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Carlos Tasso de Saxe-Coburgo e Bragança (Dom)

DONA JANUÁRIA DE BRAGANÇA, A PRINCESA DA INDEPENDÊNCIA – O CONDE D’AQUILA E A LUTA FAMILIAR CONTRA GARIBALDI

Dona Januária de Bragança, a Princesa da Independência – O Conde d’Aquila e a luta familiar contra Garibaldi – Carlos Tasso de Saxe-Coburgo e Bragança (Dom), Associado Correspondente   Quem foi Dona Januária? Sua figura esteve sempre à margem da história, sendo desconhecida pelo grande público. De qualquer maneira, sua personagem esteve ofuscada pela do irmão, o grande Imperador Dom Pedro II. Dona Januária é, sem dúvida, uma personalidade singular. O berço lhe proporcionou uma altíssima posição, e glórias. A vida lhe reservou o destaque da pátria, o exílio, a penúria, e desgostos familiares. A sua bondade e a sua primorosa e inata educação a ajudaram a superar a sequência de grandes golpes, sempre suportados desde a infância. Ela herdou a grandeza de ânimo de sua mãe, a Imperatriz Dona Leopoldina, sem ter, no entanto, o privilégio da mesma visão política e cultural. Era tímida, sensível, introvertida. Ela não era bonita e não irradiava vivacidade, seu semblante era sério e meditativo. A estatura era mediana, mas o porte era de rainha. Nasceu como Infanta de Portugal, foi chamada de “Princesa da Independência”, foi a primeira princesa imperial do Brasil, irmã de um imperador e de uma rainha aparentada com todas as cabeças coroadas católicas na Europa. Quando nasceu, no Paço de São Cristóvão, em 11 de março de 1822, a Corte estava de luto. Havia falecido, poucas semanas antes, o pequeno Dom João, precedido do irmão Dom Miguel, dois anos antes, em abril de 1820. Bem podemos imaginar a ânsia dos pais, já tão provados pela mortalidade infantil, que naquele tempo assolava as famílias. A natividade de Dona Januária ocorreu em momento de grande reboliço político. A Independência estava na ante porta, à espreita. A pequena herdeira, mimada por todos, foi solenemente batizada na Capela Imperial uma semana após o nascimento, recebendo o nome que a ligaria à sua cidade natal, seguido por mais onze nominativos tradicionais nas famílias reais de Portugal e do Brasil. Em seis meses, ela passaria de Infanta de Portugal à “Princesa da Independência”, como a “vox populi” a apelidou. Ela não ficaria sozinha na “creche imperial”, pois em 1823, a mesma foi agraciada com o nascimento de Dona Paula Mariana, seguida, em 1824, por Dona Francisca. Por último, nasceu, em 1825, a grande esperança da dinastia, o futuro Dom Pedro II. Porém, nuvens sombrias começaram a se abater sobre os pequenos infantes. Dona Januária tinha quatro […] Read More

