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PROFESSOR DINIZAR, IN MEMORIAM

  PROFESSOR DINIZAR, IN MEMORIAM Fernando de Souza Costa, associado titular, cadeira n.º 19, patrono Galdino Justiniano da Silva Pimentel Estamos a celebrar o 30º dia da dormitio do inesquecível Professor Dinizar Araújo. À véspera de sua internação estive com ele na Rua Dezesseis de Março e nos cumprimentamos em meio ao costumeiro sorriso. Decorridos dois dias, na mesma rua encontrei meu afilhado Denílson e ele dissera que o pai havia sido internado e passava bem. Fiquei tranqüilo na certeza de que era passageiro e muito em breve ele estaria em nosso convívio. No entanto, fomos surpreendidos com a notícia. Triste, se visto pela ótica de nossa fragilidade humana. Mas alegres na certeza de que os céus receberam mais um de seus eleitos. Eram visíveis as demonstrações de carinho, amizade, prestígio e solidariedade espalhada nas incontáveis coroas, arranjos florais, telegramas, mensagens e dezenas de amigos, familiares e admiradores que se acotovelaram para o abraço final. Os meios de comunicação lhe endereçaram mensagens e homenagens. No derradeiro instante, diversos foram os discursos emocionados. As lágrimas também disseram presente. Nas palavras de meu afilhado Denílson um resumo dos 83 anos de Dinizar, as lides profissionais nos mais diversos setores da vida pública, no magistério e no escritório de advocacia. Dinizar, onde passou, deixou um rastro de luz, ali estava o filho, o esposo, o pai, o avô e o parente. Legou exemplos de cristão junto à Igreja e a outros seguimentos. Com ele aprendemos a conjugar o verbo amar. E cabe aqui uma reflexão: o falecimento de uma pessoa não deve ser interpretado como perda porque todo aquele que crê em Cristo “ainda que morto viverá .” Estas palavras são de Jesus. Ele é “a ressurreição e a vida”. Mas que dói, dói. No entanto, o ouro não se prova com o fogo? Está lá no Livro do Eclesiástico. (Cap.2, 1-18): É na adversidade que provamos nossa fé. Feliz daquele que exercita essa verdade. A morte é para todos. Sem exceção. E ela, só se concretiza quando apagamos de nossos corações aqueles aos quais amamos. Por isso, hoje, nestas louvações, um canto de gratidão ao amigo Dinizar que contribuiu e muito, para um mundo melhor. Cristo nos prometeu a vida eterna e assim sendo, glorifiquemos este notável herói, sob demorados aplausos. Obrigado Senhor por ter ornado vosso servo Dinizar de uma vida reta, íntegra, serena, firme e virtuosa, em cuja trajetória terrena […] Read More

