Generic selectors
Extato
Buscar no Título
Buscar no Texto
Buscar em Posts
Buscar em Paginas







Paulo Roberto Martins de Oliveira

GENEALOGIA – FAMÍLIA NOEL

  GENEALOGIA – FAMÍLIA NOEL Paulo Roberto Martins de Oliveira, ex-Associado Titular, Cadeira n.º 10 – Patrono Carlos Grandmasson Rheingantz, falecido Há 19 anos, mais precisamente nos dias 26/02, 18 e 25/03/1984, pelo ilustre e saudoso genealogista Carlos G. Rheingantz, foram publicadas em 3 partes, com o título “Quem Povoou Petrópolis”, na Tribuna de Petrópolis, parte dos dados históricos – genealógicos da nossa família NOEL. Na época, o genealogista acima citado, deixou algumas lacunas para posteriormente serem preenchidas, porém, por vários motivos, isto não foi realizado. Eu, Paulo Roberto Martins de Oliveira, neto de Emília Noel e trineto do colono germânico Johann Noel – membro titular do IHP (Instituto Histórico de Petrópolis) e do CBG (Colégio Brasileiro de Genealogia), resolvi acertar, atualizar e dar continuidade a este grandioso trabalho de pesquisa histórico – genealógico dos ascendentes e descendentes do casal Johann Noel e Elisabeth Catharine Mathieu, que no mês de agosto do ano de 1845 (entre outras famílias germânicas), chegaram para colonizar e povoar Petrópolis. Este trabalho de estudo e pesquisa, que remonta há mais de 300 anos, merece ser conhecido por toda a nossa família. Quando estiver pronto, teremos conhecimentos das nossas origens e de todos os nossos parentes do passado e do presente, pois a nossa história genealógica tem início a partir do conhecimento do nascimento de Franz Noel, que ocorreu no ano de 1670 em Ethe (hoje na Bélgica) e que foi o trisavô do colono germânico Johann Noel. Vale ressaltar que ligadas às nossas raízes, em solo petropolitano, estão várias famílias, sendo que as primeiras foram Maiworm, Gorges e Hartmann, através de enlaces matrimoniais com as filhas de Johann Noel. Isto quer dizer que, por laços sangüíneos, os descendentes destas 3 primeiras famílias e de outras que mais tarde se uniram aos Noel em Petrópolis, são nossos parentes. A família Noel tornou-se muito grande e, como eu, a maioria não se conhece. Chegou o momento de efetivar os laços de amizade pelo nosso grau de parentesco e, para tanto, espero contar com a colaboração de todos no preenchimento correto e legível dos dados familiares e endereço de cada um, na Ficha Cadastral Individual que segue abaixo. Antecipadamente agradeço e peço a todos para o mais breve possível remeterem as fichas para Paulo Roberto Martins de Oliveira – Avenida Ipiranga, 880-F – Centro – CEP 25610-150 – Petrópolis – RJ e para qualquer esclarecimento, ligar para o […] Read More

