INTRODUÇÃO

Amazônia Brasileira, como se verá, tem sido alvo de ameaças veladas de internacionalização e de ser declarada patrimônio da Humanidade ao arrepio da Soberania brasileira. E tudo em função de uma campanha bem sucedida da Mídia Internacional a serviço do Poder Econômico Mundial, da qual ela seria um subsistema. Campanha de convencimento da Opinião Pública Internacional de que o Brasil está queimando, desmatando e massacrando populações indígenas e de ser incapaz de por fim a esta situação. Argumento que poderia justificar, na Opinião Pública Mundial, uma intervenção na área, caso o Brasil não faça o seu dever de casa. Intervenção com apoio na defesa de interesses coletivos da Humanidade preconizados pela Nova Ordem Mundial, os quais, para ela, possuiriam maior hierarquia que a Soberania e a Autodeterminação dos povos.

Na presente conferência , mostraremos o contraste, no caso, entre o ambiente internacional e a realidade brasileira relativamente a Amazônia e de como o Brasil, pelo desenvolvimento auto-sustentável vem desenvolvendo a Amazônia, contrariamente aos interesses econômicos e geopolíticos internacionais, que defendem o congelamento do desenvolvimento da Amazônia, sob as falsas bandeiras de defesa do Meio Ambiente e de Populações Indígenas, mas, em realidade pretendendo transformar a área em reserva futura, por sua imensa riqueza potencial, para explorá-la dentro de seus interesses conforme tentaremos dar uma idéia.

Em Mesa Redonda, A Mídia e a Amazônia, do Seminário Amazônia promovido pela Escola Superior de Guerra no BNDES, no Rio, em novembro de 1999 e com o aval do Ministério da Defesa, jornalistas independentes assim classificaram a Mídia.

Ela é um subsistema do Poder Econômico Mundial e a serviço de seus interesses, ao qual expressiva parte da Mídia Brasileira se submete. Mídia que não tem compromisso com a Democracia, com a Verdade, com o direito de resposta, pois não é independente. Está a serviço da “Liberdade de Empresa” e não da de Imprensa. Ele conforma ou forma a Opinião Pública, ou melhor a manipula psicologicamente, através das estratégias do Silêncio ou da Deformação, buscando apoio, inclusive, em Lenin que afirmava entre outras coisas: O meio político é complexo e a capacidade política do povo é singela. É fácil fazer uma ponte entre ambos. Ou, por outro lado, é possível provar “ser verdadeira qualquer inverdade.”

OS DIVERSOS INTERESSES QUE INCIDEM SOBRE A AMAZÔNIA

Segundo o Cel. Hamilton de Oliveira Ramos, em artigo na Revista do Exército v.130.no 1. jan/fev 1993, sobre a Engenharia Militar na Amazônia, referia há sete anos:

“Os interesses sobre a Amazônia Brasileira são os mais variados. Há brasileiros que a desejam para nela sobreviver, outros pela exploração de suas riquezas, muitos pela manutenção da soberania nacional, outros pelo sentimento nativista que a Amazônia desperta, pela exuberância que ela representa e alguns brasileiros nem sabem porque a desejam. O estrangeiro, bem o que falar sobre aquilo que, escondido, lhe inflama a alma?”

SIGNIFICADO ESTRATÉGICO DA AMAZÔNIA

A Amazônia pertence a vários países da grande Bacia Amazônica, sendo cerca de 60% do Brasil. E segundo o General Luiz Gonzaga Shöereder Lessa, atual Comandante Militar do Leste e ex-Comandante Militar da Amazônia:

“Ela se constitui no maior Banco Genético Mundial. Possui 1/5 da água doce do mundo, a qual será objeto de guerras para o seu controle no 3º milênio; 1/3 das florestas do mundo e 1/20 de toda a superfície da Terra. A Amazônia Brasileira possui 11.248 Km de fronteiras, 1.020 Km de litoral, 23.000 Km de rios navegáveis e possui a maior bacia hidrográfica do mundo e 30% da biodiversidade mundial. E nela cabe toda a Europa, menos a Rússia. Possui 3 fusos horários e se situa em dois hemisférios.”

Se constituindo no maior banco genético mundial ou na maior biodiversidade da terra, segundo o programa Globo Rural, de 29 jan 2.000, “quem dominar a tecnologia da biodiversidade dominará o mundo”.

Disto também decorre a imensa projeção estratégica econômica mundial da Amazônia. Em que pese esta importância crescente, ela se constitui uma área esquecida, pouco divulgada pela Mídia, desconhecida pela Sociedade Civil e, talvez. pouco debatida no Congresso, por afastada do quadrilátero do Poder Nacional (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília). Esquecimento, em que pese hoje possuir o maior ecossistema da Terra, em produzir mais soja que o Paraná, possuir em seu subsolo todos os tipos de minerais, petróleo na província de Urucum e imensa reserva de gás em Seis Lagoas, a maior reserva de nióbio do Mundo e 2/3 do potencial hidrelétrico do Brasil. A Usina de Tucuruí já é a maior do Brasil e será superada pela hidrelétrica de Xingu. Potencial este localizado nas cabeceiras dos afluentes do Amazonas.

