O IHP NOS 175 ANOS DE PETRÓPOLIS

 

O Instituto Histórico de Petrópolis participou ativamente das festas de comemoração dos 175 anos da cidade de Petrópolis. Na sessão de 12 de março, realizada na Casa de Cláudio de Souza, a associada titular Alessandra Bettencourt Figueiredo Fraguas leu o seu texto “História e memória nos 175 anos de Petrópolis”, escrito especialmente para registrar a passagem do aniversário da cidade. O texto pode ser lido na íntegra na Tribuna de Petrópolis, edição de 14/03/2018 (Coluna IHP EM CENA).

Estiveram presentes às festas promovidas no dia 16 de março os associados Maria de Fátima Moraes Argon da Matta, Joaquim Eloy Duarte dos Santos, Dom Gregório Paixão, Paulo Roberto Martins de Oliveira, Marisa Guadalupe Plum, Fernando Costa, Elizabeth Maller, Ronaldo Rego, Antônio Eugênio Taulois, Frederico Haack, Maurício Vicente Ferreira Júnior, Enrico Matievich e Hamilton Frias Martins.

 

Após a missa celebrada pelo bispo diocesano Dom Gregório Paixão, na Catedral São Pedro de Alcântara, o associado Paulo Roberto Martins de Oliveira, como orador oficial do IHP naquela solenidade, proferiu um discurso junto ao monumento do Major Julio Frederico Koeler realçando o seu papel como responsável pelo plano urbanístico da cidade. Paulo Roberto fez um breve histórico das origens da cidade e salientou que a divisão territorial da cidade de Petrópolis, 1º Distrito do Município, criada a partir da primeira planta de Petrópolis elaborada por Koeler, em 1846, com 11 quarteirões e duas vilas, vigora até os dias de hoje, sendo observada pelo cadastro da Prefeitura, pelo Registro de Imóveis e pela Companhia Imobiliária de Petrópolis. Concluiu, dizendo ser fundamental que o Poder Público coloque a indicação do nome do quarteirão nas vias públicas a fim de resgatar a nomenclatura urbana, contribuindo para a compreensão do plano urbanístico de Petrópolis, pioneiro no Brasil.

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Ao fim da solenidade, o grupo seguiu para a Praça D. Pedro II, onde o associado titular do IHP, Dom Gregório Paixão, em nome da instituição, proferiu um discurso em homenagem ao imperador, aquele que valorizava a educação e acreditava ser ela o caminho para o desenvolvimento do país. Contou o caso de Maria Augusta Generoso Estrela (1860-1946), estudante de Medicina no New York Medical College and Hospital for Women, cujo pai não tinha mais condições financeiras de mantê-la em Nova Iorque, e que D. Pedro II, ao tomar conhecimento da situação, ordenou, por decreto de 1877, a concessão de uma bolsa para pagar a faculdade e as despesas gerais. Foi ela a primeira mulher brasileira a se formar em medicina. O governo brasileiro abriu as instituições de ensino superior às mulheres somente em 1879.

Em ambas as solenidades, o prefeito Bernardo Rossi fez uso da palavra.

E, por último, a sessão solene comemorativa do 175º aniversário da fundação do município, realizada no Teatro SESC Quitandinha, presidida pelo vereador Paulo Igor, presidente da Câmara Municipal de Petrópolis, e pela historiadora Maria de Fátima Moraes Argon, presidente do Instituto Histórico de Petrópolis. Na cerimônia foram entregues títulos e honrarias concedidos pelo Legislativo no ano de 2017. Como oradora do IHP, Fátima Argon lembrou que, em cada momento da história de Petrópolis, as pessoas se reúnem em torno de um objetivo comum, seja para criar projetos, fundar instituições, defender uma ideia ou comemorar uma data. Destacou também que muitos são os nomes a serem lembrados durante as comemorações dos 175 anos de Petrópolis, mas desejava mencionar um grupo muito especial de estudiosos que, na década de 1930, lideraram um movimento que culminou com a criação de instituições importantes para a cidade: o Instituto Histórico de Petrópolis e o Museu Imperial. Após fazer um histórico da criação do IHP, fundado em 24 de setembro de 1938, finalizou: “Neste ano, em que o nosso IHP comemora os seus 80 anos de atividades, desejamos que vocês aqui presentes e, especialmente os agraciados, sintam-se motivados e unam-se ao propósito do Instituto Histórico de Petrópolis, que é a defesa e a preservação do patrimônio histórico-artístico-cultural e, sobretudo, a memória de Petrópolis”.