QUATRO ETNIAS NA FUNDAÇÃO DE PETRÓPOLIS: AFRICANOS, ALEMÃES, FRANCESES E PORTUGUESES

  QUATRO ETNIAS NA FUNDAÇÃO DE PETRÓPOLIS: AFRICANOS, ALEMÃES, FRANCESES E PORTUGUESES. Paulo Roberto Martins de Oliveira, ex-Associado Titular, Cadeira n.º 10 – Patrono Carlos Grandmasson Rheingantz, falecido Há algum tempo venho identificando quem foram os primeiros moradores de Petrópolis, na época da sua fundação em 16/03/1843. Muitos historiadores e pesquisadores em artigos publicados em livros e materiais diversos, ora e outra aparecem com nomes avulsos ou até com relações. Porém, a maioria é de pessoas que não permaneceram em nossa região. Uns porque não se adaptaram e outros que se foram por motivos que ignoramos. Contudo, a maioria dos que ficaram pode ser identificada pela descendência através da localização de diversos documentos de suas famílias. Este breve histórico sobre a povoação e a fundação de Petrópolis inicia-se por um roteiro de acontecimentos a partir de 1830, quando D. Pedro I adquiriu a Fazenda do Córrego Seco e em seguida com a presença do principal responsável pela fundação de Petrópolis, o então primeiro tenente Julio Frederico Koeler, que em 1832 teve o primeiro contato com a serra da Estrela para dirigir os trabalhos de reparos necessários na Estrada “Calçada de Pedras”, tendo as obras iniciadas em agosto do mesmo ano. Em 10/07/1835 a Província do Rio de Janeiro foi dividida em 4 seções de obras públicas e Koeler foi nomeado chefe da 2ª seção. De imediato ele foi incumbido de executar o plano e orçamento da construção da ponte sobre o Rio Paraíba (Paraíba do Sul – RJ) e das obras que se faziam necessárias na estrada, desde o Porto da Estrela até o Córrego Seco – trabalho concluído em 1840. A princípio, os serviços de manutenção das estradas e abertura de novos caminhos eram feitos pelos escravos africanos que eram, geralmente, alugados das fazendas próximas das obras. Porém, era pouco o rendimento dos serviços, devido à falta de especialização destes trabalhadores e também pela condição desumana em que viviam. Neste quadro, que agora apresento, e numa breve digressão, rendo minhas homenagens ao povo africano que por imposição veio para o nosso país. Dentre tantos, aponto os que vieram para a nossa região serrana, principalmente os que trabalhavam forçosamente na manutenção e construção das vias de acesso à Petrópolis, em obras e em outros mais serviços, ou seja, nos trabalhos mais pesados e penosos que lhes eram sempre destinados para um progresso que não lhes condizia. Quanto a um melhor […] Read More

CEM ANOS DO NASCIMENTO DE GUSTAVO ERNESTO BAUER

  CEM ANOS DO NASCIMENTO DE GUSTAVO ERNESTO BAUER Paulo Roberto Martins de Oliveira, ex-Associado Titular, Cadeira n.º 10 – Patrono Carlos Grandmasson Rheingantz, falecido Preliminarmente, sinto-me honrado pela indicação do nosso Presidente e Confrade Professor Joaquim Eloy Duarte dos Santos, para falar sobre Gustavo Ernesto Bauer. Aceitei a incumbência e me confesso agradecido. No último dia 23 de outubro, promovido por sua família, houve uma belíssima Missa em Ação de Graças, celebrada na Paróquia de São Sebastião, no local Indaiá, no Quarteirão Siméria, pelo centenário de nascimento do nosso saudoso confrade Gustavo Ernesto Bauer. Falarei sobre este ilustre petropolitano, figura expoente que foi da nossa sociedade. Sócio benemérito do nosso Instituto Histórico de Petrópolis. Nascido no princípio do século passado, precisamente em 23 de outubro de 1902, no alto da Rua Montecaseros, no prazo de terras de subdivisão n.º 620-D (de propriedade de seu pai), no histórico e presente Quarteirão Nassau. Era filho de Ernesto Gustavo Bauer e de Carolina Suzana Kling, neto do imigrante germânico Clemens Baur e de Catharine Judith Monken e bisneto de Wilhelm Baur e de (Anne) Marie Kaiser. Portanto, era descendente dos colonos germânicos da Imperial Colônia de Petrópolis, através da sua mãe Carolina Suzana Kling e pela parte materna do seu pai, ou seja, a sua avó Catharine Judith Monken. Gustavo Ernesto Bauer foi casado com D. Teresa Soares de Sá, com quem teve 2 filhos: Sérgio Germano e Vera Eliane Bauer. Sérgio faleceu solteiro, aos 27 anos de idade. Vera casou-se com Roberto Castor e lhes deram 2 netos: Augusto e Liane. Augusto, casou-se com Clara Cavalcante e lhes deram 2 bisnetos: Susana e Marcelo. Liane casou-se com Günter Otto Diehl e lhes deram 2 bisnetos: Anne e Marcos Otto, além de mais um bisneto que está chegando, previsto para maio de 2003. Gustavo Ernesto Bauer teve seus estudos primários no externato do Professor Alberto Eckardt, próximo à sua residência à Rua Montecaseros. Concluiu o curso secundário no Colégio São Vicente de Paula que, na época, funcionava no prédio do Palácio Imperial (hoje Museu Imperial de Petrópolis) e teve como colegas de turma alguns que se tornaram figuras ilustres e expressivas na sociedade petropolitana e alhures. Foram eles: Mário Kuntz, José Tomás Nabuco, Carlos Almeida de Souza, Silvio Magalhães Figueira, Atílio Parin, Termístocles Cavalcanti, João Glas Veiga, Luiz Escragnolle, Salomão Jorge, Eugênio Libonatti e outros. Após o término do curso secundário, teve […] Read More

