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Maria de Fátima Moraes Argon

Curiosidade sobre a canonização do Padre Anchieta (Uma)

Uma curiosidade sobre a canonização do Padre Anchieta  Maria de Fátima Moraes Argon, Associada Titular, Cadeira n.º 28 – Patrono Lourenço Luiz Lacombe   A princesa imperial D. Isabel exerceu a regência em três ocasiões, na qualidade de herdeira de seu pai, o imperador D. Pedro II: a primeira vez ocorreu em 1871-1872, a segunda, em 1876-1877 e a terceira, em 1887-1888. Durante a segunda regência, a princesa Isabel escreveu ao Papa Pio IX, em 11 de julho de 1877, uma carta a favor da canonização do Padre Anchieta – referendada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Diogo Velho Cavalcanti de Albuquerque –, do seguinte teor: Santíssimo Padre. À presença de Vossa Santidade levam os Bispos deste Império uma súplica que, posso dizer, não é exclusivamente sua. Pedem a canonização do Pe. José de Anchieta: e eu a eles me uno para obtê-la de Vossa Santidade. A vida desse missionário, tão cheia de atos de caridade heroica e de milagres, não é conhecida somente no Brasil; mas aqui onde ele derramou os benefícios da sua palavra e do seu exemplo, é mais viva do que em qualquer outra parte a memória de suas virtudes, e daí vem a esperança que todos nutrem de ver atendida pelo Chefe da Igreja a rogativa daqueles Prelados. Queira, pois, Vossa Santidade resolver que é lícito aos católicos brasileiros venerarem em seus altares a imagem de tão santo varão. Queira também Vossa Santidade lançar sua apostólica bênção sobre mim e sobre minha família e sobre a Nação Brasileira. De Vossa Santidade muito obediente filha. Isabel, Princesa Imperial Regente. O Papa Pio IX era um defensor da doutrina ultramontana – que, em linhas gerais, postulava a infalibilidade papal e combatia as ideias e as instituições que defendiam a secularização e o anticlericalismo – e a princesa Isabel, católica fervorosa, era adepta do ultramontanismo. O excesso de religiosidade da princesa imperial D. Isabel não era visto com bons olhos pelos políticos, que receavam o poder que a Igreja teria sobre os assuntos do Estado. Esse “fervor religioso passou a ser usado como argumento contra a implantação do Terceiro Reinado, a partir de sua intervenção declarada a favor da anistia dos bispos” (DAIBERT, 2004) envolvidos na chamada Questão Religiosa (1872-1875), conflito ocorrido entre a Igreja Católica e a maçonaria no Brasil do século XIX, que acabou se transformando em uma grave questão de Estado.  A questão evoluiu centrada na atuação […] Read More

