WALTER JOÃO BRETZ – Resumo biográfico

Gabriel Kopke Fróes

Nasceu Walter João Bretz em Petrópolis, a 20 de junho de 1882, filho de Felipe Bretz e de Maria Elisa Auler Casqueiro. Iniciou seus estudos aos seis anos com o professor Frederico Stroele e completou-os no Colégio Brasileiro-Alemão do professor Hans Heilborn.

Com apenas 15 anos, emprega-se no armazém de secos e molhados de Land, Avelar & Cia. Trabalha após no depósito de cerveja do pai e no salão Floresta.

Em 15 de julho de 1900, ingressa na “Gazeta de Petrópolis” como repórter.

Fundada “Tribuna de Petrópolis” a 9 de outubro de 1902, a ela se incorpora Walter João Bretz para sempre. Seu primeiro artigo sobre a história de Petrópolis foi publicado nos números de Tribuna de Petrópolis de 28 e 30 de junho e 2 de julho de 1904; e o último deve ter sido o “1º Batalhão de Caçadores” publicado na mesma ”Tribuna de Petrópolis” de 7 de setembro de 1943

Mas não foi só com “Tribuna de Petrópolis” que Walter Bretz colaborou: quase todos os jornais de Petrópolis publicaram os seus apreciados artigos, podendo entre eles, ser destacados O Comércio, com 26 trabalhos; Jornal de Petrópolis com 11; Pequena Ilustração com 2; A Gazeta, O Século, A Hora e Jornal do Itamarati. Na Tribuna de Petrópolis, seus artigos foram mais de 130. A maioria dos artigos de Walter Bretz foi publicada sob o pseudônimo de “João de Petrópolis”.

Walter Bretz, no entanto, nunca foi jornalista profissional. A vida ele a ganhou, inicialmente, no comércio. Em 5 de maio de 1901, ingressou no funcionalismo municipal como praticante da Contadoria, cargo que, a 16 de abril de 1910, deixaria para assumir o de praticante da agência local dos Correios. No serviço federal então, fez carreira, galgando todos os postos hierárquicos, inclusive o de Agente, o mais elevado de todos, para o qual foi nomeado a 29 de dezembro de 1922.

Walter João Bretz (1882-1944) – Foto Hees

coleção particular Dr. Felipe Eduardo Bretz

Fez parte – figura proeminente que era – das principais instituições da terra.

Foi sócio fundador e tesoureiro do Círculo de Imprensa, fundado em 1916; presidiu a Associação Petropolitana de Sports, como mediador, de 13 de maio a 12 de julho de 1923; presidiu o Museu Histórico de Petrópolis, datando sua nomeação de 7 de abril de 1933; fez parte da Comissão do Centenário de Petrópolis, constituída em 1937; presidiu, de 17 de maio a 19 de agosto de 1938, a Associação Petropolitana de Imprensa; foi um dos sócios fundadores do Instituto Histórico de Petrópolis; em 8 de agosto de 1941, foi agraciado com o título de sócio honorário da Associação Comercial e Industrial de Petrópolis; foi sócio honorário da Real Sociedade Portuguesa de Beneficência, membro da Academia Petropolitana de Letras e oficial da Guarda Nacional.

Em princípio de 1944, com a saúde abalada, Walter Bretz licenciou-se das funções de chefe da Agência Postal Telegráfica de Petrópolis que era, então, o seu cargo e a 27 de maio de 1944 foi aposentado. Era o fim de carreira de um dos mais dignos petropolitanos de todos os tempos.

Pouco gozou Bretz, no entanto, do benefício da aposentadoria, porque a 22 de outubro de 1944, entregava a alma ao Criador.

Pelo Decreto-Lei nº 116 de 25 de maio de 1945, a Municipalidade deu o nome de Walter Bretz a uma rua do Quarteirão Nassau.