PRIMÓRDIOS DA COMPANHIA PETROPOLITANA NO QUARTEIRÃO WESTFÁLIA

  PRIMÓRDIOS DA COMPANHIA PETROPOLITANA NO QUARTEIRÃO WESTFÁLIA Paulo Roberto Martins de Oliveira, ex-Associado Titular, Cadeira n.º 10 – Patrono Carlos Grandmasson Rheingantz, falecido Os dados históricos que teremos, iniciam-se no ano de 1872, quando das primeiras notícias da presença em Petrópolis do empresário cubano BERNARDO CAYMARI, pois nesta época ele efetuava a compra de um terreno no Quarteirão Westfália e em seguida, e por autorização do Governo Imperial, deu início à construção de uma fábrica, denominada Companhia Petropolitana de Fiação e Tecidos. O motivo principal deste estudo ou ensaio é justamente dirimir inúmeras dúvidas e controvérsias, apresentadas em trabalhos publicados em várias épocas e por diversos autores, pois estes pouco ou quase nada informaram sobre a localização, o princípio e o desenvolvimento do primeiro espaço fabril da Companhia Petropolitana. Este estudo que ora apresento, é o resultado de muitas horas de pesquisas realizadas em vários documentos de diversos arquivos, sendo o primeiro e principal o da Cia. Petropolitana, instalado nas dependências desta empresa, na localidade de Cascatinha – 2º Distrito de Petrópolis. Os demais arquivos e pesquisas feitas em outras fontes, quando não forem indicadas no decorrer dos assuntos, serão apresentados em dados bibliográficos no final deste trabalho. A princípio comentarei sobre a localização do empreendimento, ou seja, o terreno e suas origens, o primeiro foreiro com breves dados históricos, os primeiros estudos do projeto de construção da fábrica e a compra das terras, os primitivos acessos aos terrenos, a transcrição da primeira Ata da Assembléia Geral da Companhia e as demais atas com os seus principais assuntos, e nos quais apresentarei algumas considerações, os primeiros operários da fábrica com os seus dados pessoais e profissionais, um histórico sobre Bernardo Caymari (1º presidente e principal fundador da Companhia Petropolitana), algumas considerações finais e, por fim, teremos os dados bibliográficos. Os primeiros dados relativos às terras onde foi edificado o prédio principal e os demais anexos da fábrica, relacionam-se com duas subdivisões do prazo de terras n.º 4043 do Quarteirão Westfália. Em 1869, este prazo foi outorgado ao primeiro foreiro, o Sr. José Vieira de Christo. Quanto ao Quarteirão Westfália, este é um dos quarteirões da Imperial Fazenda de Petrópolis que consta da 1ª planta urbanística geral, projetada e elaborada em 1846 pelo Major Engenheiro Júlio Frederico Koeler. Pela planta de Koeler, foram, no Quarteirão Westfália, demarcados e aforados quarenta prazos de terras – do 4001 ao 4040, sendo 20 […] Read More

