PROFESSOR DINIZAR, IN MEMORIAM

Fernando de Souza Costa, associado titular, cadeira n.º 19, patrono Galdino Justiniano da Silva Pimentel

Estamos a celebrar o 30º dia da dormitio do inesquecível Professor Dinizar Araújo.

À véspera de sua internação estive com ele na Rua Dezesseis de Março e nos cumprimentamos em meio ao costumeiro sorriso. Decorridos dois dias, na mesma rua encontrei meu afilhado Denílson e ele dissera que o pai havia sido internado e passava bem. Fiquei tranqüilo na certeza de que era passageiro e muito em breve ele estaria em nosso convívio.

No entanto, fomos surpreendidos com a notícia. Triste, se visto pela ótica de nossa fragilidade humana. Mas alegres na certeza de que os céus receberam mais um de seus eleitos.

Eram visíveis as demonstrações de carinho, amizade, prestígio e solidariedade espalhada nas incontáveis coroas, arranjos florais, telegramas, mensagens e dezenas de amigos, familiares e admiradores que se acotovelaram para o abraço final.

Os meios de comunicação lhe endereçaram mensagens e homenagens. No derradeiro instante, diversos foram os discursos emocionados. As lágrimas também disseram presente. Nas palavras de meu afilhado Denílson um resumo dos 83 anos de Dinizar, as lides profissionais nos mais diversos setores da vida pública, no magistério e no escritório de advocacia.

Dinizar, onde passou, deixou um rastro de luz, ali estava o filho, o esposo, o pai, o avô e o parente. Legou exemplos de cristão junto à Igreja e a outros seguimentos. Com ele aprendemos a conjugar o verbo amar.

E cabe aqui uma reflexão: o falecimento de uma pessoa não deve ser interpretado como perda porque todo aquele que crê em Cristo “ainda que morto viverá .” Estas palavras são de Jesus. Ele é “a ressurreição e a vida”. Mas que dói, dói. No entanto, o ouro não se prova com o fogo? Está lá no Livro do Eclesiástico. (Cap.2, 1-18): É na adversidade que provamos nossa fé. Feliz daquele que exercita essa verdade. A morte é para todos. Sem exceção. E ela, só se concretiza quando apagamos de nossos corações aqueles aos quais amamos.

Por isso, hoje, nestas louvações, um canto de gratidão ao amigo Dinizar que contribuiu e muito, para um mundo melhor. Cristo nos prometeu a vida eterna e assim sendo, glorifiquemos este notável herói, sob demorados aplausos. Obrigado Senhor por ter ornado vosso servo Dinizar de uma vida reta, íntegra, serena, firme e virtuosa, em cuja trajetória terrena cumpriu fielmente vossos mandamentos, sobretudo, amando-Vos sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.

Constituiu modelar família junto à dileta esposa Senhora Nilma e trouxeram à luz os filhos Denilmar, Dilmar, Dinizar Filho, Denilson, Denilton e Fernando que fizeram florir os netos Hurizinho, Cristiane, Daniel, Victor Hugo, Douglas, Giovana e Mariana.

Ao concluir, peço licença para reportar-me ao Apóstolo Paulo, em Timóteo 2, capitulo 4, versículo 7 das Sagradas Escrituras, quando disse: “Bonun certamen certavi, fidem cervavi, cursum consumavi”. Assim também foi o Apóstolo Dinizar Araújo que combateu o bom combate, cumpriu o seu dever e não perdeu a fé e constituiu-se um homem alimentado no Senhor Uno e Trino, personificado pelo Deus Criador, pelo Filho Redentor e pelo Espírito Santificador.

Cum Christo in pace, Professor Dinizar!