Paulo Rattes e o Decreto nº 198

Paulo Rattes e o Decreto nº 198 Maria de Fátima Moraes Argon, Associada Titular, Cadeira n.º 28 – Patrono Lourenço Luiz Lacombe   O então Prefeito Paulo Rattes assinou, em 7 de janeiro de 1977, um dos mais importantes decretos para a preservação da memória petropolitana, o decreto de criação do Arquivo Público Municipal, que ampara por meio legal a conservação do patrimônio documental da cidade de Petrópolis. Segundo os dados de 1999, apenas quatro dos 91 municípios do estado do Rio de Janeiro possuíam arquivos públicos: a cidade do Rio de Janeiro, Resende, Natividade e Petrópolis. O Arquivo Público de Petrópolis foi o primeiro a ser criado no estado do Rio de Janeiro. O administrador foi sensível ao apelo feito pelas bibliotecárias Maria Amélia Porto Migueis e Yedda Maria Lobo Xavier para que protegesse e conservasse os documentos oficiais reconhecendo neles a importância para a história do município. A fim de resolver alguns problemas de ordem prática, dividiu-se o Arquivo Público em dois setores: o Arquivo Central e o Arquivo Histórico. O Arquivo Central, subordinado à Secretaria de Administração, transferiu os documentos produzidos e acumulados pela Câmara Municipal no exercício de suas funções de legislativo e de executivo – período de 1859 a 1916 – e pela Prefeitura desde 1916 (ano de sua criação) até 1968, formando assim o acervo do Arquivo Histórico, cuja ampliação se daria através de novos recolhimentos previstos no próprio decreto. A documentação foi então transferida para as dependências da Biblioteca Municipal até que se obtivesse um local adequado à sua importância e ao seu natural crescimento. Lamentavelmente, isto nunca ocorreu! O Arquivo Público nunca conseguiu ocupar o seu verdadeiro espaço na administração pública. O Arquivo Histórico subordinado à Fundação de Cultura e Turismo abriga hoje cerca de 700 mil documentos do período de 1859 a 1978, e ocupa as mesmas salas da Biblioteca Municipal sem as condições exigidas para sua adequada instalação e, principalmente, encontra-se inviabilizado para receber novos lotes documentais transferidos do Arquivo Central. O Poder Público precisa consolidar definitivamente o Decreto nº 198. Seria uma homenagem justa e merecida ao seu autor, reconhecendo que o valor dos documentos não se restringe apenas ao campo da história e ao desenvolvimento sociocultural da cidade, mas admitindo que tais documentos são fundamentais tanto para as comunicações administrativas como para a memória do Poder Público, espelho, afinal, do que ele fez ou deixou de fazer pela cidade. […] Read More

AUREA MARIA DE FREITAS CARVALHO, HISTORIADORA E ARQUIVISTA

Aurea Maria de Freitas Carvalho, historiadora e arquivista Maria de Fátima Moraes Argon, Associada Titular, Cadeira n.º 28 – Patrono Lourenço Luiz Lacombe Filha única do casal José Carvalho e Aurea de Freitas Carvalho, nasceu em Petrópolis no dia 03 de julho de 1933 e faleceu na mesma cidade em 11 de dezembro de 2008. Solteira, não deixou descendência. Em 1955, fez o curso de “Técnica de Arquivo” no Departamento Administrativo do Serviço Público (DASP) e, no ano seguinte, ingressou no Museu Imperial no cargo de Arquivologista, por Decreto Presidencial de 11.01.1956. Em 1959 e 1960, cursou “Preparação de Pessoal de Arquivos” e “Aperfeiçoamento de Pessoal de Arquivo”, ambos promovidos pelo DASP. Em 8 de maio de 1970 foi nomeada para exercer a função gratificada de Chefe do Arquivo, Documentação Fotográfica, Publicações e Intercâmbio Cultural, do Museu Imperial. Dois anos depois, foram criados os cursos de Arquivologia em nível superior no Brasil e, em 1979, ela obteve o título de bacharel em Arquivologia pela Federação das Escolas Federais Isoladas do Estado do Rio de Janeiro (FEFIERJ), hoje Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Graduou-se em História, em 1967, pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, da Universidade Católica de Petrópolis. Foi designada, em 1970, subcoordenadora do projeto “Levantamento de fontes primárias em território fluminense” pela Comissão Executiva do Centro de Pesquisa de História (Convênio: Instituto Histórico de Petrópolis, Museu Imperial, Prefeitura Municipal e Universidade Católica de Petrópolis). Desenvolveu toda a sua vida profissional no Museu Imperial até a sua aposentadoria em 11 de junho 1991. Coordenou diversos projetos e exerceu a chefia da Divisão de Documentação Histórica. Foi professora da cadeira Tipo de Fontes Documentais no Curso de Elementos de Técnica de Pesquisa de História, realizado no Museu Imperial, em convênio com a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, da Universidade Católica de Petrópolis. Representou a instituição em várias oportunidades como, por exemplo, no I Congresso Brasileiro de História em Brasília (1967), no I Colóquio de Estudos Fluminenses em Petrópolis (1968), II Congresso Regional de Documentação no Rio de Janeiro (1969). A importância de sua participação no Guia Brasileiro de Fontes para a História da África, da Escravidão Negra e do Negro na sociedade atual (1988) foi reconhecida pela Comissão Executiva do Projeto ao destacar a sua larga experiência na área documental. Prestou assessoria ao Arquivo Municipal de Resende e outros. Publicou diversos trabalhos, dentre eles: Arquivos eclesiásticos […] Read More