Existe uma tendência em esquecê-la e muitos, por desinformação e com apoio em falsos mitos, a consideram uma espécie de Elefante Branco, cuja manutenção pelo Brasil, nestes mais de 3 séculos e meio, tem sido grandemente desfavorável a relação custo para mantê-la x benefício para o Brasil. Já ouvimos algumas vezes esta absurda interpretação. Outros derrotistas consideram que a Amazônia foi perdida pelo Brasil. Em realidade a projeção da Amazônia. para o futuro dos brasileiros pode ser deduzida de síntese na quarta capa do livro de um “grande expert” na área, o gaúcho Cel do Exército, hoje na Reserva, Gélio Fregapani: Amazônia a grande cobiça Internacional. Brasília, Thesaurus,2.000.

A VERDADE QUE POUCOS CONHECEM

“O exame, ainda que superficial, do mapa demográfico mundial, mostra-nos regiões superpovoadas e regiões despovoadas. Entre estas destacam-se o Saara, a Antártida, as vastidões geladas da Sibéria, o norte do Canadá, o Alasca e as alturas nevadas do Tibete ou alguns outros maciços e a Amazônia. Todas estas regiões são praticamente inabitáveis, exceto a última – a Amazônia.

Levando-se em conta a explosão demográfica mundial, a terra desabitada, mas habitável, da Amazônia será objeto cobiçado. E se for a única, corre perigo, independentemente do consenso ou dos tratados. Ante essa realidade, manifestam-se pressões, baseadas em concepções forjadas, segundo as quais, acima das fronteiras nacionais, está o interesse da humanidade. Nossa Amazônia, com sua riquíssima biodiversidade, água doce abundante e vastíssimas riquezas minerais ainda inexploradas, é, naturalmente, motivo de grande inquietação. A demanda por novos espaços vitais, em conseqüência da superpopulação mundial, agrava as nossas preocupações.

Para complicar tal situação, a descoberta recente de incríveis jazidas minerais é ameaça aos cartéis e pode alterar radicalmente a ordem econômica mundial, fazendo a balança pender a favor do Brasil. Já conhecemos demonstrações de difícil aceitação dessa realidade. Certamente, os senhores do poder mundial cogitarão de usar todos os meios para impedir tais circunstâncias favoráveis ao Brasil. E serão capazes até de atos de beligerância segundo registra a história da humanidade. Trata-se de um perigo real e imediato. Urge prevenir tal risco para que as nossas novas gerações do III milênio não precisem recorrer às armas, na defesa da integridade nacional.”

No citado seminário, da Escola Superior de Guerra, foram enfatizadas declarações bastante divulgadas e constantes do informativo da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB), O Guararapes 22, feitas por líderes mundiais. Estas ameaças atualmente se referem, segundo as relacionaram o citado general Lessa e o senador Bernardo Cabral, como se segue:

– Em 1981, o Conselho Mundial das Igrejas declarou que “a Amazônia é patrimônio da Humanidade, e que sua posse por países é meramente circunstancial. ”

– Em 1983, Margareth Tacher “aconselhou as nações carentes de dinheiro a venderem seus territórios e fábricas.”

– Em 1984, o Vice-Presidente Al Gore dos EUA declarou que” Amazônia não é deles, é de todos nós.” Hoje, em debates, ele e Bush sugerem a troca de florestas tropicais por dívidas dos países que as possuem.

– Em 1985, o presidente Mitterrand declarou: “O Brasil deve aceitar Soberania relativa sobre a Amazônia”.

– Mikhail Gorbachev declarou: “O Brasil deve delegar parte dos seus direitos sobre a Amazônia”.

– O 1º Ministro Inglês Major asseverou: “A Amazônia pode ensejar operações diretas sobre ela”.

– O Gen Patrick Hugles dos EUA também disse: “Caso o Brasil no uso da Amazônia puser em risco o meio ambiente nos EUA, estamos prontos para interromper”.

Ênio Silveira, nas orelhas de livro sobre a Amazônia a Guerra na Floresta, de Samuel Benchimol, assim aborda a cobiça internacional:

“É considerável a ressonância que os problemas ambientais causam hoje em todo o mundo civilizado, já que as nações industrializadas passaram a ter consciência tardiamente culposa dos danos que as exigências do seu progresso – o desenvolvimento a qualquer custo – causaram à natureza. É por isso que, na Europa e nos Estados Unidos, surgem a cada novo dia verdadeiras legiões de autodeclarados especialistas em ecologia, de bem intencionados proclamadores de frases feitas ou de obviedades patéticas, de cavaleiros andantes embarcados em cruzadas pretensamente nobilitantes, à sombra de verdes flâmulas.

Todos eles, de um modo ou de outro elegeram como nova Terra Sagrada a última reserva natural contínua da Terra, que é a Amazônia — onde sua missão será de resgatar, pela ley e pela grey, o Santo Graal das mãos dos hereges (ou incompetentes) que o detêm.

Atribuindo-lhe a característica de pulmão do mundo, esses adventistas da salvação universal defendem a tese da internacionalização da área, supostamente a fim de preservá-la de predatória exploração por parte dos países onde ela se localiza, muito embora fechem os olhos para o fato de que vivem e trabalham em sociedades altamente poluidoras, elas, sim, responsáveis pela deterioração, em escala global, dos níveis de habitabilidade do planeta.