RÁDIO IMPERIAL

  RÁDIO IMPERIAL Fernando de Souza Costa, associado titular, cadeira n.º 19, patrono Galdino Justiniano da Silva Pimentel Pena que a maioria da população apenas se lembre que a Rádio Imperial de Petrópolis existe por ocasião de catástrofes a exemplo das inundações que assolaram a cidade nos anos 60, 80, 90 e 2000… Lamentável, mas poucos sabem que esse tão importante veículo de comunicação é uma emissora da Igreja de Cristo em diuturna evangelização, por isso mesmo não aceita comerciais de cigarros, bebidas e congêneres, enfrentando uma série de dificuldades no cumprimento de suas obrigações fiscais. É de trivial sabença que uma empresa suporta inúmeros gastos previdenciários, trabalhistas, sem contar as obrigações junto ao fisco municipal, estadual e federal. E o ônus administrativo, mantença e outros mais? É uma rádio que não visa lucros e destina seu resultado financeiro às obras sociais e caritativas. São inegáveis os relevantes serviços prestados à coletividade e nem por isso goza de privilégios, muito menos recebe, na proporção que deveria, o apoio das empresas e autoridades constituídas, com as ressalvas e honrosas exceções de poucos abnegados que alcançam seus nobres ideais, sintetizadas em servir ao próximo, à luz das Sagradas Escrituras. A Rádio Imperial de Petrópolis – 1550-AM – com o costumeiro apoio da Paróquia da Catedral São Pedro de Alcântara promove inúmeros eventos beneficentes, um deles é o “Inverno com mais calor humano”, e incentivando as visitas aos idosos, hospitais, casas de repousos, conclamando a todos a levarem agasalhos às famílias carentes, encurtando a distância através do estreitamento das amizades, quebrando assim o gelo, aquecendo as almas, através do amor e da solidariedade. Um grupo de amigos, em sua maioria formado por paroquianos de São Pedro de Alcântara fundaram o Clube dos Amigos da Rádio Imperial de Petrópolis, que organiza mensalmente um jantar com objetivo de angariar fundos para manter a rádio funcionando, principalmente destinando o resultado desses eventos ao pagamento dos alugueres do terreno onde está instalado o transmissor. Anualmente a Rádio Imperial realiza memorável festa em homenagem aos pais, sob o título “Meu pai, meu exemplo” e dentre eles são escolhidos dez pais, cujos filhos escolheram as mesmas profissões paternas. Fiquemos, pois, atentos porque essa cerimônia está programada para o dia 5 de agosto vindouro. Os convites poderão ser adquiridos diretamente na Rádio Imperial de Petrópolis. Fundada com o título de Rádio Quitandinha, em 1958 recebeu autorização para funcionar como Rádio […] Read More

JÓIAS PETROPOLITANAS

  JÓIAS PETROPOLITANAS Fernando de Souza Costa, associado titular, cadeira n.º 19, patrono Galdino Justiniano da Silva Pimentel A Escola de Música Santa Cecília está a completar 118 anos de profícua existência. Sua fundação data de 16 de fevereiro de 1893. E o Teatro Santa Cecília que funciona no prédio da Escola está a completar o seu 56º aniversário. E a festa será naquele local, às 19h do dia 28 de setembro próximo e os ingressos custarão R$.5,00, cuja renda será revertida em prol das obras sociais da Instituição. Nomes como os de Marly Machado – nossa rainha, dos músicos Paulo Gantzel e Ilton Esteves, dentre outros, abrilhantarão o evento. Tanto o teatro baluarte das artes cênicas e a Escola são um patrimônio artístico e cultural em pleno funcionamento. A Escola tem como fim basilar a manutenção do ensino musical e outras manifestações de arte e cultura o que inclui o teatro, nossa jóia rara. Principalmente aqueles militantes nas diversas Instituições culturais, artísticas e benemerentes, têm plena consciência das dificuldades que as permeiam. E neste diapasão dirigimos os aplausos à tão insigne Escola, símbolo de idealismo e elevado senso de servir, pois conta com homens da mais alta envergadura, pela estatura moral, cultural e dedicação ao magistério e ao apostolado. Segue em sua íntegra o mandamento de Cristo no “amai a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo. Petrópolis e a música não se cansam de louvar e agradecer ao Maestro Paulo Carneiro, que por seus méritos, recebeu em vida, dentre outros lauréis a “Grande Medalha de Ouro” concedida por S.A.I.R. Imperador Dom Pedro II. Nomes da maior relevância e abnegação ajudaram a constituir e a prosseguir a magnífica obra cultural, artística e social. Ponho em relevo alguns nomes não seguindo uma ordem, nem época, penitenciando-me desde já pela não inclusão de outros tantos merecedores dos encômios e reverências, mas que constituem a senda de mecenas e bravos Anjos Tocheiros que iluminaram e fazem refulgir a magnífica obra cultural e artística. Dentre eles Reinaldo Antônio da Silva Chaves, Walter Eckhardt, Sanctino Carneiro, filho do Maestro Paulo Carneiro, que abriu mãos de todos os bens do pai, notadamente os instrumentos musicais e a própria Escola, a insigne pianista Madalena Tagliaferro (aluna do maestro fundador,) compositor Cesar Guerra Peixe, o maestro, compositor e pesquisador Ernane Aguiar, Joaquim Heleodoro Gomes dos Santos, Joaquim Eloy Duarte dos Santos e […] Read More