DOM SEBASTIÃO, o INFANTE CARIOCA

DOM  SEBASTIÃO,  o  INFANTE  CARIOCA Dom Carlos Tasso de Saxe-Coburgo e Bragança (Dom), Associado Correspondente Muito se tem escrito sobre a chegada da família Real ao Brasil. Os 200 anos foram festejados com conferências,  publicações e hóspedes ilustres foram trazidos à nossa terra. A importância desse evento para a Terra Santa Cruz foi festejado com entusiasmo e sublinhado dizendo-se  que este acontecimento tinha sido um dos maiores, senão o maior, presente que Portugal nos fez. Nós o devemos ao senhor Bonaparte, um corso de origem italiana, que a si mesmo proclamou Imperador e que de qualquer maneira transformou o mundo de então. Em todos os acontecimentos, no entanto, fogem pequenos particulares. De um desses desejo ocupar-me. É uma migalha histórica, que passou desavisada nas imponentes dissertações que enfeitaram a vinda da Corte Lusitana para a ex-Colônia, para o Vice-Reino, para o Reino e para o futuro Império. Tivemos uma ascensão rápida e única na história. Dentro do turbilhão da chegada da Corte, passou quase desapercebido um jovem. Tinha 22 anos. Dizem que não era bonito, faltam-nos retratos para confirmar esta afirmação. Caminhava ao lado do Regente, era quase a sua sombra, era o seu sobrinho predileto, era o Infante Dom Pedro Carlos. Para se chegar ao personagem objeto desse estudo, temos que olhar para trás na história. Em 1785, a Infanta Dona Maria Ana Vitória, irmã de Dom João, casava com o riquíssimo Infante Dom Gabriel da Espanha, filho predileto do Rei Carlos III. A Infanta tinha 20 anos. Em 1786 nascia em Aranjuez Pedro Carlos; foi batizado e recebeu 18 nomes. (1) 1.Devemos a religiosidade da Casa de Bourbon à tradição de dar seus recém-nascidos uma imponente série de nomes de santos protetores. Um neto de Dom Pedro Carlos chegou ao primado de receber uma carga de bem 27 apelidos. Em geral a imposição dos nomes era aliviada, aplicando-se após pelo menos 15-20 denominações a fórmula: “y todos los santos”. A mortandade infantil naquele tempo era altíssima e assim esta praxe era uma invocação, um pedido a uma tão necessária proteção celeste. Seguiram-se dois partos infelizes. A varíola grassava na Espanha e em 1788, com a distância de 18 dias, o pequeno Pedro Carlos perdeu os pais. Tinha dois anos; o Rei Carlos III, prostrado com a morte do jovem casal, tomou a si a formação do neto. O menino tinha nascido debaixo de uma má constelação, pois vinte […] Read More

ARQUIVO BORBÔNICO DE NÁPOLES E A SUA HISTÓRIA (O)

  O ARQUIVO BORBÔNICO DE NÁPOLES E A SUA HISTÓRIA Carlos Tasso de Saxe-Coburgo e Bragança (Dom), associado correspondente Falar de arquivos é sempre um argumento difícil, sobretudo por quem como eu não é arquivista. Peço portanto aos amáveis ouvintes que não aguardem um desfile de fascículos, dossiers, pastas e documentos. Desejo, antes de mais nada, apresentar os detentores do arquivo em questão, fazendo uma introdução, que possa posicionar do ponto de vista histórico a presente comunicação. Será somente um tênue fio que nos levará do momento da passagem do Vice-Reinado espanhol e da ocupação austríaca ao Reino das Duas Sicílias até ao seu desaparecimento. Temos que omitir, por falta de espaço, muitíssimos acontecimentos políticos importantes desse período a fim de seguir exclusivamente a continuidade da família real e a preservação dessa valiosa documentação. O dia 10 de maio de 1734 foi um dia importante para Nápoles. Concluíam-se vinte sete anos de ocupação da Áustria, que foram precedidos por dois séculos de Vice-Reinado espanhol. Esta data mudou o destino do Reino das Duas Sicílias e Nápoles voltava a ser uma capital. Era um reino autônomo e independente apesar da tutela de Madrid. O novo rei foi Carlos, filho de Philippe V da Espanha e de Elisabetta Farnese. Tinha apenas 18 anos e foi originariamente Duque de Parma e Piacenza. O jovem Carlos encontrou um reino saqueado e em grande desordem, mas ele se jogou de corpo e alma nesta tarefa, para o saneamento do estado. Casou com 22 anos com Maria Amália, filha do Rei da Saxônia, que tinha no momento da assinatura do contrato matrimonial 14 anos. Tiveram 13 filhos. Carlos trouxe para Nápoles o precioso arquivo, repleto de valiosos pergaminhos, todas as coleções e tesouros artísticos herdados dos Farnese, começando as construções mais imponentes, que ainda hoje enfeitam o ex-reino. Podemos mencionar o “Albergo dei poveri”, onde centenas de deserdados encontraram abrigo, assim como os palácios de Portici e Capodimonte. Foi um bom rei, mas com a morte do meio irmão Ferdinando VI foi chamado a reinar sobre a Espanha com o nome de Carlos III. A sua aventura napolitana acabou, depois de 20 anos em 6 de outubro de 1759 com a sua abdicação e a investidura do herdeiro. Foi um homem justo e honesto. Antes de embarcar, entregando aos ministros as jóias da coroa, tirou um anel do dedo, encontrado nas escavações de Pompéia, dizendo: “este […] Read More