ALCEU AMOROSO LIMA E PETRÓPOLIS

Alceu Amoroso Lima e Petrópolis Maria de Fátima Moraes Argon, Associada Titular, Cadeira n.º 28 – Patrono Lourenço Luiz Lacombe O Instituto Histórico de Petrópolis sempre reuniu, em seu quadro, pessoas identificadas com o propósito de contribuir para a história do Brasil e, especialmente, de Petrópolis. Uma dessas figuras foi o escritor carioca Alceu Amoroso Lima, eleito membro em 1940 e elevado à categoria de sócio honorário em 1943. A sua ligação com a cidade começou cedo, desde 1894. Seu pai, Manoel José Amoroso Lima, foi fundador da Fábrica de Tecidos Cometa, que fornecia recursos econômicos e sociais à cidade. Em 1918, dr. Alceu assumiu a sua direção e nesse mesmo ano casou-se com Maria Teresa, filha do industrial Alberto de Faria, proprietário da Casa do Barão de Mauá, onde passou longas temporadas na residência, convivendo com seu cunhado Afrânio Peixoto, que escreveu a crônica “Hino a Petrópolis”, publicada na revista O Espelho (1935). Nesse mesmo ano de 1935, dr. Alceu publicou o artigo “A obra cultural de Pedro II” na citada revista: “Sendo um homem que sempre possuiu uma verdadeira obsessão de estudar, nunca deixou de fazer a sua pátria aproveitar dessa cultura […]. Tudo, em Pedro II, terminava no Brasil.”. No ano seguinte, escreveu a crônica “A lição de Petrópolis”: “o perfil estudioso de Pedro II, que compreendeu a tua alma profunda e sentia a sua alma, vacilante ao apelo das sereias de seu tempo, afinada no fundo pela tua”. E aqui, plagiando o próprio dr. Alceu, podemos dizer: Tudo, em Alceu, terminava no Brasil. Dr. Alceu visitou o Museu Imperial, antiga casa de verão de D. Pedro II, em 12/02/1944, e deixou a sua assinatura no livro de ouro. No mesmo ano, visitou a Biblioteca Municipal onde registrou: “Petrópolis é um refúgio no Brasil agitado de hoje. Esta Biblioteca um refúgio dentro de Petrópolis”. Colaborou não só com essas instituições fazendo valiosas doações de livros, mas, também com outras, como foi o caso da biblioteca do Bogari Club. Um fato pouco citado e conhecido é que Alceu, eleito membro da Academia Brasileira de Letras em 1935, ali exerceu o cargo de bibliotecário. Além do Brasil e de Petrópolis, dividiram outra paixão: os livros. Eram leitores vorazes. O imperador montou três bibliotecas em São Cristóvão, com um total de 60 mil volumes.  Não foi diferente com dr. Alceu, que também formou uma preciosa biblioteca com mais de 20 mil […] Read More