Por outro lado, os países de cujos territórios a Amazônia faz parte, oscilam entre o compreensível e justificável desejo de desentranhar desse mundo verde as incalculáveis riquezas que ele contém, colocando-as a serviço de seu próprio futuro, de seus legítimos interesses e direitos, e o temor de, ao fazê-lo, contribuir para irreversível comprometimento do próprio futuro da humanidade. É um dilema paralisante, que a ninguém serve, e muito menos às nações amazônicas. Para rompê-lo, e enfrentar de modo a um só tempo pragmático, conservacionista e moralmente correto, o desafio que o desenvolvimento adequado da Amazônia coloca diante de nós, brasileiros, que temos ingerência direta sobre a maior parte da área, Samuel Benchimol nos oferece este livro luminoso e exemplar Amazônia a guerra na floresta.

Ninguém, em qualquer tempo, conhece mais a Amazônia brasileira em seus aspectos sócio-econômicos do que ele, segundo afirmava, com razão, mestre Gilberto Freyre.

Pois é exatamente isso que ele demonstra em seu livro: deixando de lado mitos e lendas, bem como arroubos românticos de nacionalismo demagógico, ele nos dá com admirável clareza uma análise científica e idônea da região e de seus problemas reais, uma sugestão prática sobre a melhor forma de torná-la socialmente útil sem que comprometa sua integridade ecológica e, criativamente, propõe a idéia de instauração de um imposto internacional ambiental que, sendo aprovado, universaliza responsabilidades conservacionistas sem qualquer comprometimento de soberania.”

No livro dos jornalista americanos Gerard Colby e Charlott Dennet, com título em português Seja feita a vossa vontade. Rio de Janeiro, Record,1988, assim é abordada a geopolítica do Departamento de Estado:

“No caso da Amazônia tais disfarces estão embutidos nas mistificações ambientalistas, nas hipocrisias rotuladas de direitos humanos e nas distorções conceituais sobre reservas indígenas para encobrir as políticas de exploração econômica que tem sido tratadas, com apoio nos meios de comunicação de massa, que manipulando a cultura de massa, no que diz respeito às culturas populares nacionais, conseguiu, utilizando-se de poderes locais subservientes e de formadores de opinião mercenários, criar um estado coletivo de passividade ou alienação que favorece a penetração dos poderes externos hegemônicos com seus planos de novo tipo de colonização. A colonização que está sendo posta em prática difere da colonização (ou globalização)…

[…] Atualmente a colonização se efetiva pela invasão cultural. Portanto, uma globalização pela imposição de padrões de pensar e agir, consubstanciados nas políticas de relações internacionais determinadas pelo Consenso de Washington. Esse novo tipo de colonização dispensa as conquistas de territórios pela força, substituída pela desconstrução das culturas nacionais que corrói as condições de preservação do poder nacional, visando eliminar o Estado nacional, mormente nas sociedades periféricas, que por suas potencialidades naturais e posição geográfica possam representar, de algum modo, ameaça ao poder hegemônico centralizado.

Este é o caso do Brasil e, por via de conseqüência o da Amazônia, dado que é ela parte comum, do ponto de vista geofísico, de outros oito países no continente sul-americano. Parte comum esta maior que a superfície dos Estados Unidos, e com recursos minerais críticos e estratégicos (incluindo a água) e da biodiversidade de que carecem os países do Pacto do Atlântico, cuja expressão militar é a OTAN. E não podemos esquecer de que a Amazônia brasileira representa.. .Tendo em vista essas características, iremos acompanhar o livro mencionado e desmistificar as políticas ambientalistas e de direitos humanos e proteção dos povos indígenas, do arsenal das missões religiosas, para por em evidência que elas têm atuado como força-tarefa para transferir aos Estados Unidos não a superfície amazônica, mais do que sobre e sob ela está. Razão por que ela deve permanecer como reserva estratégica do poder norte-americano. Isto lhe garante condições de impor a seus sócios da Comissão Trilateral, as diretrizes do Consenso de Washington, no jogo das relações internacionais de poder. Cabe-nos, a seguir, mostrar e demonstrar as falsidades e o farisaísmo das mensagens evangelizadoras relativas à defesa dos direitos humanos dos povos indígenas, as quais estão sendo manipuladas pela Mídia, tal como as que dizem respeito à devastação da floresta, inculcada como reserva mundial do oxigênio que respiramos…”

Observemos no que concerne a desconstrução das culturas nacionais a História do Brasil no caso tem sido um dos alvos. E a razão está em ser ela a geradora da identidade e perspectiva histórica do brasileiros. Ela, ao contrário de no passado, é silenciada pela Mídia, que nega acesso a ela a seus historiadores E estes, desamparados pelos dirigentes do país, em todos os níveis, é que tem o poder e, mais do que isto, o dever de promover a História. E assim, historiadores estão em extinção progressiva sem seguidores. É quando a Mídia aborda História é com freqüência na forma deformada e por jornalistas que invadem a função social do historiador. E constatar isto é obra de simples raciocínio e verificação! Reflitam!

Para Cristóvão Buarque, autor de A cortina de ouro, ao ser perguntado por um jovem nos EUA sobre o que ele pensava, como humanista e não brasileiro, sobre a idéia de internacionalização da Amazônia, ele respondeu:

“Como humanista eu penso que a Amazônia em caso de risco de degradação ambiental deve ser internacionalizada, bem com internacionalizado tudo que possui importância para a Humanidade, bem assim as reservas de petróleo mundiais tão importantes para o bem estar da raça humana quanto a Amazônia. Pois os ricos não tem o direito de queimar e exterminar esse imenso e vital patrimônio da Humanidade. Na mesma linha deviam ser internacionalizados o capital financeiro dos países ricos, bem como Nova York sede das Nações Unidas e os arsenais atômicos do EUA e de outros países por capazes de provocar milhares de vezes danos maiores que eventuais queimadas da Amazônia.”

