Das entranhas da Serra do Mar, das vertentes dos tributários dextros da ribeira sul paraibana, por entre os cafezais e bananeiras, brotou a energia necessária que faria esturrar, aos 17 de agosto de 1841, o Cabloco Varella, força telúrica e cósmica ainda não captada pelos radares dos radares dos arraiais umbandistas.

Sim, porque ninguém foi mais cabloco do que ele, seja por sua índole libertária, seja por seu desapego da matéria, seja por seu devotamento à natureza, seja por seu romantismo tropicalista, seja por sua elaboração poética, que atinge o clímax com o Evangelho nas Selvas.

Cabloco total, encantador, meteoro neste planeta de balizamentos inexoráveis, eternidade no panteão do universo sideral.

Faltam-lhe as preces, os cantos e os ingredientes propiciatórios, que lhe permitam espargir um pouco mais de luz e de alento neste mundo barbarizado pelo materialismo mais abjeto e pernicioso. Luiz Nicoláo Fagundes Varella, rebento da Fazenda Santa Rita, em Rio Claro, Estado do Rio de Janeiro, é o Cabloco de quem falo, andarilho, física e mentalmente, em correrias pela vastidão brasileira, e pelos espaços cósmicos para onde o levavam o verso e a rima . Teria a genealogia explicação para esse duplo delírio ambulatório? Ou seria o poeta rioclarense, na forma e no conteúdo, sem ascendentes e descendentes, elos dessa mesma cadeia errante?

No centro da praça principal da pobre cidade sul fluminense de Rio Claro, há modesto monumento em memória da gigantesca fulguração espiritual. Enorme desproporção entre o continente e o conteúdo. O marco não tem imponência dos que foram erigidos em Salvador, em homenagem a Castro Alves, em São Luiz para comemorar Gonçalves Dias, em Delft, para recordar Hugo Grotius, em Orleans para perpetuar a lembrança de Joana D’Arc .

Apenas o busto do poeta/cabloco, sobre discreto pedestal, onde se lê, em uma de suas faces:

1841 – 1875

Embora o sopro ardente da calúnia /Crestasse os sonhos meus, / Nunca descri do bem e da justiça, /Nunca descri de Deus.

(L.N. Fagundes Varella)

Trinta e quatro anos apenas viveu o poeta; trinta e quatro anos peripatéticos, Aasverus redivivo por Seca e Meca, ora em Rio Claro, ora em Angra dos Reis, ora em Petrópolis, ora em Catalão, ora em São Paulo, ora no Recife, ora sem destino, por léguas e léguas na busca quiçá do fim do mundo.

E neste insípido giro,/Neste viver sempre a esmo,/Vale a pena em seu retiro/ Cantar o poeta mesmo?

(O mesmo – Gazeta de Petrópolis, 10/ 05/1893)

Esbórnia, dissipação, mulheres, desencontros, desatinos … enfim a morte em Niterói no aurorecer de 1875.

Passai, tristes fantasmas: O que é feito/ Das mulheres que amei, gentís e puras?/ Umas devoram negras amarguras,/Repousam outras em marmore leito!

Outras, no encalço de fatal proveito,/Buscam à noite as saturnais escuras,/Onde empenhando as murchas formosuras,/Ao devaneio do ouro rendem preito!

Todas sem mais amor, sem mais paixões!/ Mais uma fibra trêmula e sentida!/Mais um leve calor nos corações!

Pálidas sombras de ilusão perdida,/Minh’alma está deserta de emoções,/Passai, passai, não me poupeis a vida!

(Visões da Noite – Gazeta de Petrópolis 20/09/93)

A Gazeta de Petrópolis de 18 de fevereiro de 1897, recordava:

“Faz vinte e dois anos hoje que faleceu o extraordinário cantor de Lázaro.

O poeta genial do Evangelho nas Selvas, um dos maiores poetas da América do Sul, é cada vez mais admirado e querido.