Nosso Petrópolis

Nosso Petrópolis Maria de Fátima Moraes Argon, Associada Titular, Cadeira n.º 28 – Patrono Lourenço Luiz Lacombe Exmo. Sr. Presidente Vereador da Câmara Municipal de Petrópolis, Paulo Igor, e demais vereadores, Ilmo. Sr. Presidente do Instituto Histórico de Petrópolis, Luiz Carlos Gomes, autoridades civis e militares, senhoras e senhores, amigas e amigos, quero agradecer a oportunidade de proferir algumas palavras neste dia tão especial e também agradecer a presença e a  disposição de todos em me ouvir e, sobretudo, espero cumprir a missão que me foi confiada. Mas antes quero registrar o meu agradecimento, pelo apoio durante a minha pesquisa, à equipe do CAALL, na pessoa da diretora Maria Helena Arrochellas, aos colegas Dr. Sá Earp do Instituto Histórico de Petrópolis e Mariza Gomes do Arquivo Público Municipal, à arquivista Thais Martins do Museu Imperial e à equipe da Biblioteca do Museu Imperial. A ideia da criação de um instituto de estudos históricos nasceu durante a reunião de 10 de setembro de 1938 da Comissão do Centenário de Petrópolis que, no dia 24, por sua deliberação, fundava o Instituto Histórico de Petrópolis, sob os auspícios do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. A sua instalação ocorreu em 2 de dezembro, data do aniversário natalício do seu patrono D. Pedro II, justamente aqui, nesse salão, onde hoje estamos reunidos para comemorar o seu 75º aniversário. O Instituto Histórico de Petrópolis, sem sede própria, inclusive até os dias de hoje, funcionou inicialmente em uma sala dessa Casa.  A razão dessa estreita relação entre o Instituto Histórico de Petrópolis e a Câmara Municipal de Petrópolis se justifica, em última análise, por comungarem do mesmo ideal: a preservação e o desenvolvimento da cidade de Petrópolis, conforme já estava previsto no primeiro estatuto do Instituto: “promover o adiantamento de Petrópolis, cooperando com os poderes públicos nas medidas que visem ao engrandecimento material e cultural do município.” O Instituto Histórico de Petrópolis sempre reuniu, em seu quadro, pessoas de destaque na sociedade brasileira e local, identificadas com o propósito de contribuir para a história do Brasil e, especialmente, de Petrópolis. É dessa forma que pretendo celebrar, como oradora do Instituto Histórico de Petrópolis, essa data, prestigiando duas figuras importantes: o patrono D. Pedro II e o sócio Alceu Amoroso Lima, o “Tristão de Athayde”, lembrando que neste ano de 2013, estamos também comemorando 120 anos do seu nascimento e 30 anos do Centro Alceu Amoroso Lima para a […] Read More

Palavras proferidas pela Presidente do IHP na abertura da sessão de 14 de março de 2016

Palavras proferidas pela Presidente do IHP na abertura da sessão de 14 de março de 2016 Maria de Fátima Moraes Argon, Associada Titular, Cadeira n.º 28 – Patrono Lourenço Luiz Lacombe Boa noite a todos confrades, confreiras e convidados. Na qualidade de Presidente do IHP, declaro aberta esta sessão e agradeço a presença de vocês para juntos celebrarmos duas datas tão significativas: o centésimo septuagésimo terceiro aniversário da cidade de Petrópolis e o dia internacional da mulher. Escolhemos homenagear todas as mulheres e, especialmente, as mulheres desta Casa, na pessoa da querida amiga e sócia emérita Dora Maria Pereira Rego Correia, que completará 90 anos no próximo dia 16 de março. Mas, antes de passar a palavra ao vice-presidente, Prof. Joaquim Eloy Duarte dos Santos, associado que fará a saudação à nossa homenageada, quero registrar a importância do trabalho das mulheres na trajetória do IHP que, mesmo sendo minoria, contribuíram e contribuem de forma decisiva para o seu desenvolvimento. Na figura da petropolitana Profa. Germana Gouvêa, que integrou o grupo de fundadores do Instituto Histórico de Petrópolis, instalado em 02/12/1938, a única mulher no quadro de sócios, assumindo um lugar na Comissão de Contas, eu agradeço a todas as sócias que passaram pelo nosso Instituto, e na figura da primeira mulher que o presidiu, no período de 1980 a 1986, Ruth Judice, saúdo as associadas que junto com ela ocupam, atualmente, uma cadeira na nossa instituição: Alessandra Fraguas, Carmem Lobato, Elizabeth Maller, Maria das Graças Duvanel, Marisa Guadalupe, Patrícia Souza Lima e Vera Abad. É com muita alegria que passo a palavra ao amigo Joaquim Eloy.