REVIVENDO HÉLIO WERNECK DE CARVALHO

  REVIVENDO HÉLIO WERNECK DE CARVALHO Fernando de Souza Costa, associado titular, cadeira n.º 19, patrono Galdino Justiniano da Silva Pimentel A década de setenta foi o limiar do cordial convívio com o Dr. Hélio Werneck de Carvalho principalmente por sua participação nos concursos literários do Clube dos Advogados. E o contato, até então, literário, solidificou-se em amizade a partir de seu ingresso junto aos Quadros de Membros Efetivos da Academia Petropolitana de Letras ocorrido em dezembro de 1994. Hélio Werneck ocupou a Cadeira número 31, patronímica de Visconde de Ouro Preto do tradicional sodalício em sucessão ao insigne mestre Lourenço Luiz Lacombe. Nesse ínterim, se delineava a sucessão à presidência da APL ao biênio seguinte. Primeiro, convidei o Professor De Cusatis que viria suceder-me e, ao final da administração De Cusatis o nome do mestre Hélio Werneck, por nós foi lembrado, o que, felizmente foi aceito pelo insigne mestre. Era público-notório o espírito empreendedor de Hélio, seu trânsito junto aos meios intelectuais e sociais e o relacionamento harmônico entre seus pares. Mantínhamos encontros quase que diários em meu escritório, outras vezes comparecendo em sua residência e em especial à Casa de Cláudio de Souza nas diversas reuniões plenárias ou solenidades ocorridas em sua profícua gestão. O Professor Hélio me convidou para ser integrante de sua diretoria. O relacionamento foi excelente. Havia comunhão de idéias e de programação. Guardo o Professor Hélio em meu coração e em minhas orações, assim como me lembro com saudades de sua esposa Senhora Alice Atenfelder Werneck de Carvalho, que se destacava pela elegância e sobriedade. O casal trouxe à luz dois filhos: Hélio casado com Heloisa e Maria Alice, viúva do advogado Ivan Guerreiro Vasconcellos. O Mestre Hélio abençoado por Nossa Senhora Aparecida das águas do Brasil, nasceu no dia 12 de outubro de 1923, no lar do Dr. Alynthor Silveira Werneck de Carvalho e de Dna. Maria Helena dos quais recebeu sólida formação moral, religiosa e intelectual. Dentre seus cursos e lauréis destacam-se o de Contador-Bacharel em Ciências Contábeis, Economista-Bacharel em Ciências Econômicas e Administrativas, Técnico em Administração e Ciências Sociais. Detentor do Prêmio Guimarães Rosa, Prêmio Concurso de Crônicas do Clube dos Advogados de Petrópolis, Medalha de Ouro do Concurso Os Mais Belos Contos do Brasil, Prêmio APL de 1988 e muitos outros. Autor dos livros Pó da Terra e Mosaicos da Vida. Realizou inúmeros cursos de atualização profissional quer nas searas […] Read More

