1 de janeiro de 1850

Foi inaugurado, no Quarteirão Nassau, o Colégio Kopke, em prédio projetado pelo arquiteto Joaquim Cândido Guilhobel que procurou atender todas as exigências do ensino na época.

Fundado pelo professor Guilherme Kopke, de ascendência germânica, o referido Colégio sempre procurou conciliar os estudos literários com os estudos científicos, sem se descuidar do preparo para o ensino superior (academias do Império), mantendo também sempre presente a preocupação com a formação moral e religiosa dos alunos.

Procurando ajustar o colégio às características individuais dos alunos, o professor Kopke realizou um trabalho pioneiro, dividindo os alunos em pequenos grupos de estudo ou turmas de igual grau de inteligência e adiantamento, o que permitia aos professores um atendimento individual a cada um dos alunos destes pequenos grupos.

Antecipava-se assim, o referido professor a outros educadores que, partindo da diferenciação tipológica, buscava uma diferenciação metodológica para conseguir uma autêntica individualização do ensino.

Tudo isto só se tornou possível pela ação de professores recrutados entre os melhores elementos do magistério nacional, entre os quais destacamos: João Batista Calógeras, José Ferreira da Paixão, Barão de Tautphoeus, Emílio Chevalier, Barão de Schneeburg e Bernardo Falleti.

O Colégio Kopke foi a seu tempo, é preciso que se reconheça, um dos melhores educandários do país, referindo-se Fernando de Azevedo, ao seu Diretor, como um dos grandes batalhadores em prol da elevação dos estudos no Brasil e da renovação do ensino.

 2 de janeiro de 1883

Instalação do Hotel Orleans no prédio edificado no Quarteirão Renânia Inferior, pelo Comendador Fernando de Castro de Abreu Magalhaes.

O referido Hotel, tornou-se famoso por seu conforto e luxo de suas instalações e por ter hospedado destacadas personalidades da época.

Em 2 de maio de 1891, o prédio foi adquirido pela Companhia Grandes Hotéis pertencente a Antônio Pereira de Campos, proprietário do famoso Hotel Bragança. Nesta época, o Hotel Orleans foi palco de grandes festividades, hospedando políticos e personalidade da Corte.

Os dois hotéis, o Orleans e o Bragança, comunicavam-se, segundo nos informa Walter Bretz,  “por meio de rede telefônica particular”.

7 de janeiro de 1848

Nasceu Hermogênio Pereira da Silva, na Fazenda do Engenho Novo do Retiro, Freguesia de Cordeiros, Município de São Gonçalo, Província do Rio de Janeiro.

Filho de Hermogênio Pereira da Silva e de Dona Cândida Tibre Pereira da Silva, fez seus estudos preparatórios no famoso Colégio Freese em Nova Friburgo e doutorou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro.

Ainda acadêmico, ofereceu-se ao Governo Brasileiro para servir como voluntário nos hospitais de sangue, na Guerra do Paraguai, sendo por várias vezes citado na ordem do dia, pelos relevantes serviços prestados.

Abolicionista e republicano convicto, participou de ambas as campanhas, tendo sido um dos fundadores do Clube Republicano de Petrópolis.

Sua carreira política foi extraordinária. De 1881 a 1884 integrou como vereador a Câmara Municipal do Rio de Janeiro, ocasião em que apresentou projetos de grande relevância  que infelizmente não tiveram execução.

Em Petrópolis, após a Proclamação da República, foi nomeado Delegado de Polícia do Termo de Petrópolis, sendo assim a primeira autoridade republicana legalmente constituída em nossa cidade.

Eleito Deputado Estadual em 1892, foi um dos que mais se empenharam na elaboração da Constituição, cujo projeto então se discutia.

Foi vereador à Câmara Municipal em diversas legislaturas, ocupando a  Presidência da mesma, à qual estavam confiadas atribuições executivas.

Petrópolis lhe ficou devendo a iniciativa e realização de vários empreendimentos, entre os quais destacamos:  o abastecimento domiciliar de água potável, com a construção do reservatório do Caxambu, a iluminação pública e particular por meio de eletricidade, Companhia Tattersall Brasileira, responsável pelo tráfego de diligências entre o centro da cidade e os bairros, instalação de carros elétricos sobre trilhos, que funcionou até julho de 1939, aquisição do edifício onde funciona a Câmara Municipal, o primeiro Código de Posturas do Município de Petrópolis e tantos outros.

Os serviços por ele prestados ao Município e à sua população foram tão importantes que o saudoso historiador Antônio Machado, assim se expressou a seu respeito:

“… Sua biografia confunde-se com a história de Petrópolis nos primeiros vinte anos de vida republicana, nos quais, direta ou indiretamente, na esfera política ou administrativa, a intervenção desse dirigente de incomuns qualidades se fez sentir invariavelmente no sentido de bem servir à causa pública”.

Hermogênio Silva abandonou a vida pública em 1910 e faleceu em Petrópolis, aos 67 anos de idade, a 5 de maio de 1915.

15 de janeiro de 1901

Foi lavrada a escritura pública de doação do terreno de propriedade de Manoel Joaquim Valadão, para construção da Igreja de Santo Antônio no Alto da Serra.

O Visconde de Ouro Preto, chefe do último Gabinete da Monarquia, que possuía residência no Alto da Serra, grande amigo do proprietário do terreno, foi quem conseguiu a doação do mesmo.