HUGO LEAL, UM AMIGO DE PETRÓPOLIS

HUGO LEAL, UM AMIGO DE PETRÓPOLIS Maria de Fátima Moraes Argon, Associada Titular, Cadeira n.º 28 – Patrono Lourenço Luiz Lacombe   Esse foi o pseudônimo adotado, em 1911, por Vasco Machado de Azevedo Lima, conhecido como Vasco Lima. Filho dos portugueses Alfredo de Azevedo Lima e de Silvina Faria Machado Lima nasceu no Porto em 6 de setembro de 1886 e veio para o Brasil aos quinze anos de idade. Em 1906, casou-se com Adelaide Guiomar d’Ávila. Faleceu em 8 de agosto de 1973. Desenhista, caricaturista e ilustrador, Vasco Lima foi colaborador de vários revistas e jornais como “O Malho”, revista ilustrada de grande prestígio, onde ingressou em 1905. Seu colega, o caricaturista Álvaro Marins (pseudônimo Seth) recorda: “Enquanto se trabalhava, discutia-se arte, literatura, filosofia e metia-se o pau na vida alheia. Vasco, o eterno irreverente contador de anedotas, ria e fungava através dos seus vastos bigodes da moda”. Em julho de 1911, lançou com Álvaro Marins a revista “Álbum de Caricaturas”, que depois passou a chamar-se “O Gato”, que fazia sucesso entre a elite intelectual. Segundo Álvaro Marins, “Vasco Lima, pelos seus notáveis dotes de atividades e tino de negócio, além dos de artista, dispunha de crédito e boas relações”. O que explica a sua presença na reunião de fundação e instalação da Sociedade Amigos de Petrópolis realizada no dia 24 de março de 1946, na residência do professor Chryso Fontes, na Independência, na qual compareceram várias pessoas de destaque na sociedade carioca e petropolitana, com a finalidade de discutir os problemas da cidade e cooperar para o seu progresso. Em 1912, ingressou no Jornal A Noite e, mais tarde, ocupou o cargo de diretor-técnico. Em Petrópolis funcionou uma sucursal de A Noite. Amigo de Petrópolis, Vasco Lima doou ao Museu Imperial, em 1941, vários objetos, pinturas, gravuras, fotografias, manuscritos e livros. Em cerimônia realizada no gabinete do diretor Alcindo de Azevedo Sodré, em 1944, recebeu das mãos do diretor Alcindo de Azevedo Sodré uma carta do ministro da Educação, Gustavo Capanema, enaltecendo o seu gesto que revelava desinteresse pessoal e esclarecido espírito de cooperação. O ministro concluiu dizendo que considerava “inapreciável a contribuição dos particulares para a formação dos conjuntos artísticos e históricos organizados pelo poder público e que ao público pertence”. Referências MURUCI, Lucio Picanço. Seth: um capítulo singular na caricatura brasileira. Tese apresentada no PPJ em História Social da Cultura, PUC-RIO, 2006. Disponível em: https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/9437/9437_5.PDF. Acesso […] Read More