Fluminense, morreu em seu Estado, guardando o cemitério de Maruí, verdadeiro escrínio de relíquias, os seus restos mortais.

Erige-se um monumento ao cantor dos Timbiras e no entanto, Varela não mereceu senão modesto mausoleo erigido pelos seus admiradores pessoais.

O Estado do Rio deve, em homenagem ao seu maior poeta, perpetuar em bronze a sua memória.”

É o que veremos no decorrer dessa resenha vareliana, que o I.H.P. publicará em capítulos.

Carlos Ferraz, em artigo publicado na Tribuna de Petrópolis de 17 de agosto de 1930, escreveu:

“Conheci-o em Niterói, quando eu era criança, sempre perambulando no largo de São João, onde escrevia versos sentado num dos bancos próximos ao chafariz, que ali existia. Era um rapaz delicado, de maneiras finas, claro e louro, de olhos de um azul celeste e acariciador. O olhar forte e a sua magreza não fazia prever o seu rápido desaparecimento do mundo dos vivos, porque era dessas magrezas que chegam à longevidade. Era de altura mediana. Descuidado no trajar, lembrava uma tela preciosa guardada numa moldura sem arte, baratíssima.”

Tal o Fagundes Varela, já nos seus tempos niteroienses, portanto no apagar das luzes de sua curta existência neste planeta.

Luiz Guimarães, poeta dos melhores, entre tantos gigantes brasileiros, retratou seu inditoso colega num soneto magistral:

Este era louro como a luz coada/Da manhã, pelas nuvens ondulantes;/Nos seus olhos azuis e fascinantes;/Boiava sempre a lágrima ignorada.

Alma por Deus dos anjos exilada;/ No mundo apenas rápidos instantes/Pousou – e abrindo as asas delirantes,/Volveu cantando, à paternal morada.

Mal seu gentil e angélico instrumento/Modulou entre nós. O firmamento/Cobiçoso esperava o albor dessa alma;

E ela fechando o calix de repente,/Foi gozar junto a Deus eternamente/A noite, o orvalho, a viração e a calma.

Tais as pinceladas em prosa e em verso a debuchar o homo vareliensis, o caboclo louro de olhos azuis, animado pela alma selvagem e arredia ao lugar comum do quotidiano burguês.

No exame de sua personalidade, poucos foram tão felizes como Edith Mendes da Gama e Abreu, no belo ensaio publicado em o nº 36 da Revista das Academias de Letras, referente a agosto de 1941.

Disse a ensaísta baiana:

“Se não houvesse nele uma luta interior, um paradoxo psicológico, sua obra literária iria forçosamente refletir-lhe as paixões. Ao contrário, é clarão do que existia de sublime naquele pobre exemplar humano, em que os olhos azuis lembravam a pureza do céu e as correntes do instinto prendiam às misérias da terra. Essas misérias, de que não se libertando nunca, senão tanger da lira, acabariam por deixá-lo combalido de fadiga e de tédio, martirizado e cético.”

A morte do filho Emiliano, havido com a primeira mulher, Alice Guilhermina Luande, desencadearia no poeta terrível processo de autodestruição. O Cântico do Calvário é fruto dessa desgraça e, Edith Mendes da Gama e Abreu, mais uma vez vai fundo na alma de Varela:

“Decidido a pervagar pelos campos, andou a esmo por desertos rumos, triste e só, com o velho capote que lhe dava uma aparência aventureira e o vidro de álcool, que lhe definia o pendor irresistível.

Se a dor tivesse o apregoado condão de purificar … mas a dor aguça a inteligência sem transfundir o caráter.

Por isso Fagundes Varela prosseguiu o penoso roteiro, inconsolável da saudade do filho e incorrigível da tendência para o vício.