Graças aos esforços de Frei Ciríaco, Frei Celso Dreilling e Frei Ambrósio Johakning, que se sucederam na direção das obras, foram as mesmas concluídas a 20 de junho de 1905 e, cinco dias mais tarde, segundo nos informa Afonso F. Rocha: “Frei Ambrósio celebrou missa solene, durante a qual foi executada pela primeira vez a Missa de Santo Antônio, expressamente composta para a solenidade, sendo o coro acompanhado pela orquestra do maestro Paulo Carneiro.

26 de  janeiro de 1927

Faleceu, no palácio episcopal de Soledade, em Niterói , o Bispo Dom Francisco Benassi.

Ordenado sacerdote a 17 de maio de 1891, foi professor do Seminário do Rio Comprido, vigário da Candelária, de Petrópolis e do Engenho Novo, recebendo da Santa Sé , em 1906, as honras de Prelado Doméstico de sua Santidade o Papa.

Sagrado Bispo em 10 de maio de 1908, realizou inúmeras obras durante o tempo em que pastoreou a Diocese Fluminense, merecendo destaque, a fundação do Seminário Diocesano de São José, em Niterói, a criação do Retiro Espiritual dos Sacerdotes, em 1910, e seus esforços pela criação de uma imprensa católica na Diocese, o que lhe valeu o apelido carinhoso de “Bispo da Boa Imprensa”.

Coube-lhe ainda, inaugurar a Catedral de São Pedro de Alcântara, ainda inacabada, em 29 de novembro de 1925, procedendo na oportunidade a Bênção da Nova Matriz e transladando em solene procissão, o Santíssimo sacramento para o novo Templo, conforme ata lavrada na oportunidade pelo Padre Conrado Jacarandá.

27 de janeiro de l852

Faleceu em sua Fazenda de São Silvestre, nas proximidades de Areal, o Sargento Mor José Vieira Afonso, filho do casal Manoel Viera Afonso e Dona Catarina Josefa de Jesus.

José Vieira Afonso, Cavaleiro da Ordem de Cristo, Membro da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Monte do Carmo, da Irmandade do Divino Espírito Santo, homem de consideráveis recursos, fidalgo bastante conhecido, após a morte de sua mãe, herdou a Fazenda do Córrego Seco, da qual tomou posse legítima em 17 de abril de 1828.

A sede da referida fazenda ficava localizada na atual rua Marechal Deodoro, onde funcionou durante muito tempo a pensão Geoffroy e onde hoje se acha localizado o Edifício Pio XII.

Em 6 de fevereiro de 1830, a Fazenda do Córrego Seco, onde mais tarde se levantaria o centro urbano de Petrópolis foi adquirida por Dom Pedro I a José Vieira Afonso e sua mulher Dona Rita Maria de Jesus.

28 de janeiro de 1868

Faleceu no Rio de Janeiro, em sua residência, a Quinta da Joana, sendo sepultado no Cemitério da Ordem Terceira de São Francisco de Paula, a que pertencia, o Conselheiro Paulo Barbosa da Silva, Mordomo da Casa Imperial.

Nasceu em 25 de janeiro de 1794, em Matosinhos, na então Vila Real de Nossa Senhora da Conceição de Sabará, sendo o quinto filho do casal Antônio Barbosa da Silva, coronel de um regimento de cavalaria estacionado naquela vila e de Dona Ana Maria de Jesus, de uma das mais tradicionais família daquela região.

Inclinado à carreira militar, assentou praça como cadete agregado, com apenas 14 anos de idade, num Regimento de Cavalaria de Minas Gerais.

Vindo para o Rio de Janeiro em 1917, tomou parte ativa na campanha que se processava pela independência e, em 1825, já proclamada a Independência, foi enviada à Europa, com alguns colegas de farda para aperfeiçoar seus estudos na Escola de Engenharia e Artilharia de Metz.

Mais tarde, teve participação destacada nas negociações que culminaram com o segundo casamento de Dom Pedro I, com Dona Amélia de Leuchtenberg, princesa da Baviera.

Em 1822 foi promovido a Capitão, sendo transferido para o Imperial Corpo de Engenheiros.

Em 1833, foi indicado para o cargo de Mordomo da Casa Imperial, competindo-lhe, de conformidade com a legislação em vigor, a administração dos bens do Monarca e dos Príncipes.

O sonho do Imperador Dom Pedro I de construir em sua Fazenda do Córrego Seco um Palácio de Verão, encontrou, posteriormente, em Paulo Barbosa um ardoroso defensor

Comentando o importante papel desempenhado pelo Mordomo Paulo Barbosa da Silva, na fundação de Petrópolis, assim se manifestou o Alcindo Sodré: “Desde a sua atuação no contrato para o preparo inicial da colonização do Córrego Seco, e depois, no desenvolvimento da povoação incipiente, encontramos sempre o olhar vigilante e interessado de Paulo Barbosa”.

De 1846 a 1854, serviu nas Embaixadas do Brasil na Rússia, na Alemanha e na França. Retornando à pátria, reassumiu suas antigas funções, realizando, apesar de seu precário estado de saúde, importantes realizações administrativas, além de ter preiteado e conseguido das Câmaras a lei que permitiu libertar quinhentos  e tantos escravos da nação a serviço da Coroa.