JOÃO AUGUSTO ALVES, FUNDADOR DA ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DE PETRÓPOLIS

JOÃO AUGUSTO ALVES, FUNDADOR DA ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DE PETRÓPOLIS Maria de Fátima Moraes Argon, Associada Titular, Cadeira n.º 28 – Patrono Lourenço Luiz Lacombe   A Associação dos Amigos de Petrópolis foi fundada em 15 de dezembro de 1940, pelo veranista João Augusto Alves, proprietário de um prédio na Rua Cardoso Fontes, nº 88, em Petrópolis. Eleita com mandato trienal, a primeira Diretoria da Associação dos Amigos de Petrópolis tomou posse em 26 de fevereiro de 1941, sendo assim composta: presidente João Augusto Alves, secretário Eugênio Lopes Barcellos e tesoureiro Antonio Augusto Gonçalves Pereira. Foi criado o Departamento de Publicidade e Turismo instalado à Avenida 15 de Novembro, nº 793, sob a direção do escritor Mário Barreto, que no Rio de Janeiro era representado pelo escritor e jornalista Albertus Carvalho. Foram considerados presidentes de honra, o interventor fluminense Ernani Amaral Peixoto e o prefeito de Petrópolis Mário Cardoso Aloysio de Miranda, conforme o art. 3º, parágrafo único do estatuto. O Conselho deliberativo foi formado por João Augusto Alves, Herbert Moses, Mário Magalhães, Belizário Soares de Souza, Arthur Alves Barbosa, Chryso Fontes, Alcindo Sodré, José Rainho, Antônio Augusto Gonçalves Pereira, Osório Magalhães Salles, Eugênio Lopes Barcellos e Carlos Brandão Camacho. A suplência coube a Henrique Castrioto, Carlos Magalhães Bastos, Paulo César de Andrade, Adolpho Paulino Soares de Souza, Álvaro Correa Bastos Júnior, Paulo Lobo de Moraes, Durval Egydio de Souza, Alberto Borges Gouvea, Antônio Taboada, Vasco Marques Ribeiro e Santiago Araujo Esteves. Em 16 de março de 1941, no Edifício Tocolli, à Avenida 15 de Novembro nº 793, foi inaugurada a exposição comemorativa do 98º aniversário da fundação da cidade e também da instalação do Museu Imperial, promovida pelo Departamento de Publicidade e Turismo da Associação dos Amigos de Petrópolis, em homenagem ao criador do Museu Imperial, Presidente Getúlio Vargas. João Augusto Alves era figura de destaque no comércio do Rio de Janeiro, onde nasceu em 27 de fevereiro de 1883 e faleceu em 30 de setembro de 1953. Casado com Teresa Delfina Pereira Alves, descendente da tradicional família Delphim Pereira, do tempo do Império, teve duas filhas e dois filhos. Foi um dos fundadores do Aero Clube Brasileiro, presidente do Centro de Marinha Mercante, criador do “Dia do Marinheiro”, sócio e diretor do Jockey Club Brasileiro, fundador do Hospital de Jesus no Rio de Janeiro, vereador da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, além de vários outros cargos em sociedades, […] Read More

SOCIEDADE AMIGOS DE PETRÓPOLIS

SOCIEDADE AMIGOS DE PETRÓPOLIS Maria de Fátima Moraes Argon, Associada Titular, Cadeira n.º 28 – Patrono Lourenço Luiz Lacombe   “Problemas de Petrópolis” é o título sugestivo do folheto publicado,em 1948,pela Sociedade Amigos de Petrópolis e impresso pelo Jornal do Commercio, composto de cinco matérias, a saber: I- Sociedade Amigos de Petrópolis; II- Trasladação dos despojos da Princesa Isabel e do Conde d’Eu para a Catedral de Petrópolis; III- Patronato Princesa Isabel; IV Sociedade Petropolitana Protetora dos Animais (S.P.P.A.) e V- Jockey Club de Petrópolis. Nesse artigo nos ocuparemos da Sociedade Amigos de Petrópolis, que segundo o Jornal do Commercio, na edição de 25-26/03/1946, teve a reunião de sua fundação e instalação realizada no dia 24 de março de 1946, na residência do professor Chryso Fontes, na Independência, idealizador do movimento, durante a qual foi eleita uma diretoria provisória composta de Antenor de Resende, presidente; Pedro Brando, vice-presidente; Geraldo Mascarenhas da Silva, secretário; Chryso Fontes, tesoureiro e Beatriz Roquete-Pinto Bojunga, assistente encarregada de dirigir e orientar os destinos sociais até a eleição da diretoria definitiva. A Sociedade Amigos de Petrópolis nas palavras do seu presidente Antenor de Resende: Era uma associação civil sem cor política, possibilitando, assim, a reunião de elementos de todas as correntes partidárias, como de elementos apolítico, em torno dos interesses da linda cidade serrana e dos problemas de que dependa o seu progresso. Várias personalidades da sociedade compareceram à reunião como o Prefeito Álvaro Corrêa Bastos Júnior que governou a cidade de 01/03/1946 a 19/03/1947; o deputado federal Eduardo Duvivier; o diretor do Museu Imperial Alcindo de Azevedo Sodré;o ex-prefeito de Petrópolis Márcio de Mello Franco Alves;o industrial Zulfo Mallman; o secretário-geral de Finanças da Prefeitura do Distrito Federal Pascoal Ranieri Mazzilli; o industrial Camilo Atílio Filho;comandante Thiers Fleming;coronel Costa Neto;o vereador e médicoNelson Sá Earp;o jornalista Chermont de Brito;os médicos Silvio de Abreu Fialho, Rodolpho Luiz Figueira Melo, Paulo Figueira de Mello, Waldemar da Silva Bojunga e Arthur Sá Earp Neto; o jornalista Vasco Lima; José Aires Cerqueira Lima; o industrial Augusto Maria Martinez Toja; o bibliotecário José Kopke Fróes; os empresáriosJoão Augusto Alves e João Carlos Backheuser;o deputado federal Mario Altino Correia de Araújo; Armando Lima; Al. Camacho; Ipanema Moreira; Carlos Perry; Pedro Eduardo Duvivier; Maurício Morand;José Montenegro; Antônio Caetano Silva; Mário Pinheiro e Arthur Rocha. Dias depois, em 9 de abril de 1946, a Tribuna de Petrópolis publicou uma carta assinada “Um Constante […] Read More