PARABÉNS, MONSENHOR PAULO DAHER

    PARABÉNS, MONSENHOR PAULO DAHER Fernando de Souza Costa, associado titular, cadeira n.º 19, patrono Galdino Justiniano da Silva Pimentel A Diocese de Petrópolis vive mais um momento de júbilo e ação de graças: os oitenta anos de vida e bênçãos do Monsenhor Paulo Daher. E o clero, instituições religiosas, paroquianos, familiares, amigos, admiradores, alunos e ex-alunos dessa boníssima criatura de Deus sob o pálio da Mãe Maria Santíssima estão convidados. A Sagrada Eucaristia será celebrada no dia 23 de julho do mês em curso, às 10h. na Catedral São Pedro de Alcântara. Desde já lembro ao rebanho de Cristo que é da vontade do Mons. Paulo que na Missa, substituam o presente objeto por doações em espécie para manter o Espaço Musical que foi criado em sua homenagem e é dedicado a crianças menos favorecidas. Em síntese extraí da rica biografia do querido Mons. Paulo Elias Daher Chedier que nasceu em Salvador, Bahia, 25/07/31 e veio criança para o Rio de Janeiro. Estudou em S. João de Meriti e no Rio de Janeiro. Cursou o Seminário S. José e depois a Universidade Gregoriana em Roma, onde se formou Padre em 1955. Voltou ao Brasil e trabalhou sempre em Petrópolis. Recebeu título de Cônego da Diocese em 1970 e o título de Monsenhor de SS o Papa João Paulo II a 05 de março de 1980. Professor, Ministro de Disciplina no Seminário Diocesano, Diretor a Obra das Vocações Sacerdotais, Promotor Vocacional e Diretor Espiritual do Seminário Diocesano de 1956 a 1967. Foi Professor nos Colégio Werneck, Ipiranga, Instituto Social S. José, Colégio Santa Isabel e na Universidade Católica de Petrópolis desde 1958 a 1992. Confessor de Irmãs de Comunidades Religiosas. Desde 1995 é Capelão e Orientador Religioso do Colégio Santa Isabel. Foi Pároco da Catedral de 1967 a 1986. Foi Assessor Espiritual da Renovação Carismática da Diocese de Petrópolis, da Legião de Maria. É Conselheiro Espiritual da Pastoral Familiar, Foi Coordenador Diocesano das Pastorais, da Catequese. Assessor Espiritual das Escolas Paroquiais de Petrópolis, do Ensino Religioso das Escolas na Diocese. Atualmente (desde 2008) é Vigário Geral da Diocese. Membro da Academia Petropolitana de Letras e da Academia de Educação de Petrópolis dentre outras. Teve vários programas religiosos na Radio Difusora de Petrópolis, na Rádio Imperial e na Rádio FM da Universidade Católica. Há anos publica artigos na imprensa local sobre assuntos religiosos e educação. Lida constantemente com todas as […] Read More

OCTOGÉSIMO TERCEIRO ANIVERSÁRIO DE UM GUERREIRO

  OCTOGÉSIMO TERCEIRO ANIVERSÁRIO DE UM GUERREIRO Fernando de Souza Costa, associado titular, cadeira n.º 19, patrono Galdino Justiniano da Silva Pimentel O Jornal de Cascatinha, nascido das mãos e idealismo de João Dias Carneiro, aos 7 de agosto de 1927, está a comemorar seu 83° aniversário de fundação. Quem milita nessa área sabe das dificuldades para manter-se viva essa chama. E em se tratando de órgão de imprensa do interior, principalmente a exemplo desse semanário, que durante muitos anos funcionou no Segundo Distrito, as dificuldades sempre foram triplicadas e, só com muito amor, dedicação, tenacidade e abnegação é que mantem-se vivo e em plenas atividades. A partir do falecimento de seu Diretor Fundador, João Dias Carneiro e também de sua esposa Leocádia Fernandes Carneiro, o Jornal de Cascatinha foi conduzido com o mesmo denodo e pulsos firmes dos herdeiros Lester, Leyde e Lécio Carneiro. Em 1970, tive o privilégio de, em Petrópolis, dar continuidade às minhas incursões jornalísticas já iniciadas em meu torrão natal Três-Rios, dessa vez, no Jornal de Cascatinha, convidado que fui por Lester Carneiro. Aceitei a grata incumbência de assumir as colunas “Nossa Gente” e “Fernando Costa Especial”, sem contar que cuidei da escrituração contábil e fiscal da Empresa por longos anos. Nessa ocasião, realizamos belos certames do concurso para eleição da Senhorita Cascatinha, exposições de arte, festas beneficentes, desfiles cívicos etc, cujas realizações, inúmeras vezes, ganharam largas páginas de jornais locais, além fronteiras e presença de importantes figuras do mundo cultural, social e artístico da época e diga-se, de âmbito inclusive nacional e internacional. Na década de 80, o Jornal de Cascatinha passou às mãos e direção do jornalista Ivaldo Costa e Filhos que deram ao dito órgão de imprensa novo formato, ampliaram sua circulação, inclusive com extensão estadual, enfim, trouxeram uma roupagem de conformidade com a evolução da informática e do mundo hodierno, fato que o tornou cada vez mais atraente, querido e influente aqui e alhures, pois possui larga circulação na Região dos Lagos e demais Cidades Serranas. A essa altura a Empresa foi transferida para o Centro da Cidade de Petrópolis. Gratifica-me estar até hoje integrando o quadro de colaboradores da imprensa e se, continuo a compartilhar com matérias para os diversos órgãos da imprensa desta Cidade e fora dela, um ponto é pacífico; aqui na Imperial Cidade de Petrópolis meu primeiro passo iniciou-se no Jornal de Cascatinha preparando matérias, correndo atrás […] Read More