IMPERATRIZ DONA LEOPOLDINA – SUA PRESENÇA NOS JORNAIS DE VIENA E A SUA RENÚNCIA À COROA IMPERIAL DA ÁUSTRIA (A)

  A IMPERATRIZ DONA LEOPOLDINA – SUA PRESENÇA NOS JORNAIS DE VIENA E A SUA RENÚNCIA À COROA IMPERIAL DA ÁUSTRIA Dom Carlos Tasso de Saxe-Coburgo e Bragança Sobre a nossa primeira Imperatriz amiúde se escreveu, grande parte de sua enorme correspondência foi publicada. Sua atuação política foi analisada. A importância da mesma em nossa Independência e a sua grande envergadura moral foi louvada. Leopoldina, Arquiduquesa d´Áustria, Princesa real de Portugal, do Brasil e de Algarves, Duquesa de Bragança (gravura de Artaria et Comp., Biblioteca Nacional, Viena) A vida familiar, os interesses intelectuais, o amor pelo Brasil, as suas aspirações, alegrias e as suas grandes provações são conhecidas. Mas como era vista pela imprensa a filha do Imperador Francisco II (1) na sua Viena? (1) Francisco II, com o falecimento de seu pai, Leopoldo II, em 1792 Imperador do Sagrado Romano Império Germânico. Com a dissolução do Sagrado Império R.G. em 11 de abril de 1804 assumiu o titulo de Francisco I da Áustria. Nasceu em Florença em 12 de fevereiro de 1768 e faleceu em Viena em 2 de março de 1835. Foi casado 4 vezes:1. com a Princesa Wilhelmine do Württemberg (1767-1790) em 6 de janeiro de 1788; 2. com a Princesa Maria Theresia de Bourbon das Duas Sicílias (1772-1807), em 19 de setembro de 1790; 3. com a Arquiduquesa Maria Ludovica da Áustria-Modena-Este (1787-1816), em 6 de janeiro de 1808; 4. com a Princesa Carolina Augusta da Baviera (1792-1873), em 10 de novembro de 1816. No início era uma das tantas Arquiduquesas, que mais tarde ou mais cedo, deveriam fornecer um objeto para alianças políticas. Leopoldina, todavia foi uma figura, que sobressaiu pelo seu casamento, fora do comum, pela expedição científica que a acompanhou no novo mundo, pela sua atuação política, por ser mãe do Imperador Dom Pedro II e de Dona Maria II e pelo seu prematuro fim. Ainda hoje ela é estudada e admirada no Brasil e na Áustria. Os jornais da época nos fornecem ainda detalhes, pequenos muitas vezes, mas que em parte, não foram considerados pelos historiadores. A imprensa naquele tempo era singela, não realizavam reportagens ou entrevistas, como hoje é uma normalidade. Os acontecimentos, mesmo aqueles da Corte, eram tratados de maneira simples, podemos dizer, quase como nos “Diários Oficiais” dos nossos dias. Apesar disso os diários são, sem duvida, ainda uma fonte preciosa, que nos permite seguir determinadas ocorrências, as quais […] Read More

TRABALHOS PUBLICADOS – Carlos Tasso de Saxe-Coburgo e Bragança (Dom)