Andarilho singular, a fugir e a volver ao turbilhão das cidades, a fugir e a volver à quietude dos campos, indeciso na renúncia à poesia, porque por ela atraído até o extremo de uma existência de luz e treva, tombou por fim e tão cedo, ao golpe de insidiosa moléstia, ao látego de tempestade inclemente, numa sarjeta de rua, para findar sua desdita entre as carícias de duas mulheres que tanto tiveram a perdoar-lhe: sua mãe e sua esposa.”

Se a ensaísta baiana foi tão feliz nessa abordagem da alma vareliana, Murilo Araújo não ficaria atrás nessa magistral síntese do Fagundes poeta:

“Há nele os ritmos de Gonçalves Dias, a ingenuidade singela de Casimiro, os surtos condoreiros de Castro Alves, o bironismo de Álvares, o misticismo de Junqueira, a elegância de Porto Alegre e Magalhães e o sertanismo de Bernardo Guimarães.”

Mas o retrato de corpo inteiro fica por conta de Leonardo Froes, na sua recente obra “ Um Outro Varela”, Rio, 1989.

E diante de tanta forca, de tanta exuberância de tanto esbanjar de talento, meu espírito turbilhonante e insubmisso, grita a plenos pulmões:

Guerra aos medíocres, aos colecionadores de migalhas, de falsas grandezas, de qualidades improdutivas.

Alvíssaras aos loucos de todo o gênero, aos que discrepam do insosso, do vasqueiro, do trivial, aos que vivem nos desvãos do incomum, do insólito, do raro, aos que são capazes de chegar aos astros, depois de uma existência de rechaços, desprezos e incompreensões.

De tudo isso sabiam Lima Barreto, Agripino Grieco, Silvio Júlio, Silvio Romero, Max Vasconcellos, Bocage, Camilo Castelo Branco e o próprio Fagundes Varela.

Transcorria o ano de 1897 e Petrópolis era a capital do Estado. Certamente por isso e com a agravante de já ser a cidade o refúgio dos diplomatas e da sociedade carioca, maxime nos meses de verão, aqui se passavam lances nada comuns na vida das inúmeras comunas brasileiras e mesmo nas capitais da maioria das unidades da Federação.

Em março de 97, por exemplo, surgiu aqui a Arcádia Fluminense, sociedade que tinha por fim congregar homens de letras e artistas em geral. Eram corriqueiras nestas serras as conferências literárias, que traziam aos salões da moda escolhida platéia composta de autóctones e de gente em vilegiatura nesta eterna sucursal de todas as côrtes .

Já no apagar das luzes do século, surgiu aqui o Grupo de Homens de Letras, que aglutinava escritores da pesada, entre eles Osório Duque Estrada, Alberto de Oliveira, o Conde Afonso Celso, Alcebíades Peçanha, Martins Júnior e outros mais.

Esse grupo imaginou fazer de Petrópolis uma espécie de bustolândia, para homenagear as figuras mais representativas da literatura nacional. O bronze tomaria conta de nossas praças, de nossos largos, de todos os espaços urbanos disponíveis.

O ponteiro dessa lista era justamente Fagundes Varela.

Para angariar fundos de modo a poder erigir o monumento ao autor d’O Evangelho nas Selvas, o Grupo imaginou, entre outras iniciativas, promover uma série de conferências tendo como tema a vida e a obra do poeta.

A 21 de julho de 1901, no Clube de Xadrez deu-se a primeira palestra, que contou com a participação de Afonso Celso de Assis Figueiredo, rebento de Ouro Preto, filho do Visconde do mesmo nome, último chefe de gabinete na monarquia.

Afonso Celso, elogiou o trabalho da comissão encarregada de prestar em praça pública a grande homenagem a que fazia jus o poeta rioclarense, que havia cultivado todas as formas de poesia, do lirismo à sátira, cuja obra estava eivada da mais legítima religiosidade.

A segunda conferência foi pronunciada por Martins Júnior, no domingo 11 de agosto de 1901, igualmente no Clube de Xadrez.