VOCÊ CONHECE O TRONO DE FÁTIMA?

  VOCÊ CONHECE O TRONO DE FÁTIMA? Fernando de Souza Costa, associado titular, cadeira n.º 19, patrono Galdino Justiniano da Silva Pimentel Visitar Petrópolis e não conhecer o Trono de Fátima, é o mesmo que estar no Rio de Janeiro e não ir ao Corcovado. Lá, está erigido o monumento em honra ao Cristo Redentor. Belos símbolos de nossa fé, viva expressão e reverências. Ambos foram edificados no alto da montanha. O filho Redentor embeleza a Cidade Maravilhosa e a Doce Mãe de Deus abençoa e adorna Petrópolis. É um convite não só à contemplação artística, mas ao reavivamento de nossa confiança, à conversão, à concórdia e à união fraterna entre os povos. Nesse diapasão, o Trono de Fátima, vive em todos os dias 13 de cada mês um clima de festa e orações, culminando com a Sagrada Eucaristia oficiada pelo Revmo. Frei Abílio e presença maciça da Congregação Mariana, que existe desde 08/12/1915, portanto, às vésperas de completar 95 anos, ora presidida por Vanilton Miranda, com vasta folha de serviços prestados e contando com a diligente direção e abnegados Congregados. Dentre os inúmeros louvores, um em particular merece realce. É ao Frei João José, que desfruta do Cânon Celestial e de quem falaremos obedientes ao percuciente relato do Fr. Constantino Koser (V.F.nº 30-06/63) e depoimentos de vários Congregados que na Instituição permanecem desde sua fundação, enriquecendo esta justa homenagem. Frei João José Pedreira de Castro, nasceu em Petrópolis aos 26/07/1896 e ingressou na Ordem dos Frades Menores (OFM), aos 13 anos de idade, seguindo logo para Itu, SP, junto aos Padres Jesuítas. Retorna à Petrópolis, no final de 1918, com objetivo de concluir seus estudos no Convento do Sagrado Coração de Jesus, aqui permanecendo no exercício das funções de professor de idiomas. Ordenado Sacerdote em 1920, partiu para a Alemanha em 1921, a fim de concluir seus estudos em Ciências Bíblicas. Em 1924 foi surpreendido por uma junta médica, que em síntese apresentou-lhe um laudo onde deixavam transparecer que ele não teria mais que seis meses de vida, pois encontrava-se gravemente enfermo e com alto grau de diabetes. Mais uma vez retorna ao convívio do Convento do Sagrado Coração de Jesus e, ao lado da Congregação Mariana da Anunciação, descobriu que teria uma missão a ser cumprida, para o bem da Igreja de Cristo, alegria do povo de Deus e para gáudio das artes. Em 1940 construiu o Teatro […] Read More

