CASA DO COLONO – 30 ANOS

Joaquim Eloy Duarte dos Santos

Petrópolis possui em seu acervo de cultura e turismo um brinco, uma jóia, uma preciosidade. É a “Casa do Colono”, marco de um tempo, de uma geração que moldou a face da cidade e aprimorou o caráter petropolitano mais autêntico.

É uma construção simples, edificada em terras do foreiro Gottlieb Kaiser, no Quarteirão Castelânea, escolhida para deixar à posteridade um marco da ocupação pelos germânicos de nossas terras, a eles aforadas pelo Imperador D. Pedro II.

Ali é tudo rústico, como a vida de nossos habitantes a partir de 1845, com boa visitação e despertando curiosidade e admiração. Há 30 anos, em um dia 16 de março, ela foi inaugurada com respeito e festividades e, desde então, vem sofrendo com os azares da sorte política. Talvez, considerada filha menor diante de tantas construções pomposas e instituições culturais do Centro Histórico, ela não deva merecer maior atenção. Seus bens podem ficar obscurecidos pelo descaso, como se fora um patinho feio rejeitado.

Que engano e falta de visão turística e cultural.

A ‘Casa do Colono” deveria ser um brinco de respeito, consideração e carinho, porém, encontra-se caidinha, o que é uma pena. Alguns reais, que nada representariam para a “burra” municipal, maquiariam a Casa de forma a, se não dignificá-la como merece, pelo menos causar menor constrangimento àqueles que dela cuidam e aos visitantes que a visitam em bom número.

E, por último, o aniversário de 30 anos de sua fundação está passando em branco. Tomem nota: 16 de março de 2006: 30º aniversário da instalação da “Casa do Colono”. Parabéns a todos que respeitam nossa cultura e têm visão de nossa projeção turística no cenário mundial..