E depois de fazer outras considerações ma mesma linha como a internacionalização das crianças pobres de toda a Humanidade que estão a necessitar mais cuidados do que a Amazônia. E concluiu sua resposta ao jovem norte-americano:

“Como humanista eu defendo a internacionalização do mundo. Mas enquanto o mundo me tratar como brasileiro lutarei para que a Amazônia seja nossa e só nossa!”

Por via de conseqüência, o Brasil deve procurar anular os falsos argumentos do Poder Mundial. Creio que está empenhado nesta tarefa, a concluir-se pelo Simpósio sobre a Amazônia da Escola Superior de Guerra, já citado e que relatamos no Guararapes 25, se, em que pese a Mídia, não apoiar o Governo, ou ao menos criticá-lo construtivamente e suprir a deficiente fiscalização governamental, sempre alegada em quase todos os setores e assim um grande estímulo governamental confesso à impunidade.

Segundo Samuel Benchimol, antes citado, o desenvolvimento sustentável deve atender quatro paradigmas: “Ser economicamente viável, ecologicamente adequado, politicamente equilibrado e socialmente justo.” Conceito que se opõe ao radicalismo ecológico de preservar a natureza sem considerar o homem e a sociedade.

No contexto das respostas positivas e concretas as ameaças à Amazônia, merece destaque as medidas efetivas traduzidas pelo Projeto SIVAM problema agora colocado positivamente na Mídia pelo Presidente Fernando Henrique Cardoso em recente visita na Amazônia. Segundo o expositor do Projeto SIVAM no citado Simpósio da Amazônia da Escola Superior de Guerra:

“Uma preocupação no 3º milênio será a de como alimentar 6 bilhões de habitantes da Terra. E a Amazônia logo aparece com um vazio demográfico rico, onde sobressai a sua riqueza aquática como a maior bacia de água doce do planeta. No final dos anos 80, o Brasil foi sentado no banco dos réus mundial e satanizado perante a opinião pública mundial pela Mídia.”

Esta satanização do Brasil chegou ao absurdo de automóveis na Inglaterra, Holanda e Bélgica trazerem em seus parabrisas adesivos como os seguintes dizeres ” Você já matou hoje o seu brasileiro ? Ou esta frase impressa em toalhas descartáveis de uma rede de lanchonetes nos EUA: Lute pelas florestas – Queime um brasileiro! E prosseguiu o expositor do SIVAM:

“E para o Brasil a grande síntese do desafio amazônico era a falta efetiva ali da presença do Estado Brasileiro para explotar (e não explorar )a Amazônia no sentido de desenvolvimento sustentável da mesma”. “E para tal não havia coordenação dos esforços governamentais, por vezes discordantes e até conflitantes.”

Daí surgiu a idéia do SIVAM para monitorar e vigiar a região. Como ferramenta o SIVAM (Sistema de Vigilância da Amazônia), como Cabeça o SIPAM (Sistema de Proteção da Amazônia) para integrar órgãos diversos e desenvolver ações de governos globais e coordenadas. À semelhança de uma doença, o SIVAM seria o diagnóstico e o SIPAM, o remédio ou a cura. Ou quem solucionaria o problema, ou o encarregado de proteger a Amazônia, com vistas ao seu desenvolvimento sustentável, direcionando todos os esforços para esta meta.

O SIVAM segundo interpretamos reunirá dados disponíveis em todo o governo e os colocará à disposição das ações do mesmo através do SIPAM, e levantará permanentemente outros para enriquecer seu Banco de Dados.

Na prática o SIVAM utilizará 4 satélites, entre os quais o Landsat 7; 300 rádios determinantes de coordenadas, 940 equipamentos – Usuário remoto, espalhados na Amazônia para remeter e receber dados de interesse, 25 radares para controle e vigilância do tráfego aéreo a serviço, inclusive, do combate ao ilícito aéreo, usando aeronaves brasileiras Super Tucano.

Será composto por 70 estações meteorológicas, 13 estações de altitude e 19 detetores de raios. Terá capacidade de monitorar e localizar fontes de comunicações de bandidos, rádios clandestinas, radares, apoiar a navegação fluvial e controle do desmatamento etc.

As vedetes do projeto serão 3 aviões fabricados pela EMBRAER e equipados com radares suecos. Já existe um operando. Poderão detectar aeronaves em voo rasante. Equipamento este que poderá ser fornecido pelo Brasil a outros clientes. Possuirá aeronaves EMBRAER/R998,para controle do Meio Ambiente e equipados com Radar Canadense. Estes definirão a qualquer momento a situação de um desmatamento ou queimada.

O SIVAM terá seus centros em Manaus, Belém, Porto Velho e o Centro de Coordenação em Brasília, que se ligará via satélite a 1000 unidades do SIVAM. Cada centro possuirá células especializadas num tipo: Defesa Ambiental, Defesa Aérea etc, cujos programas estão sendo desenvolvidos nos EUA em parceria de firma brasileira com americana. “Este projeto é considerado o maior projeto ambiental do mundo em quantidade e qualidade sensorial.” Iniciou em 27 jul 97, com final previsto para 27 jul 2002. Seu maior financiador é o Exibank dos EUA. Seu cronograma físico em atraso da ordem de 8 %. em novembro 1999. Foi o SIVAM que o Presidente do Brasil colocou à disposição de nossos vizinhos. Projeto que acaba de sofrer alterações no tocante a sua gestão .