O palestrante resolveu rebater as críticas de José Veríssimo a Varela, dizendo, entre outras coisas, que:

“… todo artista capaz da produção de uma obra quase sublime, afasta-se do comum de seus contemporâneos e entre eles consegue a saliência do seu mérito artístico, que a tradição leva à posteridade por dever de justiça.”

O orador fez o elogio do primado de essência dos versos sobre os rigores das formas destes.

Terminou salientando a importância de serem colocados nas praças da cidade pilares ou colunas com bustos dos poetas fluminenses e deixando a eleição do nome seguinte ao de Fagundes Varela a cargo das damas petropolitanas.

Finalmente, a 22 de setembro encarregou-se o ciclo de palestras sobre o autor de “Vagalume”, com uma sessão lítero-musical e dramática no Teatro Fluminense.

Abriu o programa o poeta Leoncio Corrêa, seguindo-se-lhe o diplomata boliviano Mejia e Osório Duque Estrada que recitou “O Cântico do Calvário”, das peças mais conhecidas de Varela. Fechou o programa a comédia “A Timidez” de Cornélio Pena.

Em janeiro de 1902, a Gazeta de Petrópolis anunciava para 26 de fevereiro a inauguração do busto de Fagundes Varela, na praça conhecida por Visconde do Rio Branco. O trabalho era de Bernadeli e o grande orador do evento seria Ruy Barbosa, que havia aceito prazerosamente o convite.

Mas nem tudo saiu como se esperava.

Talvez por razões de ordem técnica, a festa foi adiada. Passaram-se os meses. Num dos primeiros números da recém fundada Tribuna de Petrópolis, a 30 de outubro de 1902, aparecia esta notícia:

“Já chegou a esta cidade a herma sobre a qual deve ser colocado o busto do poeta fluminense Fagundes Varela.

Em breve deverá portanto ser inaugurado na Praça Visconde do Rio Branco o busto do inolvidável poeta, realizando-se assim a idéia da ilustre comissão de Homens de Letras de Petrópolis.”

Ao iniciar-se novembro a população desta urbe seguia jubilosa no rumo da confluência das então avenidas 15 de Novembro e Washington (Imperador e Paulo Barbosa), para saudar o Caboclo Varela.

 

Foi no 1º dia de novembro de 1902 que se deu a inauguração do busto de Fagundes Varela na então praça Visconde do Rio Branco.

Petrópolis despedia-se do seu status de capital fluminense. O mundo burocrático do Estado já descia serra abaixo no rumo de Niteroi.

Não obstante a festa foi completa. Prestigiando o evento lá estava o Presidente Quintino Bocaiuva, já bastante impopular aqui, pelo esforço que dispendeu para que o eixo político estadual se deslocasse da serra para a baixada, fazendo com que o poder passasse a circular por Campos, Macaé, Niteroi e Resende.

Lá estava também o Major Land, representando a municipalidade de Petrópolis; e estavam deputados estaduais, membros do poder judiciário, jornalistas e homens de letras, todos enredados na formidavel teia da memória poética do imenso Fagundes Varela.

Como é fácil compreender, naquele tempo era um tanto complicado viajar-se de Rio Claro a Petrópolis. Por isso mesmo, a Câmara Municipal rioclarense fez-se representar na solenidade pelo dr. Arthur Sá Earp, deputado estadual.

O capitão Otto Hees, fotógrafo de fama na época, documentou o evento.

Na edição de 9 de novembro de 1902, da Tribuna de Petrópolis, o cronista G. de A. comentava:

“Frio, inerte e indiferente, embora, lá está erguida na Praça Rio Branco, o busto de Fagundes Varela. Não é poeta mimoso, de feições delicadas, de cutis fina, de cabelos sedosos, de olhos cheios de brilho que o cronista conheceu outrora, mas em todo o caso é a imagem do cantor do Evangelho nas Selvas.

Ainda bem que não o esqueceram os homens de letras desta terra, porque os homens de letras desta terra se fazem políticos e depressa esquecem as letras.