GENEALOGIA DA FAMÍLIA SIXEL

  Em 12 de junho de 1981, com o título “Quem Povoou Petrópolis ?” – o grande mestre genealogista CARLOS GRANDMASSON RHEINGANTZ, iniciou as publicações do magnânimo trabalho de pesquisas genealógicas das famílias dos colonizadores germânicos que chegaram ao Povoado de Petrópolis, entre 29 de junho de 1845 e meados do mês de dezembro do ano de 1846. Foram ao todo 88 das 361 famílias, sendo a maioria publicada na Tribuna de Petrópolis e parte na Revista do Instituto Histórico de Petrópolis. NOTA: Como sócio efetivo do Colégio Brasileiro de Genealogia, do Instituto Histórico de Petrópolis, vice-presidente do Clube 29 de Junho (de tradições alemães), descendente de uma das famílias dos colonos e ex-discípulo de RHEINGANTZ, após o seu falecimento – ocorrido em 16 de agosto de 1988, decidi dar continuidade à sua grandiosa obra, completando a genealogia das famílias que ele deixou por terminar e iniciando as demais. NOTAS HISTÓRICAS E DADOS GENEALÓGICOS DA FAMÍLIA SIXEL No mês de agosto do ano de 1845, chegaram na Imperial Colônia Germânica de Petrópolis dois colonos da família SIXEL. MICHAEL e GEORGE SIXEL – eram irmãos e vieram de onde nasceram – Aldeia de Horn – Prússia – Alemanha. Que com esposas e filhos integraram-se à colonização. Hoje os seus descendentes ocupam a sétima geração e encontram-se em sua maioria radicados nos seguintes bairros de Petrópolis: Darmstadt, Bingen, Duarte da Silveira (antigo Quarteirão Woerstadt), Mosela e centro da cidade. Além de diversas cidades fluminenses e outros estados brasileiros. Têm-se notícias de que alguns SIXEL vivem na Alemanha – terra natal destes colonos pioneiros. Os descendentes de MICHAEL SIXEL dedicaram-se ao ramo de “segearia” (fabricação e reforma de carruagens, carroças e veículos muares em geral) e de hotelaria. Os descendentes de GEORGE SIXEL dedicaram-se ao ramo da construção civil, atendendo a construções de residências, indústrias e outras. Os descendentes destas duas famílias colaboraram e continuam colaborando para o desenvolvimento da nossa cidade. Educaram seus filhos e hoje muitos destacam-se na sociedade petropolitana. Através dos contatos para o desenvolvimento genealógico de ambas as famílias, tive a oportunidade de conhecer pessoas que, além das informações das descendências dos dois colonos, em condições de depoimentos, forneceram-me dados preciosos de reminiscências próprias e de seus antepassados. Para um melhor conhecimento histórico destas duas grandes famílias, sugiro que leiam as Tribunas de Petrópolis de: 27 e 29/11/1994, 13 e 27/12/1994, 03, 10 e 17/01/1995. OBS.: 1- Tudo que […] Read More

RELEMBRANDO ALGUNS COLONOS E OS ESQUECIDOS QUARTEIRÕES

  Estes estudos e ensaios que ora apresento, fizeram parte do tema proferido pelo autor em 28 de junho deste ano no salão nobre da Câmara Municipal de Petrópolis, representando o Clube 29 de Junho nas comemorações dos 156 anos da chegada dos colonos germânicos à Petrópolis, em 29 de junho de 1845. “Convidado pelo Clube 29 de Junho, de Tradições Germânicas, tenho o prazer de estar presente e participar desta magnânima solenidade, que esta casa oferece todos os anos na época das comemorações do dia 29 de junho, data da chegada à Petrópolis dos primeiros colonos germânicos, ao povo petropolitano. Neste momento poderemos lembrar parte da história da nossa colonização, falar sobre os quarteirões da Imperial Colônia e homenagear os colonizadores, trazendo a todos, informações, tradições e lembranças do nosso glorioso e belo passado histórico. Este momento, geralmente, torna-se oportuno para reiterarmos e resgatarmos o que muitos em várias épocas tentaram. Porém a falta de interesse pelas causas nobres de Petrópolis, permitiu a consumação de partes da nossa história. Justamente relembrando alguns colonos em seus prazos de terras, estaremos também lembrando os esquecidos “Quarteirões”. Quarteirões que praticamente não ouvimos mais os seus nomes serem pronunciados, como também as duas vilas que nunca deixaram de existir, pois todos estão presentes em qualquer negociação imobiliária no 1º e parte do 2º Distrito de Petrópolis. Vale sempre lembrar que pela planta de 1846 do Major Engenheiro Júlio Frederico Koeler, Petrópolis foi dividida em 11 quarteirões e 2 vilas: Renânia Central e Inferior, Siméria, Castelânea, Palatinato Inferior e Superior, Nassau, Westfália, Mosela, Ingelheim, Bingen e as Vilas Imperial e Teresa. Os quarteirões e as vilas foram subdivididos em prazos de terras e classificados em 4 classes: 1ª classe constituíam os terrenos destinados à povoação próximos ao Imperial Palácio, os de 2ª classe eram os terrenos próximos à povoação, os de 3ª classe englobavam os terrenos colaterais à calçada que parte existia na Vila Teresa (Alto da Serra) e os de 4ª classe constituíam toda a parte restante da Imperial Fazenda e foram designados para a maioria dos colonos. A alguns anos a maioria dos quarteirões e vilas caíram no esquecimento, não sendo mais usados popularmente, tendo como causa principal o poder público municipal, dando a entender nomes de novos logradouros, sem indicar a sua localização correta, gerando a grande falta de reconhecimento dos nossos valores históricos. Para que possamos reparar tantos erros e […] Read More