AO AMIGO CALAU

  AO AMIGO CALAU Fernando de Souza Costa, associado titular, cadeira n.º 19, patrono Galdino Justiniano da Silva Pimentel Na parte da manhã tenho o hábito de recitar o terço e a Liturgia Diária. E na manhã de quinta-feira, ainda não havia terminado a leitura do Evangelho Segundo São João e a campainha do telefone tocou . Era a colega de turma Julia Shaefer que estava na linha. É um prazer renovado cada contato com essa amiga que por mais de quarenta anos preservo na lembrança e no coração já que fizemos parte da mesma turma da Faculdade de Direito da Universidade Católica de Petrópolis desde 1970. E logo ao bom dia e pedido e notícias de ambas as partes veio a informação que causou perplexidade e silêncio: nosso amigo Calau ou Carlos Alberto da Silva Lopes faleceu na madrugada desta quinta – feira! Nesse momento a voz estremeceu, ficou rouca, cessou tudo. Aos poucos fomos nos inteirando e nos cientificamos do velório realizado na Câmara Municipal de Petrópolis de cuja Casa do Legislativo Municipal Calau Lopes fora Vereador e Presidente, com sepultamento às 17h. Pois é, amigo Calau, nós que por tantas vezes em grupo estudamos nos tempos universitários, convivemos com seu jeito alegre, sua eloqüência, aprendemos a admirar o artista, o político, o pensador, o sociólogo, o idealista que trazia na bagagem tantos atributos, planos e projetos a realizar. Sua transição é mais uma lição a que exercitemos a simplicidade, a humildade, a vigilância e o amor à vida porque não nos cabe determinar a hora do dormicio, mas sim ao Criador de todas as coisas e criaturas. Tudo passa, estamos aqui temporariamente, somos meros usufrutuários desta terra e por mais que saibamos disso reincidimos sempre, talvez por nossa fragilidade humana e limitações advindas do pecado adâmico ou original. Uma irreparável lacuna se abre junto a nossos Colegas Advogados que está a completar 37 anos de formatura e, sucessivamente na política, Instituições Culturais a exemplo do Instituto Histórico de Petrópolis, Terceira Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil onde era Conselheiro, nos movimentos teatrais e artísticos, enfim, uma voz se cala e um vazio toma conta do universo. Resta-nos a certeza da vida eterna prometida por Jesus Cristo na presença da doce Mãe dos Céus aos pés da Cruz e que “há um tempo certo para todas as coisas debaixo do céu. Tempo de nascer, tempo de morrer” […] Read More

SÍMBOLO DE CULTURA E ARTE

  SÍMBOLO DE CULTURA E ARTE Fernando de Souza Costa, associado titular, cadeira n.º 19, patrono Galdino Justiniano da Silva Pimentel A Escola de Música Santa Cecília completou 117 anos de profícua existência. Sua fundação data de 16 de fevereiro de 1893. É um patrimônio artístico e cultural em pleno funcionamento. Ela tem como fim basilar a manutenção do ensino musical e outras manifestações de arte e cultura. Principalmente aqueles militantes nas diversas Instituições culturais, artísticas e benemerentes, têm plena consciência das dificuldades que as permeiam. E neste diapasão dirigimos os aplausos à tão insigne Escola, símbolo de idealismo e elevado senso de servir, pois conta com homens da mais alta envergadura, pela estatura moral, cultural e dedicação ao magistério e ao apostolado do servir. Seguem em sua íntegra o mandamento de Cristo no “amai a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo.” Petrópolis e a música não se cansam de louvar e agradecer ao Maestro Paulo Carneiro, que por seus méritos, recebeu em vida, dentre outros lauréis a “Grande Medalha de Ouro” concedida por S.A.I.R. Imperador Dom Pedro II. Nomes da maior relevância e abnegação ajudaram a constituir e a prosseguir a magnífica obra cultural, artística e social. Ponho em relevo alguns nomes não seguindo uma ordem, nem época, penitenciando-me desde já a não inclusão de outros tantos merecedores dos encômios e reverências, mas que constituem a senda de mecenas e bravos Anjos Tocheiros que iluminaram e fazem refulgir a magnífica obra cultural e artística, dentre eles Reinaldo Antônio da Silva Chaves, Walter Eckhardt, Sanctino Carneiro, filho do Maestro Paulo Carneiro, que abriu mãos de todos os bens do pai, notadamente os instrumentos musicais e a própria Escola, a insigne pianista Madalena Tagliaferro (aluna do maestro fundador), compositor Cesar Guerra Peixe, o maestro, compositor e pesquisador Ernane Aguiar, Joaquim Heleodoro Gomes dos Santos, Joaquim Eloy Duarte dos Santos e o irmão Paulo Santos (ex-Presidentes), Professores Deoclécio Damasceno de Freitas, Adelaide Carneiro, João B. Pires, Maria S. Carvalho, João Baptista Maul, Francisco Chaffieli, Dr. Paula Buarque, a extraordinária caricaturista e intelectual Nair de Teffé Hermes da Fonseca, seu atual Presidente Dr. Mauro Carneiro Senna, o Corpo Docente e Discente atual e equipe de funcionários que honram a nobre Arcádia Cultural, dentre os quais a Senhora Ângela Badaró, merecedores do demorado abraço e aplausos porque juntos a seu fundador, co-fundadores, Diretores, benfeitores e ex-presidentes, vêm escrevendo […] Read More

