministro Plenipotenciário da Rússia. Meyer Piabanha Vários com este sobrenome. Dentre eles, João Meyer foi quem conduziu a primeira leva de colonos do Rio a Petrópolis e […] Read More

RIOS DA CIDADE DE PETRÓPOLIS – CURSO E ESQUEMA DO RECEBIMENTO DOS AFLUENTES E ORIGEM DOS NOMES

  RIOS DA CIDADE DE PETRÓPOLIS – CURSO E ESQUEMA DO RECEBIMENTO DOS AFLUENTES E ORIGEM DOS NOMES Arthur Leonardo de Sá Earp, Associado Titular, Cadeira n.º 25 – Patrono Hermogênio Pereira da Silva Com base em escritos de José Nicolau Tinoco de Almeida, Paulo Monte, Guilherme Eppinghaus, José Kopke Fróes, Lourenço Luiz Lacombe, Henrique Rabaço, entre outros, e em consequência de observação cartográfica e direta, elaborei um esquema para mostrar o curso dos rios das principais bacias da cidade de Petrópolis e a localização dos pontos de encontro dos afluentes, com referências atualizadas. O trabalho, embora visando a ser completo na informação de dados, busca antes a simplicidade para possibilitar o conhecimento fácil e a consulta rápida. Não tem a pretensão de ser o máximo sob algum aspecto, mas a de ser mais um instrumento na formação do homem petropolitano. EXPLICAÇÕES SOBRE A COMPOSIÇÃO DOS ESQUEMAS O percurso do rio principal e dos afluentes está indicado pelo nome das localidades e das vias públicas mais próximas, escrito entre colchetes [ … ]. Outras informações também são colocadas neste espaço entre colchetes [ …]. No esquema, suponha-se que as águas correm do topo da página para o pé e das laterais para o centro, o que permite definir imediatamente as nascentes e as margens direita e esquerda de cada curso d’água. As flechas gráficas procuram tornar isto mais evidente e revelar as exceções. As margens são identificadas tomando-se observador que dê as costas para a nascente do rio e olhe no sentido para onde vão as águas. A expressão “capeado” é usada para indicar que o curso d’água foi total ou parcialmente coberto e não é inteiramente visível. O local onde o afluente deságua no principal está sumariamente descrito entre parêntesis ( … ) na margem oposta àquela onde o fato ocorre. Os tributários dos afluentes estão marcados com asterisco * e enquadrados. A inscrição do seu nome acima ou abaixo do afluente respeita a margem do afluente que recebe o tributário. CURSOS E ESQUEMAS, na ordem crescente das dimensões da bacia, estão nos textos com os títulos: Rios da Cidade de Petrópolis – Rio Palatino; Rios da Cidade de Petrópolis – Rio Quitandinha; Rios da Cidade de Petrópolis – Rio Piabanha. ORIGEM DO NOME DOS AFLUENTES A fim de completar as informações esquemáticas sobre os rios de Petrópolis, preparei um resumo referente à origem do nome dos afluentes, feito […] Read More

RIOS DA CIDADE DE PETRÓPOLIS – RIO PIABANHA

  RIOS DA CIDADE DE PETRÓPOLIS – RIO PIABANHA Arthur Leonardo de Sá Earp, Associado Titular, Cadeira n.º 25 – Patrono Hermogênio Pereira da Silva As explicações sobre a composição do quadro abaixo estão no texto com o título Rios Da Cidade De Petrópolis – Curso E Esquema Do Recebimento Dos Afluentes E Origem Dos Nomes, separado deste apenas em decorrência da diversidade de formatação.