  TRABALHOS PUBLICADOS Carlos Tasso de Saxe-Coburgo e Bragança (Dom), associado correspondente LIVROS “Vultos do Brasil Imperial na Ordem Ernestina da Saxônia” Anais do Museu Histórico Nacional, Rio de Janeiro, vol. XII, 1961 “O Ramo Brasileiro da Casa de Bragança” Anais do Museu Histórico Nacional, Rio de Janeiro, vol. XVIII, 1868 “O Imperador e a Atriz” – Dom Pedro II e Adelaide Ristori Editora Universidade de Caxias do Sul, 2007 “A Princesa Flor” – Dona Maria Amélia, a filha mais linda de D. Pedro I do Brasil e IV do Nome de Portugal Edição Direção Regional Assuntos Culturais, Funchal, Madeira, 2009 Prêmio “8º Conde dos Arcos“ da Academia Portuguesa da História, no ano de 2010 “Dom Pedro II em Viena 1871-1877” Editora Insular, I.H.G.S.C., Florianópolis, 2010 “Dona Maria Amélia de Bragança” Academia Portuguesa da História Ed. e Conteudos S.A., Aveleda, Portugal, 2011 “A Intriga” – Retrospecto de Intricados Acontecimentos Históricos e suas Consequências no Brasil Imperial Editora Senac, São Paulo, 2011 “Dom Pedro na Alemanha” – Uma Amizade Tradicional Editora Senac, São Paulo, 2014 “O Mistério do Livro Perdido” (Romance histórico) Ed. Viajante do Tempo, Rio, 2018   DISCURSO DE PARANINFO Pronunciado na formatura da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de São Bento da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, no Teatro Colombo, a 7 de janeiro de 1953 “Jornal do Commércio”, Rio de Janeiro, 12 de janeiro de 1953 “Jornal de Petrópolis”, 11 de janeiro de 1953 “Reconquista”, Revista Trimestral, São Paulo, Janeiro-Março de 1953 “Revista da Universidade Católica de São Paulo”, vol. III, fasc. 5, 1953 ENSAIOS “Precioso Achado” A aliança nupcial de Dom Pedro I na Suécia “O Jornal”, Rio de Janeiro, 29 de novembro de 1953 “Rev. I.H.G.B.”, vol. 224, p. 316, ano 1954 “Pio XII e a Redentora” “O Jornal”, Rio de Janeiro, 27 de dezembro de 1953 “Rev. I.H.G.B.”, vol. 225, p. 267, ano 1955 “Poesias de Além Mar” Uma desconhecida glória do Brasil. “O Jornal”, Rio de Janeiro, 21 de fevereiro de 1954 “Rev. I.H.G.B.”, vol. 226, p. 267, ano 1955 “Joaquim Caetano da Silva – Contactos com D. Pedro II” “O Jornal”, Rio de Janeiro, 6 de abril de 1958 “Diario de São Paulo”, 20 de abril de 1958 “Rev. I.H.G.B.”, vol. 240, p. 84, ano 1958 “Rev. I.H.G.e A.”, do Ceará – LXXIII 1959 “Rev. I.H.G.S.P., vol. 55, 1959 “Os Taunay e a Família Imperial do Brasil” Palavras pronunciadas no Instituto […] Read More

DUQUE DE SANTA CRUZ – CONTRIBUIÇÃO À SUA BIOGRAFIA (O)

DUQUE DE SANTA CRUZ – CONTRIBUIÇÃO À SUA BIOGRAFIA (O) Carlos Tasso de Saxe-Coburgo e Bragança (Dom), Associado Correspondente Sendo Augusto de Leuchtenberg o irmão mais velho da Imperatriz Dona Amélia desejo emitir uma apresentação, quanto à sua origem. Pouco se sabe no entanto sobre a sua existência a não ser a viagem ao Brasil, seu casamento com Dona Maria da Glória e o seu prematuro fim, deixado sempre envolvido num ar de mistério. Limitadas são também as fontes bibliográficas sobre a sua vida. Os Arquivos Bernadotte e Leuchtenberg me forneceram alguns dados, que aqui desejo apresentar, esperando animar algum dos nossos historiadores a escrever uma definitiva biografia do primeiro Duque Brasileiro. A família Beauharnais Leuchtenberg surgiu na história européia depois do Congresso de Viena. Eugênio, o filho adotivo de Napoleão, superou a debacle napoleônica graças à acolhida do sogro, Maximiliano I da Baviera, que o estimava como um filho e que o investiu do antigo Ducado de Leuchtenberg, cuja família se havia extinguido. Grandes também eram os meios financeiros do novo Duque de Leuchtenberg, que adquiriu posteriormente do Governo da Baviera, o Principado de Eichstätt, que lhe proporcionou um assento na Câmara dos Príncipes Alemães. Mandou construir em seguida um dos mais importantes palácios de Munique, instalou no mesmo uma verdadeira Corte, que irritou profundamente o então Príncipe Herdeiro, o futuro Rei Luís I. A Duquesa Augusta, com suas ligações de família e a sua ambição, fez o resto. Apesar de ter tido um casamento feliz com Eugênio, foi um conúbio forçado pelo pai, que recebeu em troca, por parte de Napoleão, a sua elevação de Príncipe Reinante a de Rei da Baviera. Ficou todavia o complexo, casada que foi com um nobre napoleônico, em quanto a irmã Charlotte contraiu núpcias antes com o Rei Württemberg e depois com Francisco I da Áustria. O irmão Luís, o futuro Rei Luís I em particular, como já mencionei, não via de bons olhos esta intrusão dos Leuchtenberg em Munique sob a proteção do seu real pai. A tensão entre os Leuchtenberg e Luís I nunca se acalmou. Augusta por isso também procurou, em revide, arranjar os melhores casamentos para seus numerosos filhos. Começa em unir a filha Josefina ao futuro Rei Oskar I da Suécia, em 1823. Em 1826 Eugênia ao Príncipe Herdeiro de Hohenzollern-Hechingen. Cada enlace era um acontecimento que Luís tinha de engolir e aos quais se limitava em […] Read More