PETRÓPOLIS CIDADE DE KOELER E DE TODOS NÓS

  PETRÓPOLIS CIDADE DE KOELER E DE TODOS NÓS Fernando de Souza Costa, associado titular, cadeira n.º 19, patrono Galdino Justiniano da Silva Pimentel Benditas sejam as mãos do Criador ao encrustar esta jóia em meio às colinas! Creio, sobretudo, não caia uma folha sequer que não esteja pré-determinado, por isso providencial que o Senhor de todas as coisas e pessoas conduzisse até nós a sensibilidade, arte e a competência dos empreendedores, talentosos, dedicados e queridos colonos alemães, dos quais esta Imperial Cidade se ufana. Não desejo aprofundar-me quanto ao aspecto meramente histórico, mas dar voz e vez ao coração. Em rápido lampejo pincei de Gênesis, Capítulo 12 Versículos 1-3, quando Deus fala a Abrãao: “deixe sua terra, sua família e casa de seus pais e vá para onde eu lhe mostrar, farei de você uma grande nação…”. Parafraseando este belo enunciado bíblico, penso tenha ocorrido o mesmo, reservando-nos a sorte de podermos ser presenteados com a primeira leva de imigrantes que estiveram trabalhando na abertura da estrada do meio da Serra, a seguir vieram para a Fazenda do Córrego Seco, em 1837. O destino destes pioneiros era Sidney, na Austrália, mas devido às péssimas condições de viagem interromperam o trajeto e resolveram permanecer no Rio de Janeiro. Ali, foram recrutados pelo engenheiro Köeler “para trabalhar nos melhoramentos da Serra da Estrela”, assim relatou o insigne Professor Rabaço às fls. 78 – História de Petrópolis e ainda nos dão conta os arquivos históricos do nosso Instituto, a imprensa, arquivo Nacional e historiadores: A Fazenda do Córrego Seco, atual cidade de Petrópolis, foi adquirida em 1830, por Dom Pedro I, do sargento-mor José Vieira Afonso, com a intenção de mandar construir um palácio que, nos meses de verão, abrigaria a Família Imperial. Contudo, o projeto de construção do palácio só se realizaria anos depois, no reinado de D. Pedro II. O início da obras exigia o uso de mão-de-obra em grandes escalas. Resolver esta questão implicava em decidir entre a contratação de trabalhadores livres, ou a utilização do trabalho escravo, predominante no Brasil. A decisão do Imperador recaiu sobre a contratação de mão-de-obra livre. Para tanto, foi assinado, em 16 de Março de 1843, um decreto-lei através do qual D. Pedro II autorizava ao “Mordomo Paulo Barbosa da Silva” a arrendar a fazenda do Córrego Seco ao Major dos Engenheiros Júlio Frederico Köeler, pela quantia de um conto de réis anual. […] Read More