ECOS DA CAMPANHA EM DEFESA DA AMAZÔNIA

Desde que o Gen Ex Luiz Gonzaga Shoroeder Lessa ex comandante Militar da Amazônia, e atual Comandante Militar do Leste proferiu palestras nas principais escolas do Exército, e pelo Brasil afora, inclusive no Clube Militar e ABI. Na última a convite de seu presidente ilustre Barbosa Lima Sobrinho e denunciando ameaças potenciais reais à soberania brasileira sobre a Amazônia e de sua internacionalização, este assunto vem ganhando corpo em que pese o silêncio da Mídia, que consciente ou inconscientemente faz coro à Mídia Internacional, a qual segundo jornalistas em Seminário da ESG sobre a Amazônia propaga repetimos, esta inverdade a serviço do Poder Econômico Mundial:

“O Brasil está desmatando, queimando a Amazônia e massacrando suas populações indígenas e é incapaz de promover o desenvolvimento sustentável da área”.

Mídia que, as mais das vezes, além do silêncio sobre esta problemática vital para o Brasil, a deforma e desconhece os esforços governamentais, em especial das Forças Armadas, para darem conseqüência patriótica ao seguinte apelo do falecido General Rodrigo Octávio Jordão Ramos:

“Árdua é a missão de desenvolver e defender a Amazônia. Muito mais difícil, porém, foi a de nossos antepassados em conquistá-la e mantê-la. ”

Desde as palestras do General Lessa, a Academia de História Militar Terrestre do Brasil se engajou nesta cruzada, elaborando e distribuindo seus citados informativos, Guararapes 22 e 25, e colecionando em seu Centro de Informações de História Militar Terrestre do Brasil tudo o que lhe chega sobre o tema. O último síntetizou o Simpósio promovido pela Escola Superior de Guerra, então comandada pelo acadêmico da AHIMTB General Carlos Patrício de Freitas Pereira, em parceria com o Centro de Estudos Estratégicos Brasileiros (CEBRES). O Clube Militar, sob a presidência do agora acadêmico da AHIMTB General Hélio Ibiapina Lima e fiel às suas tradições históricas, tem alertado seu Corpo Social através de sua revista sobre os perigos que corre a nossa Soberania na Amazônia ao publicar artigos sobre ela. O mesmo se diga da Revista do Clube Naval. Têm engrossado este movimento patriótico as entidades: II Encontro de Oficiais da Reserva do Brasil (ENOREX), Campanha Nacional de Defesa da Amazônia (CNDDA); Movimento em Defesa da Economia Nacional (MODECON); Associação de Engenheiros da Petrobrás (AEPET); Associação Democrática e Nacional e, por fim, a Associação Brasileira de Imprensa, pela iniciativa de seu falecido presidente Barbosa Lima Sobrinho, em convidar o General Lessa para ali proferir palestra sobre a Amazônia em 20 julho 2000. E, por último, a DEAM – Comissão de Estudos da Defesa da Amazônia constituída por ex-alunos militares egressos das escolas que funcionaram no atual CM de Fortaleza. E hoje, aqui se juntam ao esforço, além do Clube Militar e da Academia de História Militar Terrestre do Brasil, a Federação de Academias de Letras do Brasil, o Instituto Histórico e Geográfico do Rio de Janeiro e o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro que guarda como sua maior relíquia o sabre invicto de 6 campanhas de seu sócio ilustre o Duque de Caxias, patrono do Exército e de nossa AHIMTB. Sabre que ele manifestou o desejo de quebrá-lo por ocasião da Questão Christie, por não poder usá-lo em defesa da Soberania do Brasil. Mas elaborou um Plano de Defesa para o Imperador como Conselheiro de Guerra, e antes copidescado por seu amigo o Visconde do Rio Branco, a seu pedido, para que o “limasse, pois não me campo por escritor. ”

E é hora de argumentar! E a Mídia e a Sociedade Civil brasileiras onde estão? Qual a razão do seus silêncios sepulcrais sobre o tema! Desinformação? Como seria justo que elas entrassem nesta luta nacionalista, investigando e denunciando crimes ambientais praticados por nacionais e estrangeiros, omissões e corrupções de agentes governamentais e alertando o povo dos perigos de internacionalização da Amazônia e do significado econômico vital da mesma para as futuras gerações de brasileiros. Não pode a Mídia mais contribuir, com o seu silêncio e deformações, para a desnacionalização da Amazônia e agredir as memórias das gerações que há mais de 350 anos vem se sacrificando para mantê-la e desenvolvê-la e, mais, concorrer para o esbulho da Amazônia, patrimônio vital para nossos netos, bisnetos. etc no insondável 3º Milênio.

Pensamento: Como seria ideal que as Forças Armadas, Igreja Católica e Imprensa em especial unissem forças para mobilizar os brasileiros em defesa da nossa soberania na Amazônia e de seu desenvolvimento sustentável, que se opõe à solução antinacional de congelamento das atividades da Amazônia para tornar a área reserva estratégica do Poder Econômico Mundial! Votos de que a Mídia Nacional divulgue o que de positivo está sendo feito na Amazônia pelos brasileiros no sentido do seu desenvolvimento sustentável, e que policie, investigue e denuncie, com apoio documental e com patriotismo, as ações de maus brasileiros e ingerências externas. E, por fim, que contra-ataque os objetivos escusos da Mídia Internacional a serviço do Poder Econômico Mundial.