QUARTEIRÃO MOSELA ATRAVÉS DOS TEMPOS (O)

O QUARTEIRÃO MOSELA ATRAVÉS DOS TEMPOS Paulo Roberto Martins de Oliveira, ex-Associado Titular, Cadeira n.º 10 – Patrono Carlos Grandmasson Rheingantz, falecido Do Quarteirão Mosela e o povo colonizador, viveram épocas de grande atividades. A maioria dos colonos germânicos que habitavam o quarteirão, possuíam grandes conhecimentos profissionais: Eram carpinteiros, carvoeiros, ferreiros, pedreiros, e outros hábeis artífices que sempre encontraram muito o que fazer, tanto na Vila Imperial, quanto no seu próprio terreno e arredores, onde plantavam e tinham criações, dando serviço à sua própria família. No cultivo das hortas e dos pomares, colhiam variedades de hortaliças e frutos. Com a criação de suínos produziam, além da carne e outros produtos, a tão apreciada “Leber Blutwurst” (lingüiça de fígado e sangue). Das vacas, cujo o leite, abastecia a cidade, também produziam, em grande escala, o queijo branco (conhecido como queijo de minas). O Mosela era e ainda é um dos quarteirões mais participativo quanto à recreação dos seus moradores. Lá algumas sociedades recreativas, foram fundadas. Em 1895, fundaram o Harmonie Moselthal e mais tarde o denominaram de Sociedade Recreativa Harmonia Brasileira. Instalou-se à Rua Mosela n.º 713, num terreno cujo prédio, foi construído para este fim e que pertencia ao Sr. Frederico Burger. Mediante aluguel, o Harmonie funcionou até fins do ano de 1907, cedendo lugar para a Sociedade Boa Esperança. Porém esta não prosperou e encerrou suas atividades. Em definitivo e adquirindo o prédio, o Harmonie voltou para o seu antigo endereço e embora com algumas dificuldades, sobrevive até aos dias de hoje. Em 07/09/1928, um grupo de jovens fundou o Esporte Clube Vera Cruz e em 1954 adquiriu uma grande área de terras próximo à localidade do Moinho Preto. Em tempos difíceis, este clube esteve fora de atividades. Porém um grupo de sócios e saudosistas, João Guilherme Burger e Luiz Carlos Holderbaun, liderados pelo Sr. Augusto José Kreischer e com o apoio de um dos sócios fundadores, o Sr. Pedro José Kling, fez com que o clube voltasse aos seus tempos áureos e hoje, com um belíssimo campo de futebol e outras benfeitorias, vem plenamente atendendo aos sócios com torneios futebolísticos e outras atrações. Em 1929, em homenagem ao falecido Sr. Roberto Burger, foi fundada à Rua Mosela a Sociedade Desportiva Luzeiro, cujas atividades foram encerradas à alguns anos passados. Em 16/03/1997, por gentileza do Frei Vitalino Turcato – Presidente do Conselho das Pastorais das Obras Sociais São Judas […] Read More