MUSEU NACIONAL

MUSEU NACIONAL Alessandra Bettencourt Figueiredo Fraguas, Associada Titular, Cadeira nº 27- Patrono José Thomáz da Porciúncula Maria de Fátima Moraes Argon, Associada Titular, Cadeira n.º 28 – Patrono Lourenço Luiz Lacombe   “É preciso formar no Rio uma coleção semelhante das riquezas do Brasil e em cada capital de Província outras das respectivas.” (Diário de D. Pedro II, v. 17, 1876. Museu Imperial). Frases como esta são frequentes na correspondência do imperador D. Pedro II que durante toda a sua vida se dedicou ao estudo das ciências e ao colecionismo de documentos e objetos, dando origem ao seu Museu particular, que funcionou no Paço de São Cristóvão onde nasceu e morou até ser exilado do Brasil. Do exílio, D. Pedro de Alcântara enviou ao procurador da Família Imperial, José da Silva Costa, em 8 de junho de 1891, meses antes de morrer, uma carta doando a sua coleção particular ao Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Biblioteca Nacional e Museu Nacional. Nela fez um único pedido, que as coleções fossem denominadas “Imperatriz Leopoldina” e “D. Teresa Christina Maria”, em homenagem respectivamente a mãe e a esposa: Sñr. Silva Costa Queira pedir em meu nome ao Visconde de Taunay, Visconde de Beaurepaire, Olegario Herculano de Aquino e Castro, e Dr. João Severiano da Fonseca que separem os meus livros podendo por sua especialidade interessar ao Instituto e h’os entreguem, a fim de serem parte de sua bibliotheca. Esses livros serão collocados em lugar especial com a denominação de D. Thereza Christina Maria. Os que não deverem pertencer ao Instituto offereço-os á Bibliotheca Nacional, que deverá collocal-os também em lugar especial com a mesma denominação. O meu Museu dou-o também ao Instituto Historico, no que tenha relação com a etnographia e a historia do Brasil. A parte relativa ás sciencias naturaes, e á mineralogia sob o nome de “Impera-/triz Leopoldina”, como todos os herbarios, que possão, fica para o Museu do Rio. A corôa imperial, a espada e todas as joias deverão ser entregues, e pertencer á minha filha. Espero que me dê noticias suas e dos seus sempre que possa, e creia na estima affectuosa de D. Pedro d’Alcantara Versailles, 8 de Junho de 1891.   Em seu “ofício de fé”, escrito pouco antes de morrer, menciona a importância do Museu Nacional para o desenvolvimento científico do Brasil e sublinha os seus esforços para a revitalização e modernização da instituição, como a […] Read More