Enquanto sobem os degraus do poder, vão uma vez ou outra lançando olhares furtivos para o mundo de fantasias, doces ilusões, que a mocidade enche de brilho, que o amor cerca de perfume: quando porém chegam ao alto, podendo dar ordens, fazer mal a vontade, encher-se de egoismo e de orgulho, amar as grandezas dentro de palácios alcatifados, já nem se lembram que viveram das letras e que os homens de letras são seus colegas.

É que as alturas causam vertigens, mesmo nos que nasceram de ânimo bom e com sentimentos delicados e simples.

Bem haja, pois, esse grupo de homens de letras que esquecendo por momentos o egoismo da vida, os tempos difícieis que atravessamos, de descrença e desamôr para tudo quanto é nobre, grande e patriótico, levaram a efeito a ereção do busto do belo e inolvidavel poeta que tanto sofreu e tanto amou.

Homens de valor, a lepra da política ainda não os contaminou, a ambição das alturas ainda não embotou o sentimento do belo. Eles lembraram-se de erguer numa praça pública, na bela cidade das montanhas, o busto ao poeta, porque não esqueceram um companheiro ido, e, se não o esqueceram, é porque abrem ainda os seus livros e se os abrem, é porque se ocupam de letras. Não são ingratos.”

Quase noventa anos depois dessa bela chamada, a lepra da política parecia ter consumido totalmente os velhos baluartes das letras e aqueles que deveriam ter pela História, ao menos, um mínimo de respeito.

O busto de Fagundes Varela iria completar oitenta e nove anos de existência na velha praça Visconde do Rio Branco, logradouro que ostentava esse nome desde priscas eras, denominação esta que resistira á xenofobia e ao jacobinismo dos primeiros tempos republicanos e que seguia impávido batizando aquele pequeno espaço público na confluência das ruas Paulo Barbosa e do Imperador.

A lei nº 4.834 de 10 de junho de 1991, rifou o nome tradicional, para dar à praça, o de Prefeito Alcindo Sodré, figura proeminente de nosso meio, que já havia merecido idêntica homenagem em 7 de novembro de 1952, quando a deliberação 368 batizou de Alcindo Sodré uma placeta entre os nºs 451 e 487 da rua dr. Sá Earp.

Mas a fúria dos políticos não parou aí. Eles removeram do local o busto de Fagundes Varela, sob o silêncio absoluto de todas as entidades culturais da cidade e alí colocaram a cabeçorra de AlcindoSodré, réplica de uma outra já existente nos jardins do Museu Imperial de que Dr. Alcindo fora o primeiro diretor.

E o pobrezinho do Fagundes Varela, desvalido na vida e muito depois da morte foi parar na longíqua e ignota praça dos Trovadores, (hoje, Wolney Aguiar) onde não há qualquer trovador, nem vivo, nem transformado em bronze, onde está a mercê dos vândalos de toda a ordem.

Por ironia do destino, a festa da inauguração do novo monumento a Alcindo Sodré, deu-se a 30 de novembro de 1991, último dia do mesmo mês em que a 1º, oitenta e nove anos antes, dera-se a jubilosa entrega ao povo desta urbe da herma com o busto do poeta do Evangelho nas Selvas.

Realmente, quem tem padrinho não morre pagão. O evangelho da política é outro. No frigir dos ovos, o eminente homen público Dr. Alcindo Sodré, tem duas praças com seu nome e dois monumentos semelhantes nesta cidade Imperial por outorga popular. A Fagundes Varela, só restaram os desvãos dos trovadores inexistentes e um logradouro que começa antes do nº 45 da rua Kopke e vai até o morro. Essa denominação é de 23 de março de 1902, por isso vale a pena conferir, porque pelo andar da carruagem, é possivel que a placa indicativa hoje, ostente o nome de João Minhoca ou Zé dos Pinguelos.