ENTREVISTA VISITA À CASA DA SRA. ALUÍZIA MARIA GABRICH

  Primeiramente darei um breve conhecimento histórico da família GABRICH. A princípio ainda não foi possível pesquisar na Alemanha, a aldeia de origem do colono GEORGE GABRICH, sabe-se apenas que acompanhado de sua esposa Elizabete e mais 3 filhos, viajaram na barca inglesa “George” com destino ao Brasil, pagando 450 francos pelas passagens para a sua família. Partiram do Porto de Dunquerque na França em julho, chegaram ao Brasil em 26 de agosto e desembarcaram no Porto da Cidade do Rio de Janeiro em 29 de agosto de 1845. A seguir foram levados para o depósito dos colonos (Sociedade Promotora de Colonização da Província do Rio de Janeiro) na Rua da Glória. Em 02 de setembro de 1845 entre outros, o colono George Gabrich e sua família, encontravam-se alojados na casa que servia de depósito dos colonos na Imperial Cidade de Niterói. O colono e sua família ao chegarem no Povoado de Petrópolis, receberam o prazo de terras de 1ª Classe – n.º 271, com a superfície de 781 braças quadradas e um décimo – no Quarteirão Vila Imperial – com testada para o Caminho Colonial (hoje Rua Casemiro de Abreu). Em 1847, recebeu a gratificação Imperial de 25$000 (vinte e cinco mil réis). Sendo 5$000 (cinco mil réis) por cada um da família. Em 01/01/1854, pagou o foro de 7$810 (sete mil oitocentos e dez réis) relativo ao prazo de terras. Em 16/07/1856, recebeu o título/registro de aforamento n.º 1097. Em 27/12/1859, recebeu o n.º 110 da Relação da Diretoria da Colônia – nesta época constava o casal e 7 filhos. Com a morte do colono em 13/04/1873, passados dois anos e exatamente em 12/04/1875, a viúva e os demais herdeiros de George Gabrich, vendem e transferem o prazo de terras para o foreiro Pedro Schmitz do qual pagou 3$000 (tres mil réis) pela transferência. Este documento foi assinado por Pedro Schmitz e como procurador da viúva e dos herdeiros, assinou o Sr. José Schaefer – (estes assentamentos estão registrados no livro 8-A da Cia. Imobiliária de Petrópolis). No dia 11 de março próximo passado, tive o prazer de visitar a Sra. Aluízia Maria Gabrich Barenco. A representante mais idosa da família Gabrich – com 84 anos de vida. A encontrei alegre, saudável e bem disposta a lembrar-se do passado. A memória infalível de Dona Aluízia, transportou-me para o início deste século; com magníficas lembranças dos seus antepassados e […] Read More

IMPERIAL COLÔNIA GERMÂNICA DE PETRÓPOLIS ATIVIDADES SOCIAIS, ARTES, HÁBITOS E COSTUMES

  ATIVIDADES SOCIAIS A primeira associação dos colonos, nasceu no ano de 1854 – a GEWERBE VEREIN, voltada para os estudos das artes e ofícios. Com o término da Imperial Colônia Germânica em 1859, deixou de existir a “Caixa de Socorro”mantida pela mesma. Em substituição; Pedro Müeller (diretor do Semanário Germânia) fundou em 01/11/1864 a Sociedade Beneficente “Deutsch Brasilianisch Krankenkasse Brunderbund”. A seguir, outros entusiastas da Colônia, fundaram a Cecilien Verein no Quarteirão Nassau, a Liedertafel no Quarteirão Bingen e em 07/09/1898, Pedro Hilgert fundou a Turnverein de Petrópolis. Após o regime colonial, surgiram as sociedades recreativas, musicais e dançantes. Em 1863, o Professor Frederico Stroelle, fundou a “Saengerbund Eintracht” (denominada mais tarde por Coral Concórdia). Em seguida surgiram outras associações. Sendo algumas instaladas nos Quarteirões: Nassau, Bingen e Mosela. Cada associação criava o seu próprio coral, outras atividades artísticas, esportivas e musicais. Além de organizarem passeios, piqueniques e outros eventos.. Em 11/11/1894 foi fundada a “Deutscher Verein” e em 05/05/1895 pelo Sr. Carlos Kling Sobrinho (neto do colono George Magnus Kling), foi fundada a “Harmonie Moselthal” que mais tarde passa a denominar-se Sociedade Recreativa Harmonia Brasileira. Apesar das muitas dificuldades comuns a qualquer clube, vem esta sociedade resistindo até aos dias atuais, com um quadro de sócios que ainda na maioria, são descendentes dos nossos colonizadores. Vale ressaltar que por volta de 1874, os Srs. Carlos Latsch e Pedro Kneipp, mantinham uma casa de bailes no local ainda conhecido como Duas Pontes (entre as Ruas Washington Luiz e Cel. Veiga). A parte recreativa dos primeiros tempos da Colônia, tinham mais caráter familiar de festas escolares e religiosas e geralmente aconteciam nos quarteirões, sempre longe da Vila Imperial. Em 1854 existiu um coral formado por 20 à 25 colonos, sob a regência do também colono Jacob Müller, cujo trabalho teve por início o ano de 1849. A princípio com cânticos religiosos, quando das apresentações nas missas dominicais. Quanto a parte musical, tem-se notícias de que a primeira banda de música dos colonos, surgiu em novembro de 1845 (apenas 5 meses após o início da Colônia) e composta por l2 pessoas. Porém por mais que pesquisei, não consegui descobrir os nomes destes colonos. Com certeza, sabe-se que o primeiro musicista que apareceu na Colônia, foi o Sr. Gustavo Eckardt – natural de Hesse e competente afinador de pianos. Era casado com uma das filhas do colono Valentim Scheid, moradores do Quarteirão […] Read More