É relevante o que afirmaram, em declaração conjunta dois ecocientistas de nomeada Patrick Moore (Um dos fundadores do Green Peace ) e Philip Stott, segundo Barry Wigmore no New York Post de 9 julho 2.000, sobre o que os dois consideram falsas teses divulgadas nos EUA e Europa sobre “os perigos ambientais para a humanidade provenientes da devastação da floresta amazônica. ”

“O movimento para salvar a floresta tropical amazônica é incorreto. E na melhor hipótese o movimento desencaminhou-se. Na pior hipótese, ele é uma fraude. Todos os segmentos dos salvadores da floresta amazônica estão baseados numa falsa ciência. Estão simplesmente errados. Nós encontramos a floresta tropical amazônica, mais de 90 % dela intacta. Voamos sobre toda a sua extensão e contatamos com todas as autoridades. Estudamos as fotos de satélites em toda a área.”

Subsídio apresentado pelo acadêmico emérito da AHIMTB e sócio titular do IHGB Gen Carlos de Meira Matos e acatado geopolítico brasileiro em artigo “Desmitificando a Amazônia” in: Amazônia II, Clube Militar, 2.000.

Isto coloca por terra os dois argumentos dos “salvadores internacionais da floresta Amazônica” (entenda-se donos do Mercado Mundial): 1º De que a floresta amazônica estaria sendo criminosamente devastada; 2º A falsa idéia de que a Amazônia é o Pulmão do Mundo, pois o clima é governado pelos oceanos. Exemplos: El Ninho, La Ninha etc

POR UMA HISTÓRIA MILITAR CRÍTICA TERRESTRE DA AMAZÔNIA

A Amazônia, por sua extraordinária projeção econômica e geopolítica no 3º Milênio, está cada vez mais ameaçada de ser, unilateralmente, em nome da “Nova Ordem Mundial”, internacionalizada e declarada patrimônio da Humanidade. Ameaças reais feitas através de lideranças das grandes potências, conforme têm denunciado autoridades civis e militares brasileiras abalizadas e de grande credibilidade, como mostramos.

O poder econômico internacional, com seus capitais localizados nas nações do G/7 e, em especial, na única potência mundial hegemônica, os EUA, pretende congelar a exploração das riquezas da Amazônia para colocá-las a serviço de seu objetivos, ao invés do desenvolvimento auto-sustentável da mesma, em beneficio do Povo e Sociedade do Brasil e de outros povos, mas sem prejuízo da nossa Soberania. Porém ameaças potenciais reais de intervenção na Amazônia existem na voz de líderes da grandes potências, como mostramos. E impõe-se ao Brasil fazer o seu dever de casa na Amazônia e ficar em condições de defende-la a todo custo. E para tal será de real valor o levantamento crítico da História Militar da Amazônia e, em especial, a sua História Militar Terrestre Crítica, para ajudar a orientar melhor o esforço de defesa daquela área estratégica. com apoio na estratégia do fraco contra o forte – a guerra de guerrilhas, à base da qual o Brasil foi em grande parte mantido em suas dimensões continentais. E, de igual forma, como foi feito, a partir de 1922, o da Região Sul. e dentro de uma hipótese de guerra que existia.

Camões o poeta soldado em Lusíadas já afirmava esta verdade:

“A Disciplina Militar prestante (leia-se Doutrina Militar) não se aprende senhores na fantasia senão vendo (estudo da História Militar), tratando (exercitando-se) e pelejando (experiência de combate).”

E grandes capitães da História têm reafirmado a importância do estudo crítico da História Militar, à luz dos fundamentos da Arte Militar, a Arte do Soldado e não da História descritiva, infelizmente predominante.

Foi do Mal Ferdinand Foch, o comandante da vitória aliada na 1ª Guerra Mundial, esta afirmação como professor de História Militar da Escola Superior de Guerra da França, de onde saiu para comandar os aliados:

“Para alimentar cérebro (Comando) de um Exército na paz, para prepará-lo para a eventualidade indesejável de uma guerra, não existe livro mais fecundo em meditações e lições do que o da História Militar.”

E o livro da História Militar Crítica da Amazônia não existe, como o do Sul, iniciado em 1922, pelo ilustre sócio do IHGB e hoje patrono de cadeira na AHIMTB, General Augusto Tasso Fragoso, ao estudar criticamente a batalha do Passo do Rosário, circunstância pela qual tem sido considerado o Pai da História Militar Crítica no Brasil.

Isto atendendo a conselhos da Missão Militar Francesa de que a Tática, a Logística e a Estratégia brasileiras possuíam seus fundamentos na História Militar Terrestre do Brasil. E nestes últimos 77 anos a prioridade foi o Sul. E vários historiadores do Exército, que foram também sócios do IHGB e hoje patronos de cadeiras ou acadêmicos da Academia de História Militar Terrestre se debruçaram sobre estes estudos.