PRINCESA ENTRE A CORTE E O MATO – THERESA DA BAVIERA – (UMA)

Dom Carlos Tasso de Saxe-Coburgo e Bragança – Associado Correspondente O Brasil sempre foi uma grande atração para os botânicos e etnólogos. Sobretudo os cientistas de língua alemã se distinguiram. Entre os primeiros que se notabilizaram, encontrava-se Maximiliano de Wied-Neuwied, o qual se aventurou no nosso interior de 1815 a 1817. Numa obra notável e ricamente por ele ilustrada, tornou o Brasil mais conhecido. Se até então uma grande parte de exploradores eram colecionadores, com a vinda de Dona Leopoldina ao Brasil isto mudou. Uma série de cientistas aproaram, em grande parte financiados pelos seus soberanos. Longa seria esta relação, mas não podemos nos subtrair de mencionar von Martius e von Spix. Mundialmente são conhecidas as obras destes eminentes sábios, que percorrendo o Brasil entre 1818 e 1820 deixaram, entre as inúmeras obras, a famosa “Flora Brasiliensis” universalmente conhecida, que Oliveira Lima denominou como “um dos mais notáveis monumentos da mente humana”. Não devemos esquecer também o grande naturalista Pohl, com a sua importante obra publicada entre 1832 e 1837, sobre a sua expedição ao interior do Brasil. Na longa lista de cientistas que analisaram o interior, sua famosa flora e etnologia merece outrossim uma menção, o Príncipe Alberto, sobrinho do Rei Guilherme III da Prússia. Este desembarcou no Rio em 1842, trazendo uma selecionada comitiva. Iniciou a sua viagem homenageando Dom Pedro II, pois trazia nas suas malas a Ordem da Águia Negra para ele, a maior distinção do seu país. Comprida a missão diplomática, iniciou a missão científica. Esta consistia na exploração do Xingu, o então desconhecido afluente do Amazonas. Esta aventurosa expedição também teve como resultado uma importante publicação em 1842/43 que é um diário ilustrado pelo próprio Príncipe que encontrou grande apreciação de Humboldt. Na guarnecida lista de cientistas, von Martius permanece todavia a maior glória. Até ao fim da sua vida ele manteve contatos com o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, do qual era membro, e Dom Pedro II em 1872, passando por Munique, foi depositar flores na sua tumba. Nós conhecemos o grande interesse da Imperatriz Dona Leopoldina pela fauna, flora e mineralogia do Brasil. É a primeira mulher que se interessou pela mesma e que através dos cientistas trazidos em sua comitiva, como Johann Natterer, enviou importantes objetos indígenas, os mais variados minerais, plantas e animais empalhados para o Museu de História Natural de Viena. O famoso Natterer ficou depois 18 anos percorrendo […] Read More