FAMÍLIA VOGEL

  A presença dos primeiros VOGEL no Brasil aconteceu entre 1822 e 1831, quando ocorreu a contratação de militares estrangeiros, principalmente os do povo germânico, para a formação do Exército Imperial. Entre os militares germânicos vieram: Philipp, Ernst e Heinrich Vogel. Os 3 eram soldados, sendo que o último também tinha a função de corneteiro, e faziam parte do 2º Batalhão de Granadeiros. Podemos assinalar que muitos do apelido VOGEL, além dos colonos contratados para Petrópolis – RJ, vieram em várias épocas para as colônias do Rio Grande do Sul – RS, Santa Catarina – SC e Minas Gerais – MG. Das 456 famílias germânicas colonizadoras da Imperial Fazenda / Colônia que chegaram à Petrópolis a partir de 29 de junho de 1845, havia duas de apelido Vogel: as dos colonos Christian e Anton VOGEL. Além destas, outros com suas famílias chegaram mais tarde. Eram colonos e descendentes de colonos de outras colônias, como Augusto Vogel de Blumenau – SC e Jonas Adalberto Vogel de Teófilo Otoni – MG. Para relembrarem os tempos passados e homenagearem os nossos colonizadores, algumas famílias descendentes destes pioneiros, costumam, com o apoio do Clube 29 de Junho (de Tradições Germânicas), reunirem-se em grandes confraternizações. Desta vez serão os VOGEL, que no dia 5 do corrente mês, estarão celebrando este evento no adro da Capela de Nossa Sra. Auxiliadora, no Quarteirão Darmstadt. Quando, também, várias famílias VOGEL de outros estados brasileiros se farão presentes para prestigiarem e participarem desta grande reunião familiar. Lá, talvez, estarão alguns reencontrando-se e outros vendo-se e cumprimentando-se pela primeira vez. A seguir, teremos dados históricos, genealógicos, depoimentos e informações diversas da família VOGEL. Primeiro teremos como assunto o colono Christian Vogel, cuja família temos pouquíssimas notícias. Através de um documento do Arquivo da Imperial Fazenda de Petrópolis, temos o seguinte: em 1847, Anne Marie, esposa de Christian, aparece como responsável por ela e mais 4 pessoas (sem informações do grau de parentesco), recebendo a gratificação Imperial de 25$000 (vinte e cinco mil réis). Em outro documento, sendo este do Arquivo da Cia. Imobiliária de Petrópolis, consta que foi designado para o colono Christian Vogel o prazo de terras n.º 3645, registro n.º 1108 – 4ª classe com a superfície de 10199 braças quadradas e 3 décimos, conforme consta no termo de medição e demarcação n.º 2002, localizado no Quarteirão Woerstadt com testada para os Rios Piabanha e Meyer (atualmente na […] Read More