A Amazônia é um deserto de estudos críticos de História Militar Terrestre do Brasil por historiadores militares. Dos civis, que têm escrito sobre o tema descritivamente, privamos aqui no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro com Marcos Carneiro de Mendonça, Artur César Ferreira Reis, Silvio Meira e Vicente Tapajoz, todos falecidos. E com os vivos Leandro Góes Tocantins e Mario Barata e general Carlos de Meira Mattos. E todos com valiosas obras que se constituirão em infra-estrutura a apoiar os estudos que se impõem de uma História Militar Critica da Amazônia ou o Livro da História Militar da Amazônia que estamos ensaiando e será objeto de um Seminário a ser realizado na Escola de Estado – Maior do Exército. E de todos, cujas obras constam do Dicionário de Historiadores Brasileiros, editado em 5 volumes pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e na bibliografia ao final desta palestra.

Para um ensaio da História Militar Terrestre Crítica da Amazônia, cujas razões abordamos na Revista do Clube Militar nos 371,372 e 373, propomos inicialmente os seguintes assuntos:

HISTÓRIA MILITAR TERRESTRE DA AMAZÔNIA

TEMAS PARA ESTUDO MILITAR CRÍTICO

RECONHECIMENTOS E EXPLORAÇÃO MILITAR

FUNDAÇAO DO FORTE DO CASTELO

LUTAS COM HOLANDESES NA FOZ DO XINGÚ 1615

LUTAS COM INGLESES E IRLANDESES NO ESTUÁRIO DO AMAZONAS ( Nos canais sul e norte do estuário do Amazonas ) 1616-31

A CONQUISTA DA AMAZÔNIA PELO CAP PEDRO TEIXEIRA 1639

A FUNDAÇÃO DE MANAUS

A EXPLORAÇÃO DA AMAZÔNIA POR RAPOSO TAVARES

LUTAS COM FRANCESES NO AMAPÁ 1697 -1713

LUTAS EM TORNO DE TEFÉ, COARI, FONTE BOA,SÃO PAULO DE OLIVEIRA COM ESPANHÓIS E ÍNDIOS CAMBEBA 1709-1710

A GUERRA DE AJURICABA NA AMAZÔNIA 1723 -27(Nos vales dos rios Negro e Branco com índios apoiados por holandeses)

O TRATADO DE MADRID DE 1750 NA AMAZÔNIA E SUA DEMARCAÇÃO

O ESTABELECIMENTO DE FORTIFICAÇÕES NA AMAZÔNIA

A PROJEÇÃO POMBALINA MILITAR TERRESTRE NA AMAZÔNIA

LUTAS COM FRANCESES NA GUIANA FRANCESA1808-17

AS LUTAS PELA INDEPENDÊNCIA NA AMAZÔNIA (Agitações em Belém, Cameta, São Caetano de Olivença e Monte Alegre)

A CABANAGEM NO PARÁ 1834-40

O COMBATE A INTRUSÃO FRANCESA NO AMAPÁ 1895

A CAMPANHA MILITAR NO ACRE 1900 -03 ( Contra os interesse de capitais norte – americanos e ingleses do Bolyvian Sindycate)

A PERDA DE 15687 Km 2 NO PIRARA e DO ACESSO AO ESSEQUIBO 1904

INCIDENTES MILITARES NA FRONTEIRA PERUANA

A CONSTRUÇÃO NA AMAZÔNIA DE LINHAS TELEGRÁFICAS , ACOMPANHAMENTO DE EXPEDIÇÃO DO CEL TEODORO ROOSEVELT ,CAMPANHAS SERTANISTAS E DE LEVANTAMENTOS GEOGRÁFICOS , CIENTIFICOS E DE INSPEÇÃO DE FRONTEIRAS CHEFIADAS PELO MAL POR RONDOM 1907-1930

LUTAS AUTONOMISTAS NO ALTO PURUS E JURUÁ

REAÇÕES EM MANAUS ÀS POLÍTICAS DE SALVAÇÕES NACIONAIS 1912

REVOLTAS EM MANAUS De 1913 e 1917

A REVOLTA TENENTISTA NA AMAZÔNIA 1924

A DEFESA TERRITORIAL DA AMAZÔNIA NA 2a GUERRA MUNDIAL

REFLEXOS NA AMAZÔNIA , DA ATUAÇÃO DO MAL RONDON COMO PRESIDENTE DA COMISSSÃO MISTA BRASIL, COLÔMBIA E PERU ,EM LETÍCIA ,PARA O CUMPRIMENTO TRATADO DE PAZ PERÚ COLÔMBIA 1934 -38 28- CONTRIBUIÇÃO DAS BASES AÉREAS DE MACAPÁ E VAL DE CANS CEDIDAS AOS EUA ,PARA À VITÓRIA ALIADA NA AFRICA, EUROPA E ORIENTE M/EDIO

A CONTRIBUIÇÃO DOS SOLDADOS DA BORRACHA DA AMAZÔNIA PARA A VITÓRIA ALIADA NA 2 GUERRA MUNDIAL.

PS: Segundo o acadêmico João Ribeiro da Silva perdemos na Questão do Pirara com a Inglaterra em 1904, 15.687 Km2 e o acesso ao Essequibo, em função de Geopolitica Inglesa liderada pelo Lord Palmerton (Henry John Temple 1785 1865) Secretário da Guerra (1809-28) e Ministro das Relações Exteriores (1830-41 e de 1846-51) e Primeiro Ministro (1855-58 e 1859-1865). Isto ao enviar para a Guiana Inglesa o explorador alemão Robert Shomburgk, sob o patrocinio da Royal Geografic Society para que territórios habitados por tribos independentes fossem primeiro neutralizados para depois serem assimilados pela Inglaterra. E sua estratégia foi vitoriosa. Os brasileiros foram expulsos do Pirara por oficial inglês sob o argumento de ser ocupado por tribos independentes que reclamavam proteção inglesa. O Brasil reconheceu provisoriamente a neutralidade da região do Pirara e dali retirou seus funcionários e o destacamento militar sob condição que as tribos continuassem independentes. Mas, em 1842, uma expedição militar liderada por Shomburgk colocou marcos fronteiriços. A questão se prolongou até 1904 quando o Brasil aceitou o laudo arbitral do rei Vittório Emanuel I da Itália que deu ganho de causa à Inglaterra, perdendo o Brasil 17.687 Km 2 de seu território e o acesso ao Essequibo, conquistando a Inglaterra acesso a Amazônia pelo Pirara. E foi assim que fomos esbulhados.

Em anexo a esta palestra, um levantamento bibliográfico inicial de fontes históricas para o estudo que aqui propomos para orientar da defesa militar da Amazônia

Aeronáutica teme ação de grupos de defesa dos índios

MANAUS – Relatório confidencial da Aeronáutica sobre a fronteira do Brasil com a Colômbia classifica como fator de tensão na área a atuação de missões católicas e organizações não – governamentais (ONGs) a favor da criação de áreas indígenas “supranacionais” e “intocáveis” porque elas podem servir para refúgio de guerrilheiros.

O documento aponta que a criação de reservas indígenas binacionais na fronteira da Colômbia com o Brasil, cuja idéia é defendida principalmente pela Organização Indígena Binacional dos Rios Querari e Uaupés (Obiqueua). É uma entidade que congrega comunidades indígenas que vivem nas regiões fronteiriças entre os dois países.

INDICAÇÕES BIBLIOGRÁFICAS

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YPIRANGA, Mário Monteiro. A capitania de São José do Rio Negro. Manaus, 1955.

(____). Fundação de Manaus. Rio de Janeiro: Conquista, 1971.( Este autor possui mais obras sobre a Amazônia ).

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VIVEIROS ,Esther . Rondon conta a sua vida .Rio de Janeiro : Coop. De Esperantistas , 1969 .

REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO BRASILEIRO

O AMAZONAS NA RIHGB POR VICENTE TAPAJOZ Homenagem aos 150 anos do IHGB dedicado a Arthur Cezar Ferreira Reis Mestre e amigo. Indice na Sala de Consulta do IHGB (Extrato de interesse a seguir).

1) RIHGB Tomo II 3º e 4º trim 1840 Cap IX Das guerras do índios

Motivos: Antrofagia; instigados pelos brancos e por causa de mulheres e o mais comum. Registra as táticas guerreiras que usavam.

2) RIHGB Tomo IV V. 4 nº 16 jan 1843.

Provisão régia para construção da Fortaleza de são Joaquim do Rio Branco.

Finalidade: Defesa contra os holandeses, saidos do Suriname para fazerem oo comprarem escravos (indios ?).

Ordem despacharem canoas de observação para o norte a partir do forte. Ass: Francisco Xavier de Mendonça Furtado.

3) RIHGB 2a série Tomo V, v.13, n o 18 2o trimestre 1850.

Cap III Tentativas espanholas de se estabelecerem no corte do Rio Branco.

Cap IV Chegada a Rio Negro notícia tentativa espanhola de infiltração no Rio Branco.

4) Tomo 18, no 18 2 trim 1855.

Viagem de Hilário Gurjão desde a barra do Rio Negro até Cucui p.171/189 (Missão cosntruir um quartel em Marabitanas perto de Cucui. Relata notícia do Forte marabitanas 12 fev 1855. Mais tarde general morto em Itororó).

5) Tomo 24. V.24 4 trim 1861 p.617/683

LOBO DA ALMADA, Manoel da Gama. Descrição relativa ao território do Rio Branco em 1787 referência a Espanhóis no Orinoco. Holandeses no Suriname e Franceses em Caiena. Refere ao Forte São Joaquim e sua gusrnição de 34 homens.

6) Tomo 51 v. 76 4 o folheto 1886,p 15/165.

Sugere envio pescadores para sustentar guarnição fortes da Fronteira. Ver Governo Militar.

7) Tomo Especial Anais Imprensa Periódica. Parte II V.1 p.5/891 1908

Jornais e revistas da Amazônia 1851/1908

8)V.175 1940 p. 217/330

Ver paulistas na Amazônia na cata de ouro nos rios Tapajoz Madeira e Tocantins e lutas contra índios no vale do Rio Branco. Francisco Xavier de Morais capturou 132 índios.

9)V.193 out/dez 1946 Arthur Cesar Reis.

A Incorporação da Amazônia ao Império. A Amazônia torna-se brasileira com as ações de Grenfell e Cokrane. As agitações.

10) V.206 jan/mar 1950

O processo de emancipação da Amazônia p.158/170

11) V 251 abr/jun 1961

SILVA, João Ribeiro da. A missão Shomburgk, antecedentes da geopolítica britânica. Artigo

De Marcos Carneiro de Mendonça. O caminho de Mato Grosso e as As fortificações pombalinas da Amazônia p.3/32.

12) V.344 jul/set 1984

De Arthur Cezar Reis. As fortificações da Amazônia no Período Colonial p. 217/227 Importante.

13) V.347 abr/jun 1985. A Cabanagem p.7/29 de